Instável

A Bovespa teve um pregão instável, ora em baixa ora em alta, indecisa sobre uma realização de lucros ou a continuidade dos ganhos, superiores a 13% no ano. O mercado doméstico acabou seguindo o Dow Jones, que também passou o dia nessa zona de indefinição, embora os demais índices norte-americanos tenham operado no azul. O investidor estrangeiro, que tem sido predominante para o desempenho da Bolsa doméstica neste início do ano, estava reticente em desmontar posição, daí o placar praticamente no zero a zero de ontem.

Ibovespa

O Ibovespa terminou o dia com ligeira alta, de 0,04%, garantida nos ajustes finais. Atingiu 64.593,10 pontos. Na mínima, registrou 64.224 pontos (-0,53%) e, na máxima, os 64.855 pontos (+0,45%). No mês, sobe 2,41% e, no ano, 13,81%. O giro financeiro totalizou R$ 8,009 bilhões, menos do que os R$ 9,26 bilhões projetados no início do dia.

Para cima

A Bovespa abriu em baixa, inspirada pelo comportamento negativo das bolsas europeias em razão de notícias corporativas ruins. Mas o dado de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA veio melhor do que o previsto e puxou todos os índices para cima.

Auxílio

O número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego recuou 12 mil, para 367 mil, na semana encerrada em 28 de janeiro, ante expectativa de queda de 7 mil solicitações.

Desempenho

As bolsas europeias mantiveram o sinal azul até o final, e as norte-americanas, na maioria, se encaminhavam para o mesmo desempenho. Às 18h10, o Dow Jones tinha leve baixa, de 0,06%, o S&P avançava 0,13% e o Nasdaq ganhava 0,37%.

Na Ásia

Os mercados da Ásia fecharam em alta acentuada ontem. A resistência da atividade industrial na China, os sinais de estabilização na Europa e a recuperação em curso nos EUA estimularam as compras de ações ligadas a commodities e ao setor financeiro. Este foi o exemplo na Bolsa de Hong Kong. O Hang Seng subiu 2% e encerrou aos 20.739,45 pontos.

Recuperação

As bolsas da China tiveram forte recuperação. Destaque para as ações do setor financeiro, devido às avaliações atraentes, os papéis agrícolas, por conta da esperança de mais políticas de apoio por parte de Pequim. O Xangai Composto ganhou 2% e terminou aos 2.312,56 pontos. O Shenzhen Composto subiu 1,9%, aos 865,72 pontos.

Petróleo

Na Nymex, o contrato do petróleo para março caiu 1,3%, a US$ 96,36 o barril. Aqui, Petrobras ON recuou 1,47% e a PN, 1,68%. Quarta-feira, a empresa completou uma emissão de US$ 7 bilhões em títulos no exterior dividida em quatro tranches. A demanda pelos papéis totalizou o equivalente a US$ 27 bilhões. Em dia de queda dos metais, Vale ON recuou 0,07%, mas a PNA ficou 0,30% mais cara.

Câmbio

O dólar no mercado à vista fechou em queda pelo terceiro dia seguido, cotado a R$ 1,7220, em baixa de 0,63% no balcão - menor valor desde 30 de outubro passado, quando encerrou em R$ 1,6940. Nestes três dias, a perda acumulada é de 1,54% e, no ano, a desvalorização acumulada está em 1,32%. Na BM&F, o dólar pronto terminou com recuo de 0,77%, a R$ 1,7205.

Virada

Após discreta alta na primeira hora de negociação, a moeda norte-americana virou e registrou a mínima no começo da tarde, de R$ 1,7210, também registrada pela última vez no fim de outubro. O fluxo cambial positivo e o ambiente externo ameno garantiram nova rodada de baixa de preços.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (274.940 contratos) cedia a 9,45%, de 9,50% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (329.695 contratos) deslizava para 9,88%, de 9,93% na véspera. Entre os longos, prevaleceu a estabilidade. O DI janeiro de 2017, com giro de 57.975 contratos, estava em 10,87%, de 10,88% ontem, e o DI janeiro de 2021 (8.865 contratos) indicava 11,30%, nivelado ao ajuste.
(Agência Estado)

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