MERCADO FINANCEIRO
Recuo
O dólar comercial recuou pelo segundo dia seguido ontem. A moeda norte-americana fechou em queda de 0,25%, cotada a R$ 1,827 na venda. É a menor cotação de fechamento desde 9 de dezembro, quando o dólar era vendido a R$ 1,806.
Títulos
O governo brasileiro captou mais US$ 75 milhões com a oferta de títulos Global 2021, desta vez no mercado asiático, com a menor taxa de retorno (yield) paga ao investidor na história das emissões feitas pelo País, de 3,449% ao ano. Ontem, o Tesouro Nacional já havia captado US$ 750 milhões com o mesmo título nos mercados dos Estados Unidos e da Europa. A liquidação da operação será amanhã. A taxa obtida pelo Brasil está 1,5 ponto porcentual acima do que é pago pelo governo norte-americano, cujos títulos são considerados os mais seguros do mundo para investimento.
CPI
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Itália subiu 0,4% em dezembro ante novembro, segundo dados preliminares do instituto nacional de estatísticas, o Istat. Em termos anuais, o CPI aumentou 3,3%. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam alta mensal de 0,2% e anual de 3,3%. A inflação anual média na Itália durante o ano de 2011 ficou em 2,8%, a mais alta desde a taxa de 3,3% registrada em 2008. Em 2010 a inflação havia sido de 1,5%.
Aperto
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda, pressionados pelo declínio nas ações de bancos e por receios com a possibilidade de uma crise de aperto no crédito na zona do euro após dados mostrarem que as instituições financeiras do bloco voltaram a depositar um volume recorde de dinheiro no Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,44 ponto, ou 0,57%, para 249,62 pontos.
Movimento
Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 31,46 pontos, ou 0,55%, para 5.668,45 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 51,75 pontos, ou 1,59%, para 3.193,65 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 55,02 pontos, ou 0,89%, a 6.111,55 pontos. Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 318,53 pontos, ou 2,04%, para 15.327,03 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, recuou 150,60 pontos, ou 1,72%, para 8.581,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 108,18 pontos, ou 1,90%, para 5.592,76 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, recuou 3,34 pontos, ou 0,50%, para 662,29 pontos.
No Japão
Em seu primeiro pregão após os feriados de ano novo, a Bolsa de Tóquio apresentou fortes ganhos nesta quarta-feira. Os investidores desafiaram o impacto do fortalecimento do iene e compraram blue chips do setor industrial, tais como Japan Tobacco e Toyota Motor. O índice Nikkei adicionou 104,76 pontos, ou 1,2%, e terminou aos 8.560,11 pontos, após a alta de 0,7% na sessão de 30 de dezembro. Houve elevação no volume de negociações, com o maior nível desde 16 de dezembro.
Positivo
A bolsa japonesa abriu em alta e permaneceu no campo positivo durante todo o período de negociações, no embalo dos bons resultados nos Estados Unidos e na Europa, em que pese a valorização do iene sobre o dólar e o euro. Durante os feriados, o euro atingiu a pior baixa em 11 anos em relação à unidade nipônica. As preocupações cambiais, contudo, não foram suficientes para dissuadir os investidores, com os grandes exportadores japoneses se beneficiando dos sólidos dados da produção industrial, observou Yumi Nishimura, analista de mercado da Daiwa Securities.
Na Ásia
Com o retorno de todas as bolsas asiáticas após os feriados de ano-novo, os mercados da região tiveram resultados mistos. Enquanto algumas bolsas aproveitaram o embalo altista de Wall Street e da Europa, outras reagiram com preocupação sobre a liquidez na China, às vésperas do feriado do Ano-Novo Lunar, que começa no dia 22.
Em baixa
Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que seguiu o embalo baixista dos mercados chineses. O indice Hang Seng caiu 150,10 pontos, ou 0,8%, e encerrou aos 18.727,31 pontos. No primeiro pregão de 2012, as bolsas da China apresentaram forte queda, com os temores sobre a liquidez do mercado. O índice Xangai Composto caiu 1,4% e terminou aos 2.169,39 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 2,7% e encerrou aos 843,72 pontos. As pequenas empresas e as cervejarias lideraram a baixa por conta da realização de lucros.
(Das agências)





