Volatilidade
O vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira gerou volatilidade nesta quinta-feira e acabou empurrando o Ibovespa para baixo na reta final da sessão. Isso ocorreu em meio à briga entre comprados e vendidos, que fez com que as blue chips mudassem de sinal e caíssem. O fôlego para compras também rareou com a ausência de notícias sobre a Europa e a despeito de as bolsas norte-americanas continuarem sua trajetória com sinal positivo.
Perda
O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,56%, aos 56.331,15. Na mínima, registrou 56.232 pontos (-0,73%) e, na máxima, os 57.332 pontos (+1,21%). No mês, acumula queda de 0,95% e, no ano, de 18,72%. O giro financeiro totalizou R$ 5,711 bilhões.
Sem novidades
O fôlego já vinha diminuindo desde a máxima da sessão, uma vez que não saiu nada de novo sobre a situação europeia. E o vencimento acabou por jogar o índice para baixo. Assim, os investidores acabaram deixando de lado a safra de bons indicadores divulgada no exterior.
Revisão
A leitura preliminar do índice PMI chinês, medido pelo HSBC, subiu para 49,0 em dezembro, ante uma leitura final de 47,7 em novembro. Na Europa, a atividade do setor privado entre os 17 países europeus que compartilham o euro avançou para o nível mais alto em três meses, a 47,9 neste mês, de 47,0 no mês passado.
Destaque
Nos EUA, o principal destaque foi o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego. Houve queda de 19 mil, para 366 mil, o menor nível desde maio de 2008. Os economistas esperavam alta de 9 mil solicitações. Outros destaques foram os índices de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia (10,3 em dezembro); e do distrito de Nova York medida pelo índice Empire State (9,53).
Altas
As bolsas europeias subiram e as norte-americanas seguiam o mesmo caminho. Às 18h10, o Dow Jones subia 0,52%, o S&P avançava 0,47% e o Nasdaq, 0,17%. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro fechou em queda de 1,13%, a US$ 93,87 o barril.
Já por aqui...
Aqui, Petrobras ON recuou 1,03%, Petrobras PN, -1,42%, Vale ON teve baixa de 1,61% e a PNA, de 1,18%.
Sacudida
Após a sacudida no mercado de câmbio pela manhã com o leilão de linha com compromisso de recompra realizado pelo Banco Central, o dólar à vista manteve-se em queda moderada durante à tarde, mesmo com fluxo cambial negativo.
Convicção
A acomodação das cotações em baixa mostra que os agentes financeiros passaram a ter convicção de que a autoridade monetária está atenta a eventual demanda pontual e poderá agir se perceber necessidade de liquidez adicional, disse o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora.
Em baixa
No final da sessão, o dólar à vista teve baixa de 0,69%, cotado a R$ 1,8610 no balcão, após recuar até a mínima de R$ 1,8540 (-1,07%) logo depois do anúncio do leilão do BC. A máxima, registrada após a abertura dos negócios, foi de R$ 1,8740 (estável). Na BM&F, o dólar à vista encerrou com perda de 0,82%, para R$ 1,8598, sendo que a mínima mais cedo foi de R$ 1,8531 (-1,17%) e a máxima, de R$ 1,8745 (-0,03%).
Valorização
Em Nova York, às 16h59, o euro valia US$ 1,3020, ante US$ 1,2983 no fim da tarde de anteontem. O dólar recuava a 77,865 ienes, de 78,07 ienes na véspera, e cedia para 0,9406 franco suíço, ante 0,9535 franco suíço ontem.
Nivelado
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 309.620 contratos, marcava 9,90%, nivelado ao ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (207.625 contratos) subia a 10,27%, de 10,22% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (48.495 contratos) indicava 10,85%, de 10,82% ontem, e o DI janeiro de 2021 (8.125 contratos) avançava para 11,04%, de 11,02% no ajuste.
(Agência Estado)

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