Pres­são


  O exer­cí­cio de op­ções na pró­xi­ma se­gun­da-fei­ra e o pos­sí­vel re­bai­xa­men­to dos ra­tings de paí­ses eu­ro­peus ain­da on­tem le­va­ram a Bo­ves­pa a en­ga­tar uma rea­li­za­ção de lu­cros ­mais con­sis­ten­te na ses­são. As­sim, a re­con­quis­ta dos 60 mil pon­tos, pro­me­ti­da há tem­pos, ­mais uma vez se viu adia­da. As ­ações de Va­le, si­de­rúr­gi­cas e cons­tru­ção ci­vil es­ti­ve­ram en­tre os des­ta­ques de bai­xa



Pa­ra bai­xo

  O Ibo­ves­pa ter­mi­nou o dia com que­da de 1,29%, aos 59.146,58 pon­tos. Na mí­ni­ma, re­gis­trou 58.874 pon­tos (-1,75%) e, na má­xi­ma, os 59.918 pon­tos (es­ta­bi­li­da­de). Na se­ma­na, a bol­sa acu­mu­lou ga­nho de 0,93% e, no mês e no ano, so­be 4,22%. O gi­ro fi­nan­cei­ro to­ta­li­zou R$ 6,584 bi­lhões.



No ver­me­lho

  O mer­ca­do acio­ná­rio do­més­ti­co não pi­sou no ter­re­no po­si­ti­vo em ne­nhum mo­men­to do dia, mas ve­ri­fi­cou as mí­ni­mas quan­do fon­tes in­for­ma­ram que a agên­cia de ra­ting Stan­dard & ­Poor’s po­de­ria anun­ciar os re­bai­xa­men­tos nas no­tas de cré­di­to de vá­rios go­ver­nos da zo­na do eu­ro on­tem. A no­tí­cia, pe­lo me­nos pa­ra a Fran­ça, se con­fir­mou por vol­ta das 17 ho­ras de Bra­sí­lia, an­te­ci­pa­da por um mi­nis­tro do ­país, que tam­bém ava­liou que a no­tí­cia não era ‘‘ne­nhu­ma ­catástrofe’’.



Em que­da


  As bol­sas eu­ro­peias já an­te­ci­pa­ram o ­pior e fe­cha­ram em que­da. Nos EUA, às 18h15, o Dow Jo­nes ­caía 0,49%, o S&P re­cua­va 0,54% e o Nas­daq ope­ra­va em bai­xa de 0,53%. Na se­gun­da-fei­ra, é fe­ria­do de Mar­tin Lu­ther ­King no ­país e os mer­ca­dos não fun­cio­na­rão.




Na ­Ásia

  As bol­sas asiá­ti­cas en­cer­ra­ram sem si­nal de­fi­ni­do. A rea­li­za­ção de lu­cros e fa­to­res in­ter­nos de­ter­mi­na­ram a que­da em al­guns mer­ca­dos da re­gião. Ou­tros rea­gi­ram po­si­ti­va­men­te à al­ta em ­Wall ­Street e ao bem-su­ce­di­do lei­lão de tí­tu­los na Eu­ro­pa.



Pa­ra ci­ma
  A Bol­sa de Tó­quio en­cer­rou a se­ma­na em al­ta. On­tem, di­mi­nuiu o ner­vo­sis­mo dos in­ves­ti­do­res em re­la­ção à Eu­ro­pa. Is­so per­mi­tiu que o eu­ro per­ma­ne­ces­se re­sis­ten­te e aju­dou as ­ações de ex­por­ta­do­res, co­mo Ca­non e Kyo­ce­ra, a apre­sen­tar for­tes ga­nhos. A pe­so pe­sa­do ­Fast Re­tai­ling tam­bém deu de om­bros pa­ra as pre­vi­sões de ren­di­men­tos me­dío­cres e li­de­rou o mer­ca­do.



