Instabilidade
O mercado acionário doméstico teve um pregão instável e com giro minguante. O Ibovespa teve várias reprises de alta e baixa até firmar-se no vermelho, à tarde, mesmo período em que o ritmo diminuiu, baixando a previsão para o dia do volume financeiro. Siderúrgicas e Vale recuaram, pressionando o principal índice à vista, que terminou na contramão do exterior.
No vermelho
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,28%, aos 55.299,76 pontos, na mínima do dia. Na máxima, atingiu 56.364 pontos (+0,62%). No mês, acumula perda de 5,21% e, no ano, de 20,21%. O giro financeiro totalizou R$ 5,843 bilhões - a previsão no início da tarde era de R$ 6,24 bilhões. Os dados são preliminares.
Queda
O setor siderúrgico ainda sofreu com o noticiário envolvendo a entrada da Ternium no bloco de controle da Usiminas, o que também acabou pesando sobre as ações da Vale. Vale ON terminou em baixa de 1,41% e PNA, de 1,65%. Usiminas ON caiu 5,26%, PNA, -6,33%, CSN ON, -4,06%, Gerdau PN, -4,07%, e Metalúrgica Gerdau PN, -3,71%
Distância
A Bovespa acabou se distanciando dos mercados externos, que subiram à espera do resultado do encontro dos ministros de finanças da zona do euro (Eurogrupo). Uma medida aguardada pelo mercado é sobre a reforma da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês), o fundo de resgate da zona do euro. Uma fonte disse que a linha será alavancada de 2 a 3 vezes, o que deve elevar sua capacidade atual a até 1,3 trilhão de euros. Uma outra fonte confirmou que no encontro de ontem ficou acertada a liberação da próxima parcela de auxílio financeiro, de 8 bilhões de euros, à Grécia.
Para cima
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta. Nos EUA, as bolsas em Wall Street também avançavam, ainda influenciadas pelo aumento na confiança dos consumidores norte-americanos. Às 18h20: o Dow Jones subia 0,76%, o S&P avançava 0,64%, mas o Nasdaq caía 0,05%.
Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro avançou 1,61%, a US$ 99,79 o barril. Petrobras ON recuou 0,89% e a PN perdeu 0,42%.
Câmbio
Notícias mais animadoras sobre a Europa e os Estados Unidos ontem voltaram a sustentar as apostas em moedas consideradas mais arriscadas, como o real e o euro, em detrimento do dólar, que recuou no mercado doméstico pela terceira sessão seguida.
Dólar
O dólar à vista fechou em queda de 0,54%, para R$ 1,8460 no balcão, e recuou 0,59%, para R$ 1,8480 na BM&F. En três dias, o dólar balcão recuou 2,3%, mas em novembro acumula alta de 8,97% e, no ano, de +10,94%. O giro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h41 somava US$ 1,860 bilhão (US$ 1,417 bilhão em D+2).
Para baixo
No mercado futuro, até 16h42, os três vencimentos de dólar negociados projetaram taxas mais baixas, com giro financeiro de US$ 14,876 bilhões. Nesse horário, o dólar dezembro de 2011, que será liquidado amanhã com base na taxa Ptax de hoje, recuava 0,65%, a R$ 1,8440, com giro de US$ 13,619 bilhões; e o dólar janeiro de 2012 cedia 0,61%, para R$ 1,8585, e um volume de US$ 1,249 bilhões.
Nova York
Em Nova York, às 16h44, o euro valia US$ 1,3326, ante US$ 1,3320 no fim da tarde de segunda-feira. O dólar caía a 77,8445 ienes, de 78,00 ienes segunda-feira, e cedia para 0,9206 franco suíço, de 0,9225 franco suíço na véspera. O dólar Index caía para 79,030, ante 79,176 ontem.
Juros
O alívio externo provocado por dados positivos dos Estados Unidos e pela expectativa de que os ministros das Finanças da zona do euro proponham ações que minimizem a possibilidade de uma recessão mais forte na região impôs leve viés de alta às taxas projetadas pelos juros futuros, especialmente nos vencimentos mais longos.
Ajustes
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (275.790 contratos) estava em 10,883%, de 10,91% no ajuste. O DI janeiro de 2013, com giro de 206.460 contratos, marcava 9,68%, nivelado ao ajuste de segunda-feira. O DI janeiro de 2014 (127.200 contratos) subia a 9,93%, de 9,92%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (43.075 contratos) indicava 10,75%, de 10,72% na véspera, e o DI janeiro de 2021 (9.820 contratos) avançava para 10,94%, de 10,89% no ajuste.

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