MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Petrobras desceu
No azul
A esperada realização de lucros na Bovespa foi mais uma vez adiada. O principal índice à vista até pisou no vermelho no início dos negócios, mas as compras ganharam força e o índice fechou pela quarta sessão seguida no azul. No finalzinho do dia, no entanto, o fôlego diminuiu e o nível de 62 mil pontos em que a bolsa operou praticamente toda a sessão, virou pó.
Em alta
O Ibovespa subiu 0,33%, aos 61.926,69 pontos, maior nível desde 7 de julho de 2011 (62.207,33 pontos). Com o resultado de ontem, acumula ganho de 4,7% em quatro sessões, desempenho que vai a +9,11% no acumulado do mês e do ano. Na mínima de ontem, a Bolsa registrou 61.566 pontos (-0,25%) e, na máxima, os 62.181 pontos (+0,74%). O giro totalizou R$ 7,001 bilhões.
Análise
''A Bovespa está com alguns preços bastante descontados. Como os dados dos Estados Unidos estão mostrando melhora naquela economia, os investidores aproveitam esse momento do mercado doméstico'', comentou o analista José Góes, da Stock Asset. Ele destacou, no entanto, que à medida que o índice se aproxima dos 65 mil pontos os ganhos vão ficando mais comedidos.
Cansado
Ontem, o investidor estava um pouco 'cansado' e fez para fazer algumas trocas na carteira. Aproveitou, por exemplo, o corte da taxa de juros pelo Copom e a sinalização de que nova redução da Selic deverá acontecer em março para comprar papéis voltados ao mercado doméstico. As blue chips, por outro lado, recuaram.
Baixas
Hypermarcas ON liderou os ganhos do Ibovespa ao subir 6,70%, seguida por B2W ON (+5,72%) e MRV ON (+4,76%). Petrobras ON encerrou com baixa de 0,19% e a PN, de 0,66%, enquanto Vale ON ficou 0,28% mais barata e a PNA caiu 0,19%.
Ajuda
O que ajudou a Bovespa a subir foi o sinal positivo exibido pelas bolsas no exterior. Nos EUA, as ações receberam suporte da forte queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego, de 50 mil, na maior baixa semanal desde o fim de setembro de 2005. A previsão era de baixa de 19 mil vagas. Às 18h21, o Dow Jones subia 0,29%, o S&P avançava 0,43% e o Nasdaq tinha ganho de 0,64%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro recuou 0,19%, a US$ 100,39.
Câmbio
O dólar à vista fechou em alta ontem, de 0,11%, a R$ 1,7670 no balcão - interrompendo ganhos de 1,56% acumulados nas três sessões anteriores. Na BM&F, subiu 0,26%, para R$ 1,7716.
Euro
O euro retomou à tarde o patamar de US$ 1,29, já testado mais cedo, mas que havia sido deixado para trás no início da tarde. Às 16h44, o euro valia US$ 1,2940, ante US$ 1,2867 no fim da tarde de quarta-feira em Nova York. A moeda comum europeia ganhou sustentação ontem dos leilões bem-sucedidos de bônus de França e Espanha. Nos EUA, os indicadores vieram mistos e os resultados trimestrais do Bank of America e do Morgan Stanley agradaram.
Vaivém
No mercado à vista, após testar a mínima de R$ 1,7590 (-0,34%) no balcão às 15h08, o dólar retomou novamente o território positivo por volta das 15h40, quando renovou a máxima intraday, de R$ 1,7730 (+0,45%) no balcão e a R$ 1,7731 (+0,35%) na BM&F. Na primeira parte da sessão, o dólar oscilou ao redor da estabilidade, sem abandonar a faixa de R$ 1,76, seguindo o vaivém do mercado externo de moedas e com os agentes financeiros atentos a eventuais novas captações de recursos.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI para abril de 2012 (113.775 contratos) caía a 10,21%, de 10,26% no ajuste. Nesse patamar, a taxa precificava corte de 0,33pp em março. O vencimento julho de 2012 (241.100 contratos), por sua vez, cedia de 10,07% para 9,98%, indicando a Selic em 10%. ''O mercado acha que a Selic passará de 10,50% para 10%, mas prefere graduar isso na curva até a ata dessa reunião'', afirmou um operador.
Futuro
O DI janeiro de 2013, com 509.675 contratos, estava em 9,88%, de 9,99% quarta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (269.235 contratos) deslizava para 10,41%, de 10,49% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (72.410 contratos) marcava 11,12%, de 11,10% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (14.935 contratos) indicava 11,40%, de 11,32% ontem.
(Agência Estado)





