Ibovespa subiu

Dow Jones desceu


Engatadas
As bolsas internacionais engataram o sinal vermelho, puxadas principalmente pela indefinição da situação grega. Mas, diferente de outros tempos, a Bovespa não acompanhou o exterior às cegas. As ações da Petrobras continuaram subindo e fizeram a diferença da sessão, que ainda contou ontem com o desempenho mais firme da outra blue chip, a Vale. Assim, o índice ficou ora em alta, ora em baixa, definindo seu rumo apenas no fechamento.

Alta


O Ibovespa terminou a sessão com alta de 0,16%, aos 62.486,22 pontos. Na mínima, registrou 61.667 pontos (-1,15%) e, na máxima, os 62.536 (+0,24%). Nesses sete pregões seguidos de alta, os ganhos atingem 5,64%. No mês e no ano, a elevação atingiu 10,10%. O giro financeiro totalizou R$ 6,625 bilhões.

Liquidez


Segundo um experiente profissional, há uma liquidez global muito grande ''à procura de bons investimentos''. A Bovespa, segundo ele, se encaixa neste perfil, daí a continuidade dos ganhos nas últimas sessões, contrariando as previsões de realização de lucros. A alta de ontem ocorreu na contramão do exterior, onde as bolsas recuaram influenciadas pela Grécia, e apesar do feriado do aniversário de São Paulo, hoje, que deixará o mercado financeiro fechado.

Azedo
No caso grego, a falta de acordo entre o governo e os credores privados azedou o humor dos investidores, que também receberam a notícia de que Portugal pode ter problemas para honrar seus compromissos. O quadro se completa ainda com balanços fracos e previsões sombrias para o crescimento econômico da Europa e mundial. Em dia de agenda esvaziada, o Dow Jones recuava, às 18h10, 0,35%, o S&P tinha baixa de 0,21% e o Nasdaq caía 0,02%. As bolsas europeias fecharam em baixa.

Recuo
Na Nymex, o contrato do petróleo para março recuou 0,63%, a US$ 98,95 o barril. Aqui, Petrobras ON subiu 1,58% e a PN, 1,07%. Vale ON avançou 0,94% e a PNA, 1,29%.

Câmbio
O dólar no mercado à vista ampliou a volatilidade durante a sessão e fechou em alta, embora nas cotações mínimas do dia. Após acumular queda de 1,02% nas duas sessões anteriores, o dólar no balcão terminou com ganho de 0,34%, a R$ 1,7550, depois de atingir máxima pela manhã de R$ 1,7670 (+1,03%).

Piso
Na BM&F, o dólar pronto encerrou no piso, com ganho de 0,24%, cotado a R$ 1,7573. O vaivém da moeda favoreceu arbitragens de dólar à vista com futuro e também operações de day trade, que reforçaram o volume de negócios. No mercado futuro, às 16h40, o dólar fevereiro de 2012 estava em baixa de 0,11%

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (335.350 contratos) cedia para 9,84%, de 9,86% na segunda-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (117.245 contratos) indicava 10,41%, igual ao ajuste da véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 26.885 contratos, estava em 11,14%, de 11,13% desegunda-feira, e o DI janeiro de 2021 (1.320 contratos) marcava 11,45%, de 11,44% no ajuste.

Na Europa
As principais bolsas da Europa fecharam em leve queda, pressionadas pelos renovados temores de um default da Grécia. As conversas do governo grego com os credores privados para a reestruturação da dívida estão emperradas, e ontem a Standard & Poor's disse que o país deve declarar um calote e ser rebaixado para a categoria selective default ainda este semestre. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,97 ponto, ou 0,38%, fechando a 256,04 pontos.

Movimento
O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, perdeu 17,40 pontos (0,27%), fechando a 6.419,22 pontos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 recuou 15,77 pontos (0,47%), fechando a 3.322,65 pontos. O setor bancário teve um desempenho muito ruim (Société Générale -5,4%, Credit Agricole -4,1% e BNP Paribas -1,9%). A companhia do setor de tecnologia STMicroeletronics teve desvalorização de 5,8%, depois de divulgar um prejuízo de US$ 11 milhões no quarto trimestre. Em Londres, o índice FTSE teve queda de 30,66 pontos (0,53%), a 5.751,90 pontos.

(Agência Estado)

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