Fluxo cambial

O Banco Central (BC) registrou na última sexta-feira, dia 3, a maior entrada de dólares do ano no Brasil. Somente na área financeira, que inclui recursos para Bolsa e dólares de captações no exterior, foi registrada entrada líquida de US$ 3,072 bilhões.
Positivo

Descontada a saída de US$ 330 milhões em operações comerciais, o saldo cambial ficou positivo em US$ 2,742 bilhões no dia em que o BC anunciou a primeira intervenção no câmbio desde setembro de 2011.
Alta

Com isso, nos três primeiros dias de fevereiro, a entrada de dólares (US$ 3,794 bilhões) já representa mais da metade do verificado em janeiro (US$ 7,283 bilhões), mês que já apresentou o maior fluxo em quatro meses. Os números de janeiro e fevereiro mostram também uma mudança no segmento financeiro, que registrava saída líquida desde agosto do ano passado.
Janeiro

Quando se observa os resultados brutos, os números de janeiro mostram queda na entrada de capital de 16% no financeiro em relação a dezembro, para US$ 34,1 bilhões. A saída de capital, no entanto, caiu 38%, para R$ 27,2 bilhões, o que explica o saldo expressivo no mês passado.
Desvalorização

O dólar fechou em baixa ontem pelo segundo dia seguido. A moeda norte-americana registrou desvalorização de 0,38%, cotada a R$ 1,718. No ano, a desvalorização já chega a 8,07%.
Na Europa

As principais bolsas europeias terminaram a sessão com pequenas variações, praticamente estáveis, com os mercados à espera das negociações sobre a dívida grega.
Estímulo

A maioria dos mercados da Ásia fechou em acentuada alta ontem. Parte deles reagiu com otimismo sobre a situação da dívida grega, em meio às expectativas de um acordo sobre cortes orçamentários adicionais necessários para garantir um segundo resgate financeiro para o país europeu. Outras bolsas reagiram positivamente a notícias vindas da China.
Hong Kong

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que fechou no maior patamar em seis meses. As imobiliárias lideraram a alta, com a informação de que o banco central chinês solicitou que os bancos de crédito atendam à demanda por hipotecas de compradores do primeiro imóvel. O Hang Seng subiu 319,27 pontos, ou 1,5%, e encerrou aos 21.018,46 pontos, no maior fechamento desde 4 de agosto. A blue chip China Overseas Land avançou 5,3% e China Resources Land ganhou 3,1%. Evergrande disparou 8,5%.
Recuperação

Já as Bolsas da China apresentaram forte recuperação técnica, com o rali de empresas peso pesado na sessão da tarde. O Xangai Composto ganhou 2,4% e terminou aos 2.347,53 pontos. O Shenzhen Composto subiu 2,8%, aos 893,82 pontos. Entre as imobiliárias, um dos principais setores ganhadoras do dia, China Vanke adicionou 2,9%, mesmo porcentual de alta de Poly Real Estate. Destaque também para os produtores de cobre, com Jiangxi Copper atingindo a alta limite diária de 10% e Yunnan Copper em elevação de 7,5%.
Destaque
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé finalizou o pregão no maior nível desde 4 de agosto. O índice Taiwan Weighted avançou 2,11%, aos 7.869,91 pontos. Empresas do setor de tecnologia se destacaram: a fabricante de gabinetes Catcher fechou no limite de alta de 7%. Hon Hai avançou 4,3% e TSMC ganhou 0,1%. HTC também subiu no limite diário de 7%, enquanto Chimei Innolux anotou avanço de 4,2%.
Desemprego
O primeiro-ministro da Espanha, o populista Mariano Rajoy, alertou ontem que a taxa de desemprego no país, de quase 23%, vai aumentar ainda mais este ano. ''É difícil imaginar um ponto de partida pior para essa sessão. Na questão do desemprego, a situação não poderia ser pior. Nós estamos em uma situação crítica, com uma taxa de desemprego de 22,9%. E infelizmente, esses números não vão melhorar no curto prazo. Mais do que isso, em 2012 eles vão piorar'', comentou Rajoy durante um discurso na Câmara Baixa do Parlamento.
Recessão

A economia espanhola está caminhando para uma recessão, após encolher 0,3% no quarto trimestre do ano passado. Segundo a previsão do banco central do país, o PIB deve ter uma contração de 1,5% este ano.
(Das Agências)

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