Pe­tró­leo


  Na ­Nymex, o con­tra­to do pe­tró­leo pa­ra fe­ve­rei­ro ­caiu 0,40%, a US$ 98,70 o bar­ril. Por ­aqui, as ­ações da Pe­tro­bras ter­mi­na­ram sem tra­je­tó­ria uni­for­me: en­quan­to as ON su­bi­ram 0,83%, as PN fe­cha­ram em bai­xa de 0,13%. Va­le fe­chou no­va­men­te com per­das fir­mes. A ON ­caiu 2,03% e a PNA, 1,04%. Ger­dau PN re­cuou 1,68%, Me­ta­lúr­gi­ca Ger­dau PN, -2,56%, Usi­mi­nas PNA, -3,27%, e CSN ON, -0,79%.



Câm­bio

  De­pois de re­cuar pe­la ma­nhã até R$ 1,770 (-0,84%), o dó­lar à vis­ta apa­gou as per­das e a par­tir do ­meio-dia pas­sou a su­bir, re­no­van­do má­xi­mas até R$ 1,8060 (+1,18%) e in­ter­rom­pen­do no fi­nal a se­quên­cia de qua­tro que­das se­gui­das.



Li­mi­ta­ção


  A vi­ra­da de si­nal da moe­da ocor­reu com for­te vo­lu­me de ne­gó­cios e acom­pa­nhou ape­nas em par­te o tom­bo do eu­ro no­va­men­te ao pa­ta­mar de US$ 1,26, por­que os in­gres­sos de re­cur­sos no mer­ca­do lo­cal pros­se­gui­ram e li­mi­ta­ram a va­lo­ri­za­ção do dó­lar an­te o ­real.


Na se­ma­na

  ­Após ­cair 3,72% em qua­tro ­dias se­gui­dos, o dó­lar à vis­ta fe­chou a sex­ta-fei­ra com ga­nho de 0,45%, co­ta­do a R$ 1,7930 no bal­cão. Na se­ma­na, po­rém, acu­mu­lou bai­xa de 3,29% e, em ja­nei­ro, de -4,07%. Na BM&F, o dó­lar pron­to su­biu on­tem a 0,62%, pa­ra R$ 1,7929, mas tam­bém con­ta­bi­li­za des­va­lo­ri­za­ções de 3,23% na se­ma­na e de 3,85% no mês. No mer­ca­do fu­tu­ro, às 16h53, o dó­lar fe­ve­rei­ro de 2012 avan­ça­va 0,64%, a R$ 1,7985, com gi­ro fi­nan­cei­ro de US$ 23,478 bi­lhões - 5% aci­ma do an­te­rior.


Ju­ros


  Ao tér­mi­no da ne­go­cia­ção nor­mal na BM&F, o DI ja­nei­ro de 2013 (233.130 con­tra­tos) es­ta­va em 10,01%, de 10,05% no ajus­te, en­quan­to o DI ja­nei­ro de 2014, com mo­vi­men­to de 131.555 con­tra­tos, ce­dia a 10,50%, de 10,57% na vés­pe­ra. En­tre os lon­gos, o DI ja­nei­ro de 2017 (27.870 con­tra­tos) re­cua­va pa­ra 11,16%, de 11,20% on­tem, e o DI ja­nei­ro de 2021 (3.420 con­tra­tos) in­di­ca­va má­xi­ma de 11,38%, an­te 11,42% no ajus­te.


No­ta


  Os prin­ci­pais ín­di­ces das bol­sas eu­ro­peias fe­cha­ram em que­da nes­ta sex­ta-fei­ra, com a no­tí­cia de que a agên­cia de clas­si­fi­ca­ção de ris­co S&P po­de­ria re­bai­xar a no­ta AAA de vá­rias na­ções da zo­na do eu­ro, in­cluin­do a Fran­ça, ain­da ho­je. O ín­di­ce pan-eu­ro­peu ­Stoxx 600 re­cuou 0,13%, ou 0,32 pon­tos, pa­ra 249,18 pon­tos. Na se­ma­na, po­rém, su­biu 0,67%.
(Agên­cia Es­ta­do)

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