Volatilidade
A volatilidade marcou o último pregão da Bolsa paulista desta semana e o principal índice à vista titubeou até cravar a pontuação final. O exercício de ações sobre ações foi sentido principalmente nas blue chips, que oscilaram ora em alta ora em baixa, ditando o comportamento do Ibovespa.

Bovespa
No final, a Bovespa terminou com variação negativa de 0,42%, aos 56.096,93 pontos. Na mínima, o índice registrou 56.087 pontos (-0,43%) e, na máxima, os 56.823 pontos (+0,87%). Com o resultado de ontem, o índice teve sua primeira semana de queda em dezembro, de 3,67%. No mês, acumula perda de 1,37% e, no ano, de 19,06%. O giro financeiro totalizou R$ 5,366 bilhões.

Blue Chips
''Se não fossem as blue chips, o mercado teria tido um desempenho melhor'', comentou Hersz Ferman, gestor da Yield Capital, ao analisar o desempenho negativo de Vale e Petrobras. Os melhores momentos do Ibovespa passaram pela recuperação dessas ações. No final, Petrobras caiu e Vale subiu. Petrobras ON, -1,13%, PN, -0,98%, Vale ON ficou estável e Vale PNA, 0,24%. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro terminou com queda de 0,36%, a US$ 95,53 o barril.

Inflação
Em parte do dia, a Bolsa doméstica acompanhou o sinal positivo emitido pelas bolsas norte-americanas, onde o desempenho estável da inflação no varejo em novembro contribuía para mais um dia de ganhos. Também agradou a notícia de que houve um acordo para evitar a paralisação do governo dos EUA, bem como a decisão da Fitch de não rebaixar o rating da França.

Europa
As bolsas europeias, no entanto, caíram, enquanto as norte-americanas tinham ganhos às 18h18 de ontem, em dia de vencimento quádruplo (vencimento dos contratos futuros de índices de ações, das opções destes índices, dos contratos futuros de ações individuais (SSF) e de opções de ações). O Dow Jones avançava 0,02%, o S&P subia 0,33% no mesmo horário e o Nasdaq tinha elevação de 0,60%.

Austeridade
Nem tudo, porém, foram notícias ruins. Entre as boas novas, há o fato de o governo da Itália ter tido sucesso em um voto de confiança no Parlamento sobre seu pacote de austeridade. Além disso, o referendo do governista Partido Liberal Democrata (FDP) demonstrou um apoio de 54,4% dos membros da sigla alemã ao Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês). Não houve o quórum desejado pelo partido na votação, mas a votação foi vista como uma vitória da chanceler Angela Merkel.

Londres
Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,25%, em 5.387,34 pontos, e na semana recuou 2,57%. Barclays subiu 0,6%, apesar de sofrer um rebaixamento pela agência Fitch.

França
Na França, o índice CAC 40, da Bolsa de Paris, recuou 0,88%, para 2.972,30 pontos. Na semana, o CAC 40 cedeu 6,30%, em meio aos persistentes temores de que o rating AAA do país possa ser rebaixado. Alcatel-Lucent liderou entre as baixas, com -3%, e Michelin perdeu 2,9% após uma nota sobre a empresa do Morgan Stanley. Suez Environnement ganhou 2%.

Câmbio
O dólar no balcão encerrou em baixa, pelo segundo dia seguido, de 0,27%, cotado a R$ 1,8560. Na semana, porém, o desempenho foi positivo em 2,77%, que garantiu o ganho acumulado no mês de 2,60% e, no ano, de 11,54%. Durante a sessão, a moeda no balcão moveu-se entre a mínima da manhã de R$ 1,8420 (-1,02%) e a máxima à tarde de R$ 1,8640 (+0,16%). O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio às 16h37 somava US$ 1,912 bilhão (US$ 1,644 bilhão em D+2).

Futuro
No mercado futuro, nesse mesmo horário, o dólar janeiro de 2012 recuava 0,27%, para R$ 1,8625, com giro de US$ 12,876 bilhões.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com movimento de 169.545 contratos, estava em 9,90%, nivelado ao ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (119.250 contratos) indicava 10,31%, de 10,27% ontem. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (25.270 contratos) avançava para 10,94%, de 10,85% na véspera, e o DI janeiro de 2021 (1.600 contratos) subia a 11,13%, de 11,04% no ajuste.

mockup