Fim da ajuda
A Comissão Europeia decidiu cortar, a partir de 2014, a ajuda a 19 países emergentes, incluindo China, Índia e Brasil, segundo afirmou ontem o comissário de Desenvolvimento, Andris Piebalgs. De acordo com ele, a decisão foi tomada para promover ''uma mudança nas nossas relações com países emergentes e um foco da ajuda para os países mais pobres'', entre 2014 e 2020.
Mudança
A medida faz parte de uma mudança mais ampla nos gastos externos da UE, com o bloco adaptando seu orçamento de longo prazo às condições financeiras mais difíceis, além do aparecimento de novos rivais no cenário econômico global. O bloco de 27 países é o maior doador do mundo, respondendo por 50% dos recursos destinados para ajuda humanitária no ano passado, que somaram 53,8 bilhões de euros. A Comissão Europeia gerencia 20% dessa ajuda, ou cerca de 11 bilhões de euros.
Otimismo
As Bolsas da Ásia se recuperaram e fecharam no campo positivo, ontem, com esperanças de que os líderes europeus irão elaborar um plano para conter a crise da dívida soberana na zona do euro e, dessa forma, evitar o rebaixamento de suas notas de crédito.
Cautela
Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que, no entanto, registrou leve volume de negociações, o que indica cautela por parte dos investidores. O índice Hang Seng subiu 298,35 pontos, ou 1,6%, e fechou aos 19.240,58 pontos. A maioria das blue chips esteve em elevação, com destaque para os setores bancário, de seguros e imobiliário. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) avançou 2,9%. China Life saltou 4,3%. China Overseas Land escalou 2,1%.
Alta
A Bolsa de Tóquio, no Japão, fechou em alta ontem. As preocupações dos investidores sobre a crise da dívida da Europa deram lugar ao otimismo de que a região conseguirá elaborar um plano para lidar com seus problemas na reunião de cúpula que começa amanhã. O índice Nikkei subiu 147,01 pontos, ou 1,7%, e encerrou aos 8.722,17 pontos, após queda de 1,4% na véspera. Foi o maior fechamento desde 9 de novembro.
Dólar
O dólar comercial voltou a fechar em baixa ontem após duas altas seguidas. A moeda norte-americana fechou em queda de 0,39%, cotada a R$ 1,791 na venda.
Na semana, o dólar acumula alta de 0,12%. Em dezembro, a moeda valorizou-se em 0,67%. No ano, a alta é de 7,47%
Europa
Os principais índices das bolsas europeias fecharam em baixa ontem, com investidores temerosos antes da reunião amanhã de líderes da União Europeia. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,20%, ou 0,48 pontos, para 241,44 pontos.
Descarte
O porta-voz do governo da Alemanha, Steffen Seibert, descartou uma decisão sobre uma eventual ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) para estabilizar a zona do euro na reunião desta semana. Além disso, um funcionário não identificado do governo alemão disse estar mais pessimista sobre a chance de um acordo para salvaguardar o euro e combater a crise e disse que Berlim era contrária à combinação do pacote temporário de 440 bilhões de euros com o Mecanismo de Estabilidade Europeia, permanente, de 500 bilhões de euros, o que ajudou a azedar o humor dos mercados. Na terça-feira, o Financial Times informou que funcionários estudavam utilizar os dois fundos somados.
Encargo
As ações do ING caíram 4,7%, após o banco informar que terá um encargo de até 1,1 bilhão de euros. Entre os bancos, Société Générale recuou 1,3%, Intesa Sanpaolo caiu 2,8% e BBVA perdeu 2%.
Paris
Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 fechou em queda de 0,11%, para 3.175,98 pontos, com as ações dos bancos pesando. O varejista Carrefour caiu quase 3%, após o Le Figaro informar que o grupo pode comprar a operadora de supermercados Guyenne et Gascogne e financiar a compra com ações do Carrefour. Nenhuma empresa quis comentar o tema. No setor automotivo, Peugeot e Renault caíram 3,6% e 2,4%, respectivamente.
Frankfurt
Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,57%, para 5.994,73 pontos, com as ações do Deutsche Bank recuando 0,5%. Entre as altas, a companhia austríaca Verbund ganhou 3%, após o Morgan Stanley elevar o rating da ação de ''equal weight'' para ''overweight''.
Londres
Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,39%, para 5.546,91 pontos, puxado por perdas no setor financeiro. Royal Bank of Scotland perdeu 2%. A corretora ICAP recuou 4,4%, após o Morgan Stanley cortar a ação de ''overweight'' para ''equalweight''.
(Das Agências)

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