Retomada
A Bovespa teve mais um pregão de grande força compradora, o que acabou levando o Ibovespa a fechar acima dos 59 mil pontos. A cautela foi deixada de lado mundo à fora em dia de retomada dos negócios nas principais praças acionárias, após a pausa para as festividades de Ano Novo, com investidores munidos de notícias positivas sobre atividade econômica na Europa e nos Estados Unidos.

À favor
Com o clima favorável no exterior, o Ibovespa fechou em alta de 2,48%, aos 59.264,87 pontos, após ter alcançado a máxima de 59.288 pontos (+2,48%). O giro financeiro somou R$ 6,385 bilhões. Em Nova York, o índice Dow Jones operava em alta de 1,70% e o S&P 500 subia 1,69%.

Da Alemanha
Analistas contam que o entusiasmo do mercado começou com a Alemanha mostrando a menor taxa de desemprego desde 1998, de 6,8% em dezembro, sendo que a média de 2011 foi a mais baixa dos últimos 20 anos. No Reino Unido, o dado positivo veio da atividade industrial, que continuou caindo em dezembro, mas em ritmo menor.

Boas notícias
O clima já favorável foi reforçado pela divulgação no começo da tarde da atividade industrial nos EUA, que subiu para 53,9 em dezembro e superou as estimativas dos economistas. Os gastos com projetos de construção nos EUA também aumentaram mais do que o esperado em novembro.

Animação
''O que mais animou hoje (ontem) foi o noticiário norte-americano, que apontou uma melhora marginal daquela economia. Embora pequena é uma melhora'', disse Leonardo Milane, estrategista da Santander Corretora.

Revelação
Segundo o especialista, a Ata do Federal Reserve, principal divulgação do dia, não trouxe muitas novidades como já era esperado pelo mercado. O documento revelou que os membros do banco central dos EUA começarão a publicar suas estimativas para os juros no país a partir deste mês como parte de uma reforma nas diretrizes de comunicação do banco central norte-americano e com o objetivo de fortalecer a frágil recuperação econômica dos EUA.

Fed
O Fed divulgará, por exemplo, quando os juros poderão ser elevados levando em consideração as estimativas sobre o crescimento, o desemprego e a inflação, segundo a ata da reunião ocorrida em 13 de dezembro, divulgada ontem.

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Esses dados passarão a ser públicos a partir da próxima reunião de política monetária, que deve acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro.

Asiáticas
Ainda com algumas das principais bolsas asiáticas fechadas devido às celebrações do ano-novo, o segundo pregão de 2012 apresentou resultados positivos. Os bons números da economia chinesa deixaram otimistas os investidores. Não houve negociações no Japão, China e Tailândia por ser feriado.

Câmbio
No balcão, o dólar à vista fechou na mínima, a R$ 1,8300, com queda de 2,14%. Na máxima, a moeda norte-americana foi a R$ 1,8530. Na BM&F, o dólar pronto fechou a terça-feira também na mínima a R$ 1,8315, com queda de 2,22% (dados finais). Na máxima, a moeda chegou a 1,8502. Na clearing de câmbio, o giro financeiro total à vista somava US$ 2,332 bilhões. Em D+2, no mesmo horário, o volume era de US$ 1,845 bilhões.

Em alta
No mercado futuro, cinco vencimentos eram negociados, sendo que quatro estavam em alta e um em queda (fevereiro 2012), com volume total de US$ 16,596 bilhões. O vencimento mais líquido, para fevereiro de 2012, tinha volume de US$ 16,345 bilhões.

Ajuste
No final da sessão regular na BM&FBovespa, o vencimento para janeiro de 2013 exibia taxa de 10,04%, ante 10,02% no ajuste de ontem, com 138.995 contratos; o vencimento para janeiro de 2014 (com 74.095 contratos negociados) projetava taxa de 10,48%, de 10,44% na véspera; e o vencimento para janeiro de 2015 (com 25.285 contratos) tinha taxa de 10,74%, frente 10,70% no ajuste ontem.

Para 2017
Na parte longa da curva de juros, o vencimento de janeiro de 2017 apontava taxa de 10,95% (com 14.765 contratos negociados), ante 10,93% no ajuste anterior; e o DI com vencimento em janeiro de 2021 subia levemente a 11,12%, de 11,10%, movimentando 4.430 contratos.

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