Calmaria
A agenda calma, sobretudo nos Estados Unidos, abriu espaço para um pregão técnico na Bovespa. As preocupações com a situação europeia, embora continuem como pano de fundo, ontem não impediram o Ibovespa de retomar os 59 mil pontos.

Construtoras
Os papéis das construtoras foram destaque de ganhos e ajudaram a sustentar o índice, enquanto as blue chips, que tiveram um pregão bastante volátil, fecharam sem uniformidade.

Doméstica
A Bolsa doméstica terminou o dia em alta de 0,82%, aos 59.082,88 pontos. Na mínima, registrou 58.599 pontos (estável) e, na máxima, os 59.220 pontos (+1,06%). No mês e no ano, acumula ganho de 4,10%.

Aquém
O giro financeiro, que na hora do almoço tinha projeção ao redor de R$ 5 bilhões, ficou bem aquém desse patamar, ao somar R$ 4,645 bilhões.

Timidez
Nos EUA, as bolsas oscilavam no final da tarde com ganhos tímidos, em dia de agenda bastante fraca. Às 18h14, o Dow Jones registrava 0,21% de alta, o S&P avançava 0,19% e o Nasdaq, 0,16%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro fechou em baixa de 0,24%, a US$ 101,31 o barril.

Reação
Mais cedo, as bolsas caíam, em reação à Europa, onde a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, deram uma entrevista coletiva, após se reunirem.

Pacto fiscal
Enquanto Merkel disse estar otimista que a Europa poderá assinar seu pacto fiscal no fim deste mês e que nenhum país precisará deixar a zona euro, Sarkozy afirmou que a situação na Europa é muito tensa e os problemas relacionados à crise de dívida da zona do euro ainda não estão resolvidos.

Recorde
Pouco antes do discurso dos dois, a Alemanha vendeu, pela primeira vez na história, um título com yield negativo, o que significa dizer que os investidores estão pagando para emprestar dinheiro para o governo. A procura pela segurança também foi notada pelo BCE, que registrou novo volume recorde destinado pelos bancos da zona do euro à sua linha de depósito overnight.

Na ladeira
Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda, empurrados ainda por um dado pior que o esperado sobre a produção industrial alemã.
No Brasil, Petrobras ON subiu 2%, PN, 1,34%. Vale ON recuou 0,12% e a PNA fechou em alta de 0,10%. Gafisa ON avançou 2,73%. O setor de construção, no geral, teve bom desempenho. As perspectivas de queda da inflação em 2012, os baixos preços e a divulgação de dados operacionais positivos influenciam os papéis.

Pesado
O dólar no mercado brasileiro fechou em queda ontem, após acumular alta de 1,37% nas duas sessões anteriores. O recuo da moeda norte-americana no exterior e o fluxo cambial positivo no País pesaram na formação de preço da divisa em relação ao real. O dólar à vista terminou com baixas de 0,86%, a R$ 1,8380 no balcão, e de 0,65%, para R$ 1,8406 na BM&F. O giro financeiro registrado em D+2 somava cerca de US$ 2 bilhões por volta das 16 horas, informou uma corretora. No mercado futuro, às 16h32, o dólar fevereiro de 2012 recuava 1,04%, cotado a R$ 1,8490, com um volume financeiro de US$ 10,774 bilhões.

In New York
Em Nova York, às 17h07, o euro valia US$ 1,2758, ante US$ 1,2716 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar Index (composto por seis moedas fortes) cedia para 81,045, ante 81,267 na sexta-feira.

Fim do dia
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 140.945 contratos, estava em 10,04%, de 10,07% na sexta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (113.160 contratos) indicava 10,57%, nivelado ao ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (21.365 contratos) subia para 11,15%, de 11,12% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (18.105 contratos) marcava máxima de 11,34%, ante 11,29% na sexta-feira.

Mistos
As Bolsas da Ásia apresentaram resultados mistos ontem. Enquanto alguns mercados da região sucumbiram à queda em Wall Street na sexta-feira, além de continuarem pessimistas sobre a crise da dívida da Europa, outros reagiram favoravelmente a fatores internos. Não houve negociações no Japão por ser feriado.

(Agência Estado)

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