MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa subiu
Bolsas europeias desceu
Engatada
A Bovespa adiou mais uma vez a tão aguardada realização de lucros e engatou sua quinta sessão consecutiva de ganhos. Nesse período, saiu dos 59 mil pontos para os 62 mil pontos, cravados ontem e não registrados no fechamento desde o início de julho do ano passado. As blue chips continuaram fracas, mas o índice garantiu um dia de ganhos, após um início titubeante, graças ao comportamento de siderúrgicas e bancos.
Ganhos
O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,62%, na máxima pontuação do dia, aos 62.312,13 pontos. Trata-se do maior patamar desde 6 de julho de 2011 (62.565,46 pontos). Na mínima do dia, registrou 61.593 pontos (-0,54%). Na semana - a terceira seguida no azul -, acumulou ganho de 5,35%, o melhor desempenho desde os cinco pregões encerrados em 2 de dezembro (+5,45%). No mês e no ano, a alta atinge 9,79%. O giro financeiro totalizou R$ 5,439 bilhões.
De virada
Depois de uma abertura em baixa, o Ibovespa virou e passou a subir, sem muita convicção. O índice operava de lado, assim como as bolsas internacionais. Da metade da tarde para o final, no entanto, a Bovespa ganhou musculatura, espelhada no desempenho do Dow Jones, nos EUA. O indicador subia, na contramão de S&P e Nasdaq, puxado pelo avanço das ações da IBM e Microsoft, integrantes do índice que divulgaram ontem balanços surpreendentemente positivos.
Justificativa
Segundo um operador, o ingresso de recursos estrangeiros continuou na sessão de ontem, justificando o sinal da Bolsa doméstica. A favor da realização estavam a agenda vazia e a expectativa com a negociação entre o governo grego e credores privados sobre a dívida do País, ainda não concluída.
Em baixa
As bolsas europeias fecharam em baixa e, nos EUA, às 18h10, Dow Jones subia 0,55%, S&P recuava 0,15% e Nasdaq tinha baixa de 0,19%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro, que venceu ontem, ficou 1,92% mais barato, a US$ 98,46 o barril. O contrato para março recuou 2,20%, a US$ 98,33 o barril. Petrobras ON caiu 0,15%, PN subiu 0,04%, Vale ON perdeu 0,14%, PNA recuou 0,15%.
Câmbio
Após subir levemente ontem e oscilar ao redor da estabilidade durante a manhã de ontem, o dólar no mercado local retomou a queda com firmeza à tarde e fechou perto das mínimas e de volta ao patamar de R$ 1,75. A divisa dos EUA no balcão terminou com queda de 0,45%, a R$ 1,7590 - menor valor desde 11 de novembro, quando ficou em R$ 1,7440. Na BM&F, o dólar pronto encerrou no piso da sessão, em R$ 1,7568 (-0,84%). Na semana, o dólar no balcão acumulou baixa de 1,90%, que ampliou a desvalorização no mês e ano para 5,89%.
Juros
Na BM&F, a taxa no DI para abril de 2012 (512.340 contratos) cedia a 10,17%, de 10,21% no ajuste. O DI janeiro de 2013, com 393.310 contratos, recuava para 9,82%, de 9,88% no ajuste de quinta-feira. A taxa do DI janeiro de 2014 (133.590 contratos) regredia para 10,35%, de 10,41% quinta-feira. Nos longos, o DI janeiro de 2021 (11.245 contratos) indicava 11,36%, de 11,40% no ajuste de quinta-feira.
Subida
A Bolsa de Tóquio atingiu a maior alta em dez semanas nesta sexta-feira. O rali foi alavancado pela forte valorização do euro em relação ao iene, no embalo da redução dos temores sobre a crise da dívida europeia. O Nikkei adicionou 126,68 pontos, ou 1,5%, e terminou aos 8.766,36 pontos, após alta de 1% na sessão anterior. Foi ainda o maior fechamento desde 7 de novembro. Na semana, o índice acumulou alta de 3,1% e já avançou 3,7% no ano. O volume de negociações alcançou 2,59 bilhões de ações, um sinal da volta dos robustos investimentos.
Positivo
Os mercados asiáticos fecharam com resultados positivos, estendendo os ganhos, à véspera do longo feriado do Ano-Novo Lunar, na semana que vem. A alta foi embalada principalmente pelos bons números nas bolsas europeias e em Wall Street, além dos fatores locais altistas. Não houve negociações em Taiwan por ser feriado. A Bolsa de Hong Kong teve o maior fechamento em mais de três meses. O índice Hang Seng adicionou 167,42 pontos, ou 0,8%, e encerrou aos 20.110,37 pontos, o melhor resultado desde 2 de setembro. Na semana, o índice acumulou alta de 5,8% e já disparou 9,1% no ano.
(Agência Estado)





