Efeito grego
Após três quedas seguidas, a Bovespa começou a semana mostrando força e conseguiu repor toda a perda da última sexta-feira (-2,34%). A alta de mais de 2%, que conduziu o Ibovespa de volta à casa dos 65 mil pontos, foi impulsionada pela aprovação, na véspera, do pacote de medidas de austeridade fiscal pelo Parlamento da Grécia.
Bom humor
A melhora de humor lá fora ajudou os comprados em opções, no vencimento da segunda-feira, contribuindo para o elevado giro financeiro. Além disso, os investidores encontraram no boletim Focus do Banco Central um estímulo a mais para apostar em ações. Analistas consultados pelo Banco Central esperam uma taxa Selic mais baixa em 2013 do que a prevista anteriormente.
Lá em cima
Assim, o Ibovespa fechou em alta de 2,65%, aos 65.691,53 pontos. Na mínima, a divisa atingiu 63.999 (0,00%) e, na máxima, 65.713 pontos (+2,68%). O giro financeiro totalizou R$ 13,185 bilhões, sendo que R$ 6,3 bilhões é referente ao exercício de opções.
Performance
Também contribuiu para o movimento otimista a performance dos papeis da Petrobras (ON +2,92% e PN, +3,66%), que acompanham ainda a alta do petróleo no mercado internacional, que superou hoje a cotação de US$ 100 em Nova York. Na Nymex, o contrato do petróleo para março fechou com alta de 2,27%, a US$ 100,91.
Comparação
Na sexta-feira, as ações da petroleira despencaram mais de 7,5%, reagindo ao
balanço divulgado no dia anterior, que havia mostrado lucro líquido de R$ 5,049 bilhões no quarto trimestre de 2011, 52,38% inferior ao registrado em igual período de 2010.
Focus
Ontem cedo, a pesquisa Focus do BC informou que o mercado financeiro reduziu a previsão para a taxa básica de juros da economia brasileira no final de 2013, de 10,75% ao ano para 10,50% ao ano. Para 2012, a estimativa se manteve em 9,50% pela nona semana seguida.
Impulsão
A notícia puxou a alta das ações das construtoras - que figuraram entre os destaques de alta do índice - e também as dos bancos. PDG ON (+6,53%), Rossi Residencial ON (+6,75%), MRV ON (+5,25%) e Brookfield ON (+5,49%). Entre os bancos, Bradesco PN (+1,49%), Itau Unibanco PN (+3,17%), e Banco do Brasil (+1,19%). BM&FBovespa também fechou no azul (+4,91%).
Por escrito
Apesar do avanço com a aprovação do pacote no Parlamento, um porta-voz do governo da Grécia afirmou ontem que os líderes dos principais partidos políticos do país ainda precisarão se comprometer com essas reformas em um documento por escrito.
Lá fora
Às 18h21, o índice Dow Jones subia 0,62%, o Nasdaq ganhava 0,93% e o S&P 500 tinha valorização de 0,71%.
Máxima
O dólar à vista fechou com baixa de 0,52%, cotado a R$ 1,7160 no balcão, e de 0,51%, a R$ 1,7163 na BM&F. A máxima, no balcão, foi de R$ 1,7220 (-0,17%). O giro à vista registrado na clearing de câmbio até 16h40 somava US$ 2,017 bilhões (US$ 1,671 bilhão em D+2).
Futurama
No mercado futuro, às 16h41, o dólar para março de 2012 recuava 0,52%, a R$ 1,7210, com giro fraco, de US$ 12,434 bilhões.
Outras moedas
Em Nova York, no mesmo horário acima, o euro estava em US$ 1,3216, ante US$ 1,3201 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar era negociado em 77,543 ienes, de 77,60 ienes na sexta-feira.
Fim do dia
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (270.470 contratos) subia para 9,33%, de 9,29% no ajuste anterior, enquanto o DI janeiro de 2014 (199.070 contratos) avançava para 9,70%, de 9,67% na sexta-feira. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 56.290 contratos, cedia para 10,73%, de 10,77%, e o DI janeiro de 2021 (1.990 contratos) marcava 11,20%, de 11,27% no ajuste.
Invertida
A economia do Japão contraiu-se 2,3% entre outubro e dezembro de 2011 em números anualizados, segundo dados de produto interno bruto (PIB) divulgados ontem pelo governo do país asiático. Economistas consultados pela Dow Jones projetavam retração anualizada de 1,6% no trimestre em relação aos três meses anteriores.
(Agência Estado)

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