MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa iniciou a semana descolada de Nova York e encerrou em queda 1,06%, aos 65.241,49 pontos. A ausência de um acordo sobre o aporte de recursos para o FMI ajudar a Europa na reunião dos ministros de Finanças do G-20, realizada no fim de semana, na Cidade do México, ditou o tom negativo na bolsas europeias e limitou uma alta maior nos EUA.
Dow Jones
O índice de atividade industrial do Federal Reserve de Dallas e as vendas pendentes de imóveis nos EUA, melhores que o esperado, ajudaram Nova York a virar para o azul, onde operaram durante a maior parte do dia, mas não foram suficientes para puxar o Ibovespa para cima. No final, o Dow Jones virou e registrou leve queda de 0,01%. Já S&P e Nasdaq se sustentaram em alta, +0,14% e +0,08%, respectivamente.
Estrangeiros
Esse descolamento entre a Bolsa doméstica e Nova York é atribuído a uma realização de lucros por parte de estrangeiros, já que o Ibovespa acumula maior ganho no ano do que os seus pares na Europa e nos EUA. Para se ter uma ideia, enquanto o Ibovespa registra ganho de 14,95% no ano, o Dow Jones sobe 6,25% no período e o índice pan-europeu Stoxx 600, +7,9%. Na mínima, o Ibovespa atingiu 65.068 pontos (-1,33%) e, na máxima, 65.954 pontos (+0,02%). O volume financeiro atingiu R$ 5,802 bilhões.
Ações
As ações das construtoras figuraram entre os destaques de queda do índice. Brookfield ON (-3,01%), PDG ON (-3,22%), Rossi Residencial ON (-2,85%) e Cyrela ON (-3,22%). Bancos também apresentaram performance negativa. Itaú Unibanco PN (-1,08%), Bradesco PN (-1,02%) e Banco do Brasil ON (-1,24%). ''O investidor aproveita para realizar lucro com as ações que mais subiram também'', lembrou outra fonte.
Marfrig
Já o lado positivo foi capitaneado pelas ações da Marfrig. O movimento reflete a reorganização do grupo, aprovada ontem em assembleia de acionistas. Outro destaque fica por conta das ações do grupo Oi, que também aprovou reestruturação ontem. Marfrig subiu 7,15%. Já Oi (TNLP) ON ganhou 0,69% e Oi (TNLP) PN avançou 0,45%, mas não terminaram entre os destaques de alta do índice.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,12%, a R$ 1,7080 no balcão, e 0,16%, para R$ 1,7079 na BM&F. A mínima, registrada às 12h47, foi de R$ 1,7050 (-0,06%) e, na máxima, atingiu R$ 1,7150 (+0,53%). No mês, porém, a moeda no balcão acumula queda de 2,12% e, no ano, baixa de 8,61%. No mercado futuro,
às 16h48, o dólar março de 2012 recuava 0,18%, a R$ 1,7080.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (102.710 contratos) estava na máxima de 9,33%, ante 9,27% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (204.110 contratos) subia a 9,85%, também na máxima, de 9,77%. Entre os vencimentos longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 27.305 contratos, indicava 10,91%, de 10,89% na sexta-feira, e o DI janeiro de 2021 (1.125 contratos) marcava 11,31%, de 11,30% no ajuste anterior.
IPC
No que diz respeito à inflação corrente, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,07% na terceira quadrissemana de fevereiro, ante uma taxa de 0,24% no segundo levantamento do mês, ficando abaixo do piso das estimativas coletadas pelo AE Projeções, de 0,08%. O IGP-M, por sua vez, apontou deflação de 0,06% em fevereiro, ante inflação de 0,25% em janeiro. O resultado foi levemente superior à mediana das projeções (-0,09%).
G-20
No ambiente externo, o G-20 condicionou a injeção adicional de recursos no Fundo Monetário Internacional ao aumento da proteção financeira, ou firewall, na zona do euro, o que pode ficar para março. Isso, de certa forma, trouxe um pouco de pessimismo para os negócios. Por outro lado, nos Estados Unidos, novos dados positivos contrabalançaram o humor. As vendas pendentes de imóveis subiram 2,0% em janeiro, ante projeções de que o crescimento seria de 1,0%. Além disso, o índice de atividade industrial medido pelo Federal Reserve de Dallas avançou para 11,2 em fevereiro, de 5,8 em janeiro. É o maior nível desde novembro de 2010.





