MERCADO FINANCEIRO
No azul
O investidor em ação não tem do que reclamar de suas aplicações neste início de ano. A Bovespa teve ontem seu 19º pregão em alta neste ano - contra cinco de baixa - e encerrou a quinta semana consecutiva no azul. Apesar das repetidas avaliações de que o Ibovespa teria subido muito e seria hora de realização, algumas razões adiam as vendas. Ontem, ao menos, foi uma grande justificativa: o payroll norte-americano veio muito melhor do que as estimativas.
Ganhos
O Ibovespa terminou a sexta-feira com ganho de 0,97%, aos 65.217,37 pontos. Trata-se do maior nível de pontos desde 2 de maio do ano passado, quando registrou pela última vez os 65 mil pontos, com 65.462,75 pontos. Na mínima da sessão, registrou 64 137 pontos (-0,71%) e, na máxima, os 65.619 pontos (+1,59%). Na semana, subiu 3,68%, no mês, 3,40%, e, no ano, 14,91%. O giro financeiro totalizou R$ 7,911 bilhões.
Estrangeiros
O fluxo de investidor estrangeiro tem sido o principal propulsor da Bovespa neste começo de ano. E o movimento de alta ainda acontece na esteira dos indicadores mais favoráveis divulgados pela economia norte-americana.
Surpresas
Ontem, o payroll foi uma surpresa para lá de positiva, ao mostrar a criação de 243 mil postos de trabalho nos EUA em janeiro, quase o dobro dos 125 mil esperados. Além disso, a taxa de desemprego ficou em 8,3%, o nível mais baixo desde fevereiro de 2009 e também menor do que a previsão de 8,5%. Na Nymex, o contrato do petróleo para março subiu 1,53%, a US$ 97,84 o barril. Aqui, Petrobras ON subiu 0,22% e a PN, 0,33%. Vale ON, 0,66%, e a PNA, 0,34%.
Avanços
Nos EUA, o índice Dow Jones avançava, às 18h10, 1,17%, enquanto o S&P tinha ganho de 1,35% e o Nasdaq, de 1,57%. Caso ficasse acima de 12.812 pontos ontem, o Dow Jones fecharia no maior nível desde maio de 2008. No intraday, o Nasdaq registrou o nível mais alto desde dezembro de 2000. As bolsas europeias também avançaram estimuladas pelo payroll.
Câmbio
O dólar no mercado à vista fechou em baixa pelo quarto dia consecutivo, apesar do leilão de compra feito pelo Banco Central no fim da manhã. No leilão, a autoridade comprou moeda a termo para liquidação em dia 20 de março a R$ 1,7383. Logo após a intervenção, a moeda devolveu a queda e subiu até a máxima de R$ 1,7270 (+0,29%) no balcão. Contudo, logo depois, o dólar retomou o sinal de baixa, reagindo aos dados do mercado de trabalho norte-americano melhores que o esperado e pressionado por fluxo positivo para o País.
Acelerado
Durante à tarde, a divisa acelerou as perdas, refletindo ainda um discreto movimento em manada dos investidores vendendo dólares, porque contam com mais ingressos futuros de recursos no País.
Em baixa
O dólar no balcão encerrou em baixa de 0,29%, a R$ 1,7170, após registrar a mínima de R$ 1,7150 (-0,41%) por volta das 16 horas. Nestes quatro dias em baixa, a perda acumulada é de 1,83%. No mês, a moeda acumula queda de 1,60 ante o real e, no ano, desvalorização de 8,13%. Na BM&F, o dólar spot encerrou no piso do dia, a R$ 1,7150, baixa de 0,32%. O giro total registrado na clearing de câmbio às 16h46 somava US$ 2,188 bilhões (US$ 1,861 bilhão em D+2).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (282.140 contratos) subia a 9,50%, de 9,45% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (381.760 contratos) avançava para 9,95%, de 9,88% na véspera. Entre os vencimentos longos, houve leve viés de queda, mas com as taxas próximas ao ajuste. O DI janeiro de 2017, com giro de 44.095 contratos, indicava 10,84%, de 10,87% na quinta-feira, e o DI janeiro de 2021 (7.950 contratos) marcava 11,27%, de 11,30% no ajuste.
Em Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa nesta sexta-feira. Os fracos balanços trimestrais de Softbank e Yamaha tiveram peso maior e ofuscaram os fortes ganhos nas ações de Canon e Hitachi, entre outras. O Nikkei perdeu 44,89 pontos, ou 0,5%, e terminou aos 8.831,93 pontos, após alta de 0,8% no pregão de quinta-feira. Na semana, o índice acumulou uma leve perda, mas no ano tem ganhos de 4,5%. O volume de negociações seguiu robusto, com 2,3 bilhões de ações.
(Agência Estado)





