Fôlego
A bolsa brasileira permaneceu no território negativo em grande parte desta terça-feira, mas buscou fôlego nos mercados internacionais para voltar ao azul no meio da segunda parte do pregão e recuperar os 59 mil pontos.
Esperanças
A Bolsa fechou em alta de 1,06%, aos 59.536,16 pontos, nível mais elevado desde 25 de julho deste ano, quando o índice fechou em 59.970,54 pontos. Os investidores renovaram as esperanças com a reunião de cúpula da União Europeia nesta semana, passando a ver a ameaça da Standard & Poor's de rebaixamento de rating na zona do euro como um potencial catalisador para os planos dos líderes da UE de estabelecer um pacto fiscal crível na região. Mas foi a notícia no britânico Financial Times, citando uma combinação de fundos de resgate que elevaria o poder de fogo na UE para 900 bilhões de euros, que deu o impulso para a renovação das máximas do dia nos momentos finais do pregão doméstico.
Ibovespa
Na máxima, o Ibovespa atingiu 59.576 pontos, em 1,13%. Na mínima, caiu 0,70%, aos 58.497 pontos. O giro financeiro ficou abaixo da média diárias, em R$ 4,96 bilhões. O Ibovespa tende, agora, a buscar a resistência importante de 60.400 pontos, de acordo com um estrategista, um nível que pode ser alcançado nos próximos dias.
PIB
Embora o resultado do PIB brasileiro na margem (0,0%) no terceiro trimestre não tenha sido uma surpresa, a confirmação da perda de fôlego da atividade doméstica pesou sobre o desempenho dos papéis de construtoras na sessão de ontem. Em oposição, os papéis das elétricas, com caráter tradicionalmente defensivo, se beneficiaram neste pregão como ocorre em momentos em que a incerteza prevalece.
No vermelho
Na Europa, as principais bolsas ficaram no vermelho, mas conseguiram reduzir as perdas antes do fechamento na expectativa de que os líderes europeus, na reunião de cúpula nesta semana, tenham as respostas adequadas às questões que ainda pairam sem solução na zona do euro. Analistas internacionais argumentam que a ameaça da Standard & Poor's de rebaixamento da classificação de risco de países europeus, incluindo Alemanha e França, pode ser um fator adicional pressionando os líderes na direção de uma solução crível para a região nestas reuniões. A bolsa de Paris perdeu 0,68% e a de Frankfurt recuou 1,27%.
Alta
Nos Estados Unidos, às 18h23 de ontem, o índice S&P 500 subia 0,55%, o Nasdaq, 0,16% e o Dow Jones avançava 0,82%.
Petrobras
No mercado doméstico, Petrobras ON teve alta de 0,87% e a PN, 1,52%. Vale ON teve leve queda de 0,12% e a PNA, leve alta de 0,07%.
Câmbio
O dólar no mercado doméstico retomou a volatilidade ontem e fechou em alta, após sete sessões de quedas acumuladas em 5,29% nos negócios à vista de balcão. A decisão da agência Standard and Poor's de colocar o rating de 15 países da zona do euro sob perspectiva negativa gerou insegurança entre investidores.
Custos
Sob esse alerta, subiram ontem os custos para assegurar os bônus soberanos europeus e os bônus de empresas financeiras do bloco contra um eventual default. Em reação, os agentes financeiros no mercado local trataram de ajustar posições por precaução, num movimento que deslocou o dólar do campo negativo no começo da sessão para o lado positivo à tarde. Lá fora, o dólar exibiu comportamento misto.
Dólar
Desse modo, o dólar à vista interrompeu a sequência de baixas e fechou com alta de 0,39%, cotado a R$ 1,7950 no balcão. No mês, a baixa acumulada é de 0,77%, mas no ano, a moeda tem ganho de 7,87%. Na BM&F, o dólar à vista terminou com valorização de 0,49%, para R$ 1,7927, após acumular perdas de 5,80% nas sete sessões anteriores. Até 16h20 de ontem, o giro financeiro total à vista na clearing de câmbio da BM&F somava US$ 1,780 bilhão (US$ 1,550 bilhão em D+2).
Euro
Em Nova York, às 16h37, o euro valia US$ 1,3402, de US$ 1,3400 no fim da tarde de ontem. O dólar estava em 77,7215 ienes, de 77,82 ienes na véspera, e subia a 0,9268 franco suíço, ante 0,9209 franco suíço ontem.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (285.390 contratos) cedia a 9,81%, de 9,83% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 147.880 contratos, estava em 10,14%, de 10,18% na véspera.
(Agência Estado)

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