Bovespa sobe
Dólar desce

Recompensa
O investidor em ações não tem do que se queixar: se aguentou o tranco de perder 18,11% em 2011, foi parcialmente recompensado neste início de 2012, quando janeiro o premiou com alta de 11%. Foi o melhor janeiro desde 2006 e a maior alta mensal desde outubro do ano passado, quando a Bovespa avançou 11,49%. O ingresso de recursos estrangeiros foi o principal responsável pela arrancada no primeiro mês deste ano.

Ganho
No pregão de ontem, o último do mês, o Ibovespa fechou com ganho de 0,48%, aos 63.072,31 pontos. É o nível mais alto desde o fechamento de 4 de julho do ano passado, quando atingiu 63.891,31 pontos. No mês e no ano, a alta foi de 11,13%. Na mínima do dia, o índice registrou 62.664 pontos (-0,17%) e, na máxima, os 63.394 pontos (+0,99%). O giro financeiro totalizou R$ 8,773 bilhões, o maior de janeiro excetuando-se o dia do exercício de opções sobre ações, em 16 de janeiro (R$ 8,8 bilhões).

No azul
Vale foi responsável por manter o Ibovespa no azul no pregão. O papel reagiu ao fato relevante divulgado segunda-feira pela empresa que informava que a Vale obteve na Justiça liminar que reverte os efeitos dos despachos desfavoráveis relacionados à tributação sobre lucros no exterior.

Giro
Vale PNA teve o maior giro individual da Bovespa ontem, com R$ 1,162 bilhão. A ação subiu 2,78% a ON e 2,55% a PNA, acumulando, em janeiro, +13,31% e +12,88%, respectivamente.

Petrobras
Petrobras titubeou durante o dia, mas acabou fechando com alta de 0,41% na ON e estável na PN. No mês, subiu 18,02% e 15,39%, respectivamente.

Acordo
Ontem, o Ibovespa abriu em alta, puxada pelo anúncio, segunda-feira, de que os líderes da União Europeia chegaram a um acordo sobre o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) e um novo pacto fiscal, do qual vão participar 25 dos 27 países do bloco - as exceções são Reino Unido e a República Checa.

Virada
Depois, as bolsas e a Bovespa viraram para baixo em razão dos dados fracos sobre a economia norte-americana. O mais amargo foi a queda da confiança do consumidor norte-americano em janeiro. A Conference Board anunciou que o indicador caiu para 61,1 em janeiro, do dado revisado de 64,8 em dezembro, ante previsão dos economistas de que o índice subiria para 68,5.

Dow Jones
Às 18h13, o Dow Jones recuava 0,24%, o S&P tinha baixa de 0,07%, mas o Nasdaq subia 0,06%. Na Nymex, o contrato do petróleo para março recuou 0,30%, a US$ 98,48 o barril.

Câmbio
No fechamento, o dólar à vista cedeu 0,23%, a R$ 1,7450 no balcão. Em janeiro e no ano, a desvalorização acumulada é de 6,63%. Na BM&F, a moeda spot terminou com baixa de 0,23%, cotada a R$ 1,7459. Este resultado ampliou a perda no mês e ano, até o momento, para 6,36%. No mercado futuro, às 16h37, o dólar março de 2012 caía 0,24%, a R$ 1,7580%.

Movimentação
Como ontem foi de dia de formação da taxa Ptax de fim de mês, que servirá hoje para a liquidação do dólar fevereiro 2012, a movimentação em torno da rolagem de contratos futuros elevou os volumes de negócios. O giro total à vista registrado às 16h30 na clearing de câmbio era 80% superior ao de segunda-feira e somava US$ 3,335 bilhões, dos quais US$ 3,003 bilhões em D+2. Já o volume financeiro com os três vencimentos de dólar futuro transacionados na BM&F saltou 46%, para US$ 26,265 bilhões, sendo US$ 23,470 bilhões concentrados no vencimento março de 2012.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (361.465 contratos) estava em 9,53%, de 9,51% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (321.780 contratos) marcava 9,98%, de 9,97% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 28.545 contratos, indicava 10,93%, de 10,87% ontem, e o DI janeiro de 2021 (2.610 contratos) subia a 11,34%, de 11,24% no ajuste.

(Agência Estado)

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