Preocupações
Os dados mais esperados do dia não desapontaram. Apesar disso, as ações titubearam, na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Depois de abrir em alta e atingir a máxima do dia logo depois, a Bovespa foi perdendo fôlego e acabou virando para baixo, seguindo o desempenho de suas pares em Wall Street. As contínuas preocupações com a situação da Europa acabaram dirimindo o bom desempenho do mercado de trabalho norte-americano em dezembro. Este recuo, no entanto, acabou abrindo oportunidades, aproveitadas na hora final da sessão.

Leve alta
A Bovespa terminou o dia com pequena alta, de 0,09%, aos 58.600,37 pontos. Na mínima da sessão, o índice registrou 58.355 pontos (-0,33%) e, na máxima, os 59.261 pontos (+1,22%). Na semana, no mês e no ano, sobe 3,25%. O giro financeiro foi mais fraco ontem e totalizou R$ 4,537 bilhões.

Emprego
As atenções hoje estavam voltadas para os Estados Unidos, onde o payroll veio melhor do que as previsões ao registrar a criação de 200 mil vagas em dezembro. A previsão dos economistas era de +155 mil vagas. A taxa de desemprego também agradou: caiu para 8,5% em dezembro, ante previsão de 8,7%. Trata-se do menor nível desde fevereiro de 2009.

Problemas/Hungria
Esses dados positivos serviram de pano de fundo para uma 'puxada' do Ibovespa no final da tarde. Ao longo do dia, no entanto, foram ofuscados pela Europa, onde as preocupações se renovam a cada dia. Ontem, a Fitch rebaixou os rating de longo prazo em moeda local e estrangeira da Hungria em uma nota, para BB+ (grau especulativo), de BBB- e BBB, respectivamente, citando a deterioração adicional no cenário fiscal e de financiamento externo e da perspectiva de crescimento do país. Os problemas econômicos da Hungria já começaram a contaminar a Áustria, onde o yield (retorno ao investidor) dos bônus do governo austríaco subiram ontem, acompanhando o comportamento dos yields dos bônus dos governos da Espanha e da Itália.

Queda
A maioria das bolsas europeias encerrou em queda. Nos EUA, às 18h16, o Dow caía 0,39%, o S&P recuava 0,17% e o Nasdaq subia 0,30%.

Asia
As Bolsas da Ásia apresentaram queda, motivadas principalmente pelas preocupações sobre a crise da dívida europeia, que está ofuscando os bons indicadores norte-americanos, e a desvalorização do euro frente às principais moedas. Também houve realização de lucros em alguns mercados da região. A Bolsa de Hong Kong foi uma das que sofreu com os temores sobre a Europa, com fortes perdas entre ações do setor financeiro. O índice Hang Seng caiu 1,2%, e encerrou aos 18.593,06 pontos.

Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro encerrou em baixa de 0,24%, a US$ 101,56 o barril.

Oscilação
No Brasil, Petrobras ON terminou em queda de 0,08%, e a PN subiu 0,09%. Vale novamente caiu: 0,86% a ON e 0,75% a PNA, embora a maioria dos contratos de metais tenha subido.

Dólar
No fechamento à vista, o dólar estava em alta pelo segundo dia seguido, de 0,87%, para R$ 1,8540 no balcão, e de +0,79%, a R$ 1,8526 na BM&F. Na primeira semana de 2012, no entanto, a divisa dos EUA acumula baixa de 0,80% e 0,64%, respectivamente, que coincidem com a evolução anual. O giro total registrado na clearing de câmbio até 16h43 somava US$ 2,727 bilhões (US$ 1,990 bilhão em D+2).

Futuro
No mercado futuro, às 16h42, o dólar fevereiro de 2012 avançava 0,35%, para R$ 1,8625, com US$ 13,16 bilhões movimentados.

Cupom
Por volta das 15h15, a taxa do cupom cambial estava em +0,65%, levemente abaixo da taxa de +0,83% no encerramento de quinta-feira.

Câmbio
Em Nova York, às 16h37, o euro caía a US$ 1,2719, após tocar mínima intraday de US$ 1,2696 e ante US$ 1,2789. O dólar Index (que inclui seis moedas fortes) avançava a 81,257, ante 80,909 na véspera.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 438.205 contratos, cedia a 10,07%, de 10,15% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (149.625 contratos) estava em 10,57%, de 10,63% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017 (35.500 contratos) indicava 11,12%, nivelado ao ajuste, e o DI janeiro de 2021 (1.930 contratos) mostrava 11,29%, de 11,28% de quinta-feira.

(Agência Estado)

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