Na Ásia

Os mercados da Ásia fecharam sem sinal definido ontem. A diminuição dos temores sobre a crise da dívida europeia ajudou algumas bolsas da região, enquanto outras reagiram negativamente a notícias vindas da China.

Hong Kong

Foi o caso da Bolsa de Hong Kong, influenciada pela reportagem de que os novos empréstimos em yuan ficaram aquém das expectativas em janeiro. Isso aumentou as preocupações que Pequim continuará a manter apertadas as condições de crédito. O Hang Seng caiu 57,12 pontos, ou 0,3%, e encerrou aos 20.333,37 pontos.

No vermelho

As bolsas da China também fecharam no negativo. Os investidores permaneceram cautelosos sobre as perspectivas econômicas, após um indicador pintar um quadro misto das condições industriais do país. O Xangai Composto perdeu 1,1% e terminou aos 2.268,08 pontos. O Shenzhen Composto recuou 0,7%, aos 849,59 pontos.

Fluxo cambial

O Brasil voltou a perder dólares na semana passada. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, após a forte entrada de recursos no início do mês, houve fluxo negativo entre os dias 23 e 27 de janeiro, a quarta semana do mês. Nesse período, US$ 153 milhões deixaram o País. O movimento financeiro, porém, segue forte e US$ 1,208 bilhão ingressou no Brasil na semana passada por essa via.

Movimento

A saída de dólares observada na semana passada se contrapõe à forte entrada de US$ 6,654 bilhões no acumulado das três primeiras semanas do mês. Com o movimento negativo da semana passada, o fluxo cambial do mês registra, até o dia 27, ingresso líquido de US$ 6,501 bilhões.

Saída

A saída de recursos na semana passada aconteceu exclusivamente pelos pagamentos e transferências para o comércio exterior, já que as operações de câmbio para pagar importações remeteram US$ 5,565 bilhões na semana e superaram a entrada de US$ 4,204 bilhões gerada pelas exportações. No fim da semana, o fluxo cambial terminou negativo em US$ 1,362 bilhão. No mês, porém, o saldo é menor e está positivo em apenas US$ 210 milhões.

Ingresso

Na conta financeira, onde são registradas operações como compra e venda de ações, títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, a semana passada terminou com entrada líquida de US$ 1,208 bilhão, gerado pelo ingresso total de US$ 6,511 bilhões e saída de US$ 5,303 bilhões. O movimento se soma à entrada observada nas semanas anteriores e, no acumulado do mês até o dia 27, o fluxo financeiro já registra ingresso líquido de US$ 6,292 bilhões, o que explica 96,7% de todos os dólares que ingressaram no Brasil em janeiro.

Para cima

Os principais índices das bolsas europeias fecharam em alta ontem, com bons dados de atividade industrial na zona do euro, na China e nos EUA. Além disso, foram realizados leilões de bônus bem-sucedidos em diversos países europeus, sobretudo Alemanha e Portugal.

Otimismo

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 2%, ou 5,10 pontos, em 259,51 pontos. Além dos dados favoráveis, cresceu o otimismo por um acordo para a reestruturação da dívida da Grécia com seus credores, segundo a IG Index.

Dólar

O dólar comercial fechou em baixa pelo segundo dia ontem, com dados melhores que o esperado sobre as economias chinesa e alemã abrindo espaço para uma nova rodada de apetite por risco, que também impulsionou Bolsas de Valores e moedas de maior rendimento.

Queda

A moeda norte-americana registrou queda de 0,76%, cotada a R$ 1,734. É o menor valor desde 31 de outubro de 2010 (quando valia R$ 1,703). No ano, a desvalorização já chega a 7,2%.

Equívoco

A Federal Reserve (Fed) fez um erro ao se comprometer na semana passada a manter a taxa de juros muito baixa por pelo menos dois anos, afirmou uma autoridade do Banco Central dos EUA ontem. ''Eu não apoiei a mais recente decisão de ampliar o cronograma para as taxas de juros excepcionalmente baixas até 2014'', afirmou o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, no texto de um discurso preparado para empresários locais em Gladwyne, na Pensilvânia.
(Das Agências)

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