Bom Desempenho
A bolsa brasileira encontrou amparo no exterior ontem, acelerando a alta na sessão vespertina, quando superou 2% de ganhos. A expectativa com a reunião de cúpula na União Europeia conduziu o bom desempenho dos mercados na Europa e nos Estados Unidos.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 1,77%, aos 58.910,48 pontos, perdendo fôlego ante às máximas renovadas ao longo da tarde, de forma concomitante aos mercados acionários norte-americanos, com o alerta de que a Standard & Poor's pode colocar em revisão ainda hoje para potencial rebaixamento o rating AAA da Alemanha, França, Holanda, Áustria, Finlândia e Luxemburgo, de acordo com o Financial Times. Na mínima, o Ibovespa tocou 57.894 pontos, em 0,01%. Na máxima, o índice chegou a 59,245 pontos a 2,35%. O giro somou R$ 5,86 bilhões.
Europa
O desempenho do mercado doméstico neste início de semana esteve atrelado ao bom humor dos investidores estrangeiros em face das declarações dos líderes na Europa. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, concordaram em implementar mudanças no tratado da União Europeia, com objetivo de enrijecer as regras orçamentárias da região, propondo aplicação de sanções automáticas para países que não respeitarem os limites orçamentários acordados.
Lideranças
Os líderes também entraram em acordo sobre antecipar para 2012 a implementação do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), previsto, inicialmente, entrar em operação em 2013, e sobre a realização de reuniões mensais dos chefes de Estado e governo da zona do euro enquanto a crise continuar. Tais propostas integrarão carta que será encaminhada, amanhã, ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, para discussões nas reuniões da UE de quinta (rodada informal) e sexta (rodada formal).
Corte
Na percepção de estrategistas do mercado financeiro, a aprovação do pacote de corte de gastos na Itália (que pode chegar a cerca de 30 bilhões de euros com a contabilização de renúncias fiscais até 2014) renovou a confiança dos investidores sobre a disposição dos líderes europeus em relação ao endurecimento da disciplina fiscal na região.
Alta
Na Europa, as bolsas fecharam em alta, com destaque para a de Milão, 2,91%, beneficiada principalmente pelo pacote fiscal apresentado pelo primeiro-ministro italiano Mario Monti. Às 18h17 de ontem, o índice S&P 500 subia 0,59%, o Nasdaq, 0,67% e o Dow Jones 0,22%. Aqui, Vale ON fechou em alta de 1,84% e a PNA avançou 1,48%. Petrobras ON ganhou 2,19% e a PN, 1,95%.
Câmbio
O dólar manteve-se em queda em relação ao real hoje, pela sétima sessão consecutiva, acompanhando o recuo da moeda norte-americana em relação a seus principais pares internacionais. A expectativa de que os líderes europeus avancem esta semana na busca por soluções para a crise na zona do euro induziu os investidores a comprarem moedas consideradas mais arriscadas em detrimento do dólar.
Fechamento
Pouco antes do fechamento à vista, a divisa renovou a máxima, pressionada pelo alerta da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) à Alemanha, França, Holanda, Áustria, Finlândia e Luxemburgo de que colocará o rating triplo A desses países em revisão para potencial rebaixamento ainda nesta segunda-feira, segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times. Segundo o jornal, a decisão da S&P deve ser concluída ''o mais rápido possível'' após a reunião de cúpula da União Europeia, prevista para o final desta semana.
Dólar
Assim, o dólar à vista fechou na máxima do dia, com baixa de 0,22%, cotado a R$ 1,7880 no balcão (máxima) - menor valor desde 18 de novembro. A mínima mais cedo foi de R$ 1,7770 (-0,84%). Nessas sete sessões de perdas, a divisa desvalorizou-se 5,29% no período. Em dezembro, acumula queda de 1,16% e, no ano, alta de 7,45%. Na BM&F, o dólar à vista encerrou com recuo de 0,45%, para R$ 1,7840. O giro financeiro melhorou em relação à sexta-feira, mas segue relativamente fraco, em cerca de US$ 1,424 bilhão (US$ 1,212 bilhão em D+2), de acordo com a clearing de câmbio da BM&F.
Euro
Em Nova York, às 16h43 de ontem, o euro subia a US$ 1,3422, ante US$ 1,3392 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar recuava a 77,8410 ienes, de 77,94 ienes anteriormente, e cedia para 0,9195 franco suíço, ante 0,9219 franco suíço. O dólar Index (composto por seis moedas de países desenvolvidos) recuava a 78,492, de 78,636 na sexta-feira.

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