Otimismo

Cheio de incertezas, 2012 começa com um Banco Central muito mais otimista que o mercado financeiro. O cenário previsto pela autoridade monetária aponta para o crescimento da economia com inflação menor nos próximos 12 meses. Para isso, a instituição trabalha com a expectativa de uma intrincada sequência de fatos, que vão desde a continuidade da queda dos preços no atacado até a desaceleração da economia chinesa, passando pelo efeito do aumento do juro no primeiro semestre do ano passado e alguma moderação nas operações de crédito.

Perspectivas

No Banco Central, segue a percepção de que as perspectivas para a economia - inflação, incluída - são ''positivas'' em 2012. Pelas contas da casa, a economia deve acelerar e crescer 3,5% este ano - ante 3% de 2011. E, ignorando a máxima de que a atividade mais forte gera aumento de preços, a inflação deve cair dos 6,5% cravados no ano passado para 4,7% em 2012. O mercado discorda: prevê crescimento da economia menor - de 3,3% - e inflação mais alta - de 5,31%.

Recuo

Quedas de preços em alimentos processados (-0,94%) e em minério de ferro (-5,88%) no atacado levaram ao recuo de 0,01% na primeira prévia do IGP-M de janeiro. Com o fim da entressafra, o preço da carne bovina caiu 4,35% na prévia anunciada ontem, após avanço de 5,86% na primeira prévia de dezembro do ano passado.

Inflação

A primeira prévia do IGP-M caiu 0,01% em janeiro, após subir 0,04% em igual prévia em dezembro do ano passado, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE-Projeções (de -0,12% a 0,30%), e abaixo da mediana das expectativas (0,0%).

Fluxo cambial
O Brasil registrou na primeira semana do mês, com cinco dias úteis, maior saída do que entrada de dólares. Segundo dados do Banco Central (BC), o saldo negativo ficou em US$ 707 milhões, neste mês, até o dia 6. No mesmo total de dias úteis do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 4,099 bilhões.

Saldo

O segmento financeiro (registro de investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações) registrou saldo negativo de US$ 859 milhões, enquanto o comercial (relacionado a operações do comércio exterior) ficou positivo em US$ 153 milhões, no período. Em todo o ano passado, o saldo positivo do fluxo cambial ficou positivo em US$ 65,279 bilhões, o segundo maior superávit cambial da série histórica, atrás apenas do resultado de 2007 (US$ 87,454 bilhões).

Leve alta
O dólar comercial fechou quase estável nesta quarta-feira. A moeda norte-americana teve ligeira alta de 0,03%, cotada a R$ 1,801 na venda.

Queda

Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda ontem, com as ações do setor de energia recuando junto com os preços do petróleo e com os temores sobre a crise da dívida soberana na zona do euro pesando no sentimento. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,35%, ou 0,89 pontos, para 249,93 pontos. A queda nos preços do petróleo e o aumento na cotação do dólar ante o euro levaram a uma forte queda nas ações do setor de energia na Europa.

Crise

O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse ontem que a zona do euro ainda tem um caminho a percorrer antes de conseguir colocar um fim à crise fiscal que atinge o bloco e voltar a registrar um crescimento sustentável.

Ganhos

A maioria das Bolsas da Ásia fechou no campo positivo nesta quarta-feira. A alta em Wall Street e o contínuo otimismo de que Pequim irá dar apoio aos seus mercados acionários animaram os investidores. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que teve a terceira sessão seguida de ganhos. O índice Hang Seng subiu 147,66 pontos, ou 0,8%, e encerrou aos 19.151,94 pontos.

Alívio

A Bolsa de Tóquio fechou em modesta alta nesta quarta-feira. O alívio em relação aos temores sobre o crédito na zona do euro superou as preocupações sobre a valorização do iene, ajudando Nomura Holdings e outras ações do setor financeiro a apresentarem fortes ganhos. O índice Nikkei subiu 25,62 pontos, ou 0,3%, e terminou aos 8.447,88 pontos, após alta de 0,4% no pregão anterior. O volume de negociações foi de 1,65 bilhão de ações, próximo do registrado na terça-feira.


(Das Agências)

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