Mau humor
O mercado acionário doméstico se rendeu ao mau humor externo e teve uma segunda-feira de perda, embora tenha conseguido manter os 57 mil pontos, patamar ameaçado durante a sessão.
Elétrico
A queda foi generalizada, mas o setor elétrico, defensivo, subiu e destoou.
Muitas dúvidas
As dúvidas sobre a integração fiscal da Europa e a ameaça de rebaixamento do rating dos países da região - pela S&P e pela Moody's - pautaram as ordens de vendas.
No fim das contas
O Ibovespa terminou a sessão com retração de 1,53%, aos 57.346,86 pontos. Na mínima, registrou 56.839 pontos (-2,40%) e, na máxima, os 58.235 pontos (estabilidade). No mês, acumula ganho de 0,83% e, no ano, queda de 17,25%. O giro financeiro totalizou R$ 6,8 bilhões.
Zona de impacto
O resultado da cúpula da União Europeia, que decidiu, na sexta-feira, pela união fiscal dos países do bloco, acabou tendo impacto negativo sobre os mercados, já que uma solução de curto prazo não foi determinada.
Revisão
Com isso, a Moody's afirmou que deve revisar os ratings de todos os países da zona do euro no primeiro trimestre de 2012.
Fortes perdas
O resultado foram fortes perdas na Europa e também nos EUA. Às 18h20, o Dow Jones perdia 1,75%, o S&P tinha retração de 1,92% e o Nasdaq recuava 1,78%. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro fechou 1,65% mais barato, a US$ 97,77 o barril.
Ações
Aqui, Petrobras teve perdas fortes, de 2,87% na ON e 2,61% na PN. Vale ON recuou 1,67% e a PNA, 1,46%. No setor elétrico, Cemig PN (+2,99%), Light ON (+2,76%), CPFL ON (+1,43%), Copel PNB (+0,96%).
Refém
Pressionado pela tensão externa, o dólar no mercado doméstico retomou a alta e fechou na máxima do dia, a R$ 1,8440 (+2,10%) no balcão, preço mais alto desde 29 de novembro.
Ajuste
O forte ajuste ocorreu com giro financeiro relativamente pequeno, que mostra a cautela dos investidores diante da falta de solução pelos líderes europeus para questões cruciais na reunião de cúpula da União Europeia da semana passada.
Pico
A alta de 2,10% registrado pelo dólar no balcão é maior variação diária desde 23 de novembro. No mês, a moeda acumula ganho de 1,93% ante o real e, no ano, de +10,82%.
BM&F
Na BM&F, o dólar à vista terminou com valorização de 1,88%, a R$ 1,8394. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h27 somava US$ 1,132 bilhão (US$ 865 milhões em D+2). No mercado futuro, às 16h33, o dólar para janeiro de 2012 subia 2,52%, a R$ 1,8540, após bater a máxima de R$ 1,8550 (+2,57%). A mínima,
Minguado
O fluxo cambial foi pequeno e equilibrado, por isso, a taxa do cupom cambial estava em +0,15% por volta das 15h30, ante +0,17% no fim da sessão de sexta-feira.
Euro
Em Nova York, às 16h40, o euro descia para US$ 1,3193, ante US$ 1,3268 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar subia a 77,892 ienes, de 77,79 ienes anteriormente, e avançava a 0,9368 franco suíço, de 0,9223 franco suíço na sexta-feira. O dólar Index tinha forte ganho, a 79,509, de 78,593 na sexta-feira.
Término
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (124.715 contratos) cedia a 9,82%, de 9,86% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com movimento de 96.565 contratos, estava em 10,13%, de 10,18% na véspera.
Longo prazo
Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (19.275 contratos) marcava 10,73%, de 10,77% ontem, e o DI janeiro de 2021 (1.000 contratos) caía para a mínima de 10,91%, ante 10,96% no ajuste.
Mi Buenos Aires
A presidente argentina Cristina Kirchner inicia seu segundo mandato na semana de um grande vencimento da dívida pública, que vai produzir um impacto no nível de reservas depositadas no Banco Central. Na quinta-feira, vence o cupom atrelado ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), de cerca de US$ 2,3 bilhões.
Sinal de alerta
O atual nível de reservas internacionais do país é de US$ 46,2 bilhões, segundo o último dado disponível do BC, divulgado na quarta-feira, anterior ao longo feriado local. Com o pagamento, as reservas vão cair a US$ 43,9 bilhões, o menor volume desde o início do primeiro mandato de Cristina, em 10 de dezembro de 2007.
(Agência Estado)

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