MERCADO FINANCEIRO
Dia de ganhos
O superavit comercial chinês, o balanço da Alcoa e o esclarecimento da Fitch sobre o rating francês proporcionaram um dia de ganhos às ações ao redor do globo.
Na onda
Com a Bovespa não foi diferente e, empurrada pela onda de papéis ligados às matérias-primas, o índice flertou com os 60 mil pontos. Como ainda faltava uma razão mais forte para sustentar esse patamar, o fechamento ficou abaixo disso, mas foi o melhor nível desde 25 de julho do ano passado (59.970,54 pontos).
Acumulados
A Bovespa terminou a sessão com alta de 1,22%, aos 59.805,96 pontos. Na mínima, registrou 59.090 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 60.112 pontos (+1,74%). No mês e no ano, os ganhos acumulados atingem 5,38%. O giro financeiro totalizou R$ 6,144 bilhões.
Disparada
O mercado acionário já disparou logo na abertura, até atingir a máxima do dia no início da tarde. O fôlego, no entanto, foi diminuindo nas duas horas finais da sessão.
Pé no freio
Segundo um profissional, a queda do dólar acabou servindo de freio à alta da Bovespa, já que, para o estrangeiro, o desempenho no mercado acionário é bem melhor.
Bem visto
Além do balanço da Alcoa - sem os fatores extraordinários, foi bem visto pelo mercado -, os investidores gostaram da balança comercial chinesa. Pequim apresentou um superavit de US$ 16,52 bilhões em dezembro do ano passado, acima dos US$ 7,8 bilhões esperados pelo mercado.
Alerta
A desaceleração das importações foi lida como um sinal de desaceleração da economia, o que pode forçar as autoridades a adotarem medidas de estímulo em breve.
Tensão
Isso puxou as commodities para cima. O contrato do petróleo para fevereiro avançou 0,92% a US$ 102,24 o barril, na Nymex, pressionado também por tensões no Irã e na Nigéria.
Triplo A
Também sustentou as ações o anúncio da Fitch de que não prevê um rebaixamento no rating triplo A da França este ano.
Subidas
As bolsas europeias subiram e, nos EUA, às 18h16, o Dow Jones operava com ganho de 0,58%, o S&P avançava 0,92% e o Nasdaq subia 1,04%. Petrobras ON terminou com elevação de 1,39% e a PN, de 1,19%. Vale ON caiu 0,12% e a PNA subiu 0,03%.
Esperanças
Após o feriado, a Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem. As esperanças de que o governo da China irá reduzir a política de aperto monetário estimularam uma moderada presença de investidores em busca de ofertas de ocasião.
Caçadores
Destaque para as ações da Tokyo Electric Power e da Olympus, que dispararam 24% e 20%, respectivamente, com notícias altistas e os caçadores de barganhas.
Bom dia
O índice Nikkei subiu 31,91 pontos, ou 0,4%, e terminou aos 8.422,26 pontos, após perda de 1,2% no pregão de sexta-feira. O volume de negociações seguiu em elevação, com 1,662 bilhão de ações, o maior desde 9 de dezembro.
Barganhas
A bolsa abriu firmemente em território positivo e permaneceu bem acima do ponto de equilíbrio durante as negociações, principalmente na busca de barganhas após a baixa de sexta-feira, disse Toshiyuki Kanayama, analista da Monex. Ele acrescentou que os ganhos em Wall Street, assim como os bons indicadores chineses, também incentivaram a compra de ações.
Repeteco
O dólar manteve-se em queda ante o real, pelo segundo dia seguido, testou o patamar de R$ 1,79 na mínima intraday e fechou no menor valor desde 7 de dezembro passado, com baixa hoje de 1,90% e cotado a R$ 1,8030 no balcão. O resultado ampliou a queda acumulada pelo dólar balcão em janeiro para 3,53%. Na BM&F, a moeda à vista terminou com recuo de 2,07%, valendo R$ 1,8025. Às 16h37, o dólar fevereiro de 2012 caía 1,76%, a R$ 1,8115.
Negociação
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 270.985 contratos, cedia a 10,00%, de 10,04% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (171.260 contratos) recuava a 10,49%, de 10,57% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (27.260 contratos) estava em 11,10%, de 11,15% ontem, e o DI janeiro de 2021 (1.435 contratos) caía a 11,29%, de 11,34% no ajuste.
(Agência Estado)





