MERCADO FINANCEIRO
Socorro
Autoridades da zona do euro estão estudando maneiras de adiar partes ou até mesmo todo o segundo pacote de resgate para a Grécia, embora ainda assim encontrando uma forma de evitar um default desordenado do país. A informação foi divulgada ontem pela agência de notícias Reuters, citando fontes da União Europeia. De acordo com essas autoridades, o novo empréstimo poderia ser adiado para após as eleições previstas para abril.
Exigências
Embora boa parte das exigências dos credores internacionais já tenha sido aprovada pela Grécia, os ministros de Finanças da zona do euro não estão convencidos de que os líderes dos principais partidos políticos do país estejam suficientemente comprometidos com o acordo, que requer novos cortes de gastos e a introdução de medidas impopulares, como reformas no mercado de trabalho.
Fluxo
O fluxo de dólares para o Brasil segue em firme tendência positiva. Dados apresentadas ontem pelo Banco Central (BC) mostram que o País recebeu US$ 3,828 bilhões apenas na segunda semana do mês, entre os dias 6 e 10. No acumulado de fevereiro até o dia 10, o fluxo cambial acumula ingresso líquido positivo de US$ 7,622 bilhões.
US$ 7,3 bi
Na semana passada, a entrada de dólares no País foi liderada pelo segmento financeiro, que recebeu US$ 3,677 bilhões. O valor é resultado do total de operações de ingressos que alcançaram US$ 11,268 bilhões e das saídas que somaram US$ 7,591 bilhões. Nesses valores, estão todas as transferências de dólar para o Brasil relacionadas a empréstimos e emissões feitas recentemente por empresas brasileiras no exterior. Também são somadas as movimentações de dólar para compra de ações, títulos de renda fixa, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras transações. No acumulado do mês até o dia 10, essa via registra entrada líquida de US$ 7,337 bilhões.
Apoio
A maioria dos mercados asiáticos apresentou ontem forte rali. A declaração da China, de apoio à zona do euro, ajudou as bolsas da região, que também foram influenciadas por fatores internos de cada país.
China
Já a Bolsa de Xangai, na China, fechou no azul, encerrando duas sessões seguidas de baixa. A alta foi liderada pelas ações de metais e de petrolíferas peso pesado, por conta de compras rotacionais. Também pesaram as esperanças de melhora nas condições de liquidez nos próximos meses. O Xangai Composto subiu 0,9% e terminou aos 2.366,70 pontos. O Shenzhen Composto avançou 1,5%, aos 925,99 pontos. Yunnan Copper ganhou 1,4% e Jiangxi Copper adicionou 1,6%. PetroChina teve alta de 0,1% e Sinopec saltou 0,8%.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio protagonizou ontem um poderoso rali, com o índice Nikkei fechando no mais alto nível em mais de seis meses. O otimismo dos investidores foi ajudado, em grande parte, pela desvalorização do iene, que alavancou as ações de exportadores proeminentes como Kyocera e Honda Motor.
Iene
A tendência de enfraquecimento do iene deu combustível para a disparada do mercado, em meio a alguma trégua na crise da dívida soberana europeia e após o Banco do Japão inesperadamente anunciar uma expansão do seu programa de compra de ativos na terça-feira. Segundo estrategistas, a ação agressiva do BOJ elevou as expectativas de que as empresas japonesas poderão recuperar os ganhos no próximo ano fiscal.
No vermelho
Em Londres, o índice FTSE teve queda de 0,13%, a 5.892,16 pontos. As ações de companhias de mineração e do setor de petróleo fecharam em queda, mas o setor bancário conseguiu manter seus ganhos, com o Barclays subindo 2,9% e o HSBC ganhando 2,6%.
Dólar
O dólar fechou em alta, pelo segundo dia seguido, e na cotação máxima da sessão, de R$ 1,7240 (+0,23%) no balcão e de R$ 1,7215 (+0,09%) na BM&F. O ajuste positivo ocorreu simultaneamente à piora das bolsas norte-americanas e ficou em linha com a valorização da divisa norte-americana em relação ao euro.
(Das Agências)





