MERCADO FINANCEIRO
Melhora
Depois de uma semana curta em que prevaleceu o sinal de baixa, a Bovespa, finalmente, conseguiu fechar ontem no azul, mas não recuperou os 66 mil pontos, acompanhando a melhora de humor externa. A percepção de que as coisas estão andando na Grécia, embora ainda longe de serem completamente resolvidas, e os dados positivos nos EUA, ampararam o movimento de alta das bolsas na Europa e nos EUA.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o dia de ontem com leve alta de 0,19%, aos 65.942,73 pontos, mas na semana teve desvalorização de 0,39%. O volume financeiro de R$ 6,205 bilhões, ficou abaixo da média diária, indicando que muitos investidores emendaram o feriado de carnaval.
Valorização
A forte valorização dos papéis da Petrobras e a continuidade do movimento de alta de Vale também ajudaram a manter a Bolsa no azul. Petrobras ON avançou 2,37% e a PN, +2,34%, impulsionada pelo petróleo mais caro no mercado internacional. Já Vale ON ganhou 0,52% e PNA, +0,40%, seguindo o ritmo dos metais lá fora. Na mínima, o Ibovespa atingiu 65.820 pontos (0,00%) e, na máxima 66.335 pontos (+0,78%). No mês, o saldo acumulado ainda é positivo, de 4,55% e, no ano, +16,19%.
Retorno
Para o operador de um corretora, o ganho da Bolsa ontem também pode ser atribuído, em parte, a antecipação de um movimento de fim de mês, já que fevereiro termina na próxima quarta-feira. Segundo a fonte, este mês foi meio parado por conta do carnaval, mas a partir da próxima semana o jogo deve estar completo, ''com os dois times em campo'', brincou, referindo-se a volta dos investidores que estavam ausentes do mercado. As ações ON do Banco do Brasil figuraram entre os destaques de queda do índice, com recuo de 1,44%.
BC
Os papéis reagiram as regras do Basileia 3, que o BC colocou em audiência pública na semana passada. Segundo apurou o jornalista Altamiro Silva Júnior, as regras vão afetar mais o Banco do Brasil, que ficaria com o indicador de capital nível 1 (recursos líquidos e de maior qualidade) apertado, bem próximo do mínimo exigido pelo regulador. Itaú, Bradesco e Santander ficariam em posição mais confortável, com índice bem acima do mínimo, de acordo com simulações de analistas obtidas pela Agência Estado. Para ter nível 1 semelhante aos bancos privados, o BB precisaria aumentar seu capital em R$ 25 bilhões até 2018, segundo estimativas do Itaú BBA.
Dow Jones
As demais ações do setor bancário tiveram ligeira baixa. Itaú Unibanco PN cedeu 0,28% e as units do Santander caíram 1,27%. Já Bradesco conseguiu virar no final e fechou com alta de 0,16%. Na lista de melhores desempenho estavam MMX ON (+4,10%) e LLX ON (+3,24%). Às 18h25 de ontem, o índice Dow Jones tinha leve queda de 0,05%, o S&P subia 0,15% e o Nasdaq, +0,25%.
Dólar
O Banco Central até tentou novamente evitar a queda do dólar ontem, com mais dois leilões de compra de moeda à vista, mas as intervenções desta vez apenas limitaram as perdas da moeda. O dólar no balcão fechou em queda de 0,29%, a R$ 1,7060. Na BM&F terminou em baixa de 0,38%, a R$ 1,7051. No mês, o recuo acumulado no balcão pela divisa dos EUA é de 2,23% e, no ano, de 8,72%. No mercado futuro, às 16h47 de ontem, o dólar para março de 2012 recuava 0,44%, a R$ 1,7090.
Recuo
No começo do dia de ontem, o dólar até tentou subir - a máxima foi de R$ 1,712 (+0,06%) no balcão. Porém, o firme avanço do euro ante o dólar no exterior - a máxima da moeda da zona do euro foi de US$ 1,3488 mais cedo - acabou conduzindo a divisa norte-americana à queda ante o real. O recuo no mercado local intensificou-se no começo da tarde e após renovar mínimas o BC anunciou o primeiro leilão, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,7059. Logo em seguida, o dólar à vista renovou as mínima várias vezes até descer para R$ 1,7020 (-0,53%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (151.440 contratos) estava na máxima de 9,27%, ante 9,22% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (238.500 contratos) subia a 9,77%, também na máxima, de 9,67% na véspera. Entre os vencimentos longos, o acúmulo de prêmios foi um pouco maior. O DI janeiro de 2017, com giro de 34.625 contratos, avançava para a máxima de 10,89%, de 10,74% ontem, e o DI janeiro de 2021 (6.790 contratos) indicava máxima de 11,30%, de 11,14%.





