MERCADO FINANCEIRO
Alívio
A Bovespa, após cair forte na quinta-feira, teve um pregão de renovação de máximas ontem, alimentado pelas resoluções dos líderes europeus na reunião de cúpula encerrada ontem. A disciplina fiscal foi celebrada, mas também trouxe alívio aos players saber que, ao lado do pacto fiscal, há comprometimento com repasse de recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e antecipação do início das operações do mecanismo permanente de ajuda na região europeia.
Alta
O Ibovespa fechou em alta de 1,36%, aos 58.236,46 pontos. Na máxima, a bolsa bateu 58.540 pontos, com alta de 1,89%. Na mínima, chegou a 57.455 pontos, em estabilidade. O giro foi de R$ 4,67 bilhões. Na semana, a bolsa teve valorização de 0,60%. Em dezembro, o índice à vista está em alta de 2,40%.
Pacto fiscal
A reunião de cúpula levou os países a darem um passo em direção a medidas que podem fortalecer a zona do euro. O Reino Unido, no entanto, escolheu o isolamento. Conforme a expectativa dos mercados, os países da União Europeia moveram-se mais próximos de uma união fiscal com maior disciplina, chamada de pacto fiscal. O novo tratado entre os membros da UE é esperado para ser assinado em março de 2012.
Teste
Dada a boa nova, o teste virá na próxima semana com uma série de leilões na Europa, quando haverá ofertas da Itália, Espanha e Alemanha, segundo calendário do Lloyds Bank Corporate Market. Grécia também irá ao mercado. De acordo com a instituição, os países da zona do euro se preparam para emissões pesadas em 2012.
Solidariedade
Mas nem tudo na Europa foi de caráter disciplinador. Houve também avanço na solidariedade, argumenta um analista. As nações da UE também se comprometeram, e vão analisar a questão em 10 dias, a emprestar 200 bilhões de euros para as linhas de crédito do Fundo Monetário Internacional (FMI), que deve retornar para a Europa por meio de financiamento aos países. Também, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM) será ativado em julho de 2012 e seus recursos podem ir acima de 500 bilhões de euros se necessário, enfatizam analistas.
China
No mercado internacional, há expectativa de que, após o endosso da UE, países do G-20 também darão um passo à frente e contribuirão com a linha do Fundo. Neste sentido, a China foi outro motivo de estímulo ao apetite por risco ontem. O país asiático, segundo a mídia internacional, vai estabelecer um veículo de investimentos no valor de US$ 300 bilhões, operando um com meta de investimentos nos Estados Unidos e outra na Europa.
No azul
No ambiente doméstico, a bolsa operou predominantemente no azul ontem. A tônica foi ditada pelo exterior e, embora os problemas de curto prazo da zona do euro não estejam solucionados, o retorno do apetite por risco favoreceu papéis ligados às commodities. Petrobras ON subiu 1,68% e a PN, 2,22%. Vale ON avançou, 2,00% e Vale PNA,1,61%.
Comprometimento
Na Europa, as bolsas fecharam em alta impulsionadas pelo comprometimento dos líderes na Europa com o pacto fiscal. Em Nova York, às 18h24 de ontem, o S&P 500 subia 1,74%, o Nasdaq, 1,96% e o Dow Jones avançava 1,56%. O petróleo para janeiro, na Nymex, fechou em alta de 1,09%, aos US$ 99,41 por barril.
Dólar
Em linha com o comportamento da moeda norte-americana no exterior, o dólar à vista fechou em baixa de 0,55% por aqui, cotado a R$ 1,8060 no balcão. Na semana, marcada por forte volatilidade em meio à espera do desfecho da cúpula europeia ontem, a divisa acumulou alta de 0,78%. No mês, porém, o desempenho do dólar é levemente negativo em 0,17% mas, no ano até o momento, tem valorização de 8,53%. Na BM&F, o dólar à vista terminou com baixa de 0,46%, para R$ 1,8055. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h26 de ontem somava US$ 1,773 bilhão (US$ 1,531 bilhão em D+2).
Câmbio
Em Nova York, às 16h37, o euro subia a US$ 1,3375, ante US$ 1,3339 no fim da tarde de quinta-feira e de uma máxima intraday ontem de US$ 1,3436. O dólar valia 77,568 ienes, de 77,63 ienes na véspera, e estava em 0,9250 franco suíço, de 0,9259 franco suíço anteriormente. O dólar Index (que inclui seis moedas de países desenvolvidos) estava em 78,622, ante 78,828 de quinta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (172.655 contratos) subia a 9,86%, de 9,81% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 88.930 contratos, estava em 10,18%, de 10,14% quinta-feira.
(Agência Estado)





