MERCADO FINANCEIRO
Projeção
A estimativa de crescimento da economia brasileira em 2011 é de apenas 2,8%, segundo a projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada ontem. Em 2010, o crescimento foi de 7,5%. Para 2012, a CNI acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) poderá ser de 3%.
Melhora
O estudo também revelou a queda significativa do PIB industrial, que em 2010 foi de 10,4% e em 2011 deve ser de apenas 1,8%, porém para 2012 as projeções são de uma leve melhora, podendo atingir 2,8% de crescimento.
Atividade
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou em outubro queda de 0,32% ante setembro, na série com ajuste sazonal. Com essa variação, o indicador ficou em 138,61 pontos naquele mês. O resultado ficou perto do piso das estimativas colhidas pelo AE Projeções, que iam de queda de 0,40% a uma alta de 0,30%, com mediana de -0,10%.
Comparando
Na comparação com outubro de 2010, o índice do BC mostra expansão da atividade econômica em 0,35%. Esse desempenho ficou abaixo do piso das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de expansão de 0,70% a +1,90% na comparação entre os meses de outubro.
No trimestre
O período de três meses encerrado em outubro teve queda de 0,70% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, terminado em julho. Mas quando comparado com o período de três meses encerrado em outubro de 2010, o indicador apresentou crescimento de 1,28%.
No negativo
A saída de dólares do País continua em dezembro. Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial no mês até o dia 9 registra uma saída líquida de US$ 424 milhões. O fluxo financeiro foi negativo em US$ 890 milhões, resultado de vendas de US$ 12,535 bilhões e compras de US$ 11,645 bilhões. Já o fluxo comercial foi positivo em US$ 465 milhões, resultado de exportações de US$ 6,144 bilhões e importações de US$ 5,678 bilhões. Os dados do BC mostram ainda que na segunda semana de dezembro (de 5 a 9), o fluxo cambial foi negativo em US$ 257 milhões. O saldo líquido reflete um fluxo financeiro negativo de US$ 1,709 bilhão e um fluxo comercial positivo 1,452 bilhão.
Zona do Euro 1
A demanda dos bancos da zona do euro na linha de liquidez em dólar de sete dias do Banco Central Europeu (BCE) subiu acentuadamente ontem, indicando que a escassez de financiamento em dólares pode continuar a persistir e que o estigma associado aos empréstimos em dólares do BCE pode estar diminuindo, já que os fundos tornaram-se mais baratos.
Zona do Euro 2
O BCE afirmou que alocou US$ 5,122 bilhões em sua operação de swap em dólar com taxa fixa, ante US$ 1,602 bilhão alocado na semana passada. Doze bancos pediram liquidez em dólar contra o colateral elegível do BCE a uma taxa fixa de 0,58%, afirmou a autoridade monetária, uma alta em relação aos cinco bancos reportados na semana passada.
Dólar
Contaminado pela preocupação com um possível rebaixamento da nota da dívida da França e com os altos juros pagos pela Itália em um leilão de títulos públicos, o dólar comercial fechou em alta ontem pelo terceiro dia seguido nesta semana. A moeda fechou com valorização de 1,24%, a R$ 1,874 na venda.
Europa
Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda ontem, com o euro recuando abaixo do patamar de US$ 1,30. Os temores sobre a crise da dívida soberana da Europa se mesclaram ao desânimo com a falta de ação do Federal Reserve dos EUA para enfrentar a crise. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 2,05%, ou 4,86 pontos, para 232,44 pontos.
Ásia
As principais bolsas asiáticas encerraram novamente em queda ontem. Os mercados da região acabaram influenciados pela ausência de notícias positivas vindas dos Estados Unidos e também por fatores locais. A Bolsa de Hong Kong terminou em baixa, quinta consecutiva, com o enfraquecimento dos mercados asiáticos. O índice Hang Seng cedeu 0,5% e fechou aos 18.354,43 pontos.
Queda
A Bolsa de Tóquio, no Japão, caiu para o menor nível em duas semanas, devido à desvalorização do euro e ao desapontamento com o fracasso do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em anunciar novas medidas de estímulo para a economia norte-americana. Nesta quarta-feira, o Nikkei perdeu 33,68 pontos, ou 0,4%, e encerrou aos 8.519,13 pontos, após queda de 1,2% na sessão anterior.
(Das Agências)





