MERCADO FINANCEIRO
Pelo ralo
A Bovespa perdeu, a minutos do final, praticamente todo o ganho amealhado durante a sessão, ao acompanhar o comportamento das bolsas norte-americanas após o fim da reunião do Fomc.
Azedo
O fato de o Federal Reserve não ter feito nenhuma mudança nas taxas de juros azedou o humor e puxou ordens de vendas, aqui mais contidas.
No positivo
O Ibovespa terminou a terça-feira com alta de 0,26%, aos 57.494,85 pontos. Na mínima, registrou 57.333 pontos (-0,02%) e, na máxima, 58.153 pontos (+1,41%). No mês, acumula ganho de 1,09% e, no ano, perda de 17,04%. O giro financeiro totalizou R$ 5,91 bilhões.
Expectativa
As bolsas norte-americanas conseguiram se manter em alta praticamente toda a sessão, mas o resultado do encontro do Fomc foi o divisor de águas. Havia expectativa de corte da taxa de redesconto e também de mais recursos, o que não aconteceu, frustrando os agentes.
Na mesma
O Fed manteve inalterada a taxa básica de juros em 0,25% ao ano e a taxa de redesconto em 0,75%.
Nos States
Às 18h17, o Dow Jones caía 0,10%, o S&P perdia 0,42%, e o Nasdaq tinha queda de 0,65%. Mais cedo, as bolsas ignoraram o resultado das vendas no varejo em novembro, que mostraram aumento menor do que as previsões.
Pesou
Antes de serem abatidas, as bolsas subiam influenciadas pelos leilões de títulos de países como Espanha e Bélgica. Mas as declarações da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que rejeitou o aumento do limite do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM), atualmente de Ç 500 bilhões, pesou, assim como a revisão para baixo dos ratings da Bulgária, República Checa, Letônia e Lituânia de positiva para estável.
Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro subiu 2,42%, a US$ 100,14 o barril. Por aqui, Petrobras ON subiu 0,25%, Petrobras PN, estável, Vale ON, -0,15%, e Vale PNA, +0,03%.
Peso alemão
A Alemanha teve forte peso hoje na formação de preço do dólar, tanto para a queda pela manhã à mínima de R$ 1,8340 (-0,54%) no balcão como para a alta à tarde até a máxima de R$ 1,860 (+0,87%).
Ajuste
Paralelamente, o ajuste de alta sustentou-se em reação ao rebaixamento pela agência Fitch da perspectiva do rating da Bulgária, República Checa, Letônia e Lituânia para estável e ao fluxo cambial negativo no mercado brasileiro. A expressiva volatilidade da moeda norte-americana também propiciou oportunidades de negócios e aumento dos volumes financeiros transacionados.
Balcão
Desse modo, o dólar à vista fechou em alta pelo segundo dia seguido, cotado a R$ 1,8540 (+0,54%) no balcão - maior valor desde 28 de novembro (a R$ 1,8560). Na BM&F, o dólar à vista encerrou com ganho de 1,07%, a R$ 1,8590. No mês, o dólar balcão acumula valorização de 2,49% e, no ano, de 11,42%. Até 16h40, o giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava US$ 1,954 bilhão (US$ 1,733 bilhão em D+2). Nesse horário, o dólar futuro janeiro de 2012 subia 0,40%, para R$ 1,8615, com giro de US$ 17,952 bilhões ou 12% acima do registrado em toda a sessão de ontem.
Euro em Nova York
Em Nova York, às 16h47, o euro caía a US$ 1,3096, de US$ 1,3188 no fim da tarde de ontem. O dólar valia 77,8835 ienes ante 77,91 ienes ontem, e avançava a 0,9414 franco suíço, de 0,9371 franco suíço na véspera.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (131.405 contratos) estava na máxima de 9,87%, ante 9,82% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 60.470 contratos, subia a 10,18%, de 10,13% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (20.535 contratos) marcava 10,77%, de 10,73% ontem, e o DI janeiro de 2021 (17.150 contratos) indicava 10,94%, de 10,91% no ajuste.





