Bovespa
A Bovespa mostrou resiliência ontem. Depois de abrir em queda e mergulhar abaixo dos 56 mil pontos minutos após o início dos negócios, conseguiu recuperar-se no final da sessão e registrar perdas bem mais comedidas do que as verificadas na Europa ou em Wall Street. A melhora das blue chips deu sustentação para esta guinada.
Perdas
O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,79%, aos 56.284,59 pontos. Na mínima, registrou 55.505 pontos (-2,16%) e, na máxima, os 56.722 pontos (-0,02%). No mês, acumula perda de 3,52% e, no ano, de 18,79%. O giro financeiro totalizou R$ 11,547 bilhões. Desse total, R$ 4,86 bilhões referem-se ao exercício de opções sobre ações - trata-se do melhor desempenho desde outubro de 2010 (R$ 4,87 bilhões). Os dados são preliminares.
Alívio
As blue chips também melhoraram no final da sessão e deram suporte ao alívio nas perdas. Segundo um operador, Petrobras mostrou uma certa resistência o dia todo e foram vistas também operações de compra em Vale, provavelmente por causa da recompra de papéis da empresa.
Ajuda
Essa melhora foi ajudada pela diminuição das perdas em Wall Street, depois que o senador norte-americano Max Baucus (democrata por Montana) declarou que o supercomitê para redução do déficit federal dos Estados Unidos continuava trabalhando e mencionou o surgimento de uma ''nova ideia'', que não foi detalhada. O prazo final terminou ontem e, sem acordo para redução de US$ 1,2 trilhão no orçamento, serão feitos cortes automáticos a partir de 2013.
Superávit
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 282 milhões na terceira semana de novembro, compreendendo o período entre os dias 14 e 20, com quatro dias úteis. Esse saldo é resultado de exportações de US$ 3,824 bilhões e importações de US$ 3,542 bilhões. No acumulado de novembro, o superávit é de US$ 1,314 bilhão.
Balança
No mês, as vendas externas acumulam US$ 13,569 bilhões e as importações, US$ 12,255 bilhões. No ano, a balança acumula um superávit de US$ 26,702 bilhões. As exportações somam US$ 225,708 bilhões e as importações, US$ 199,006 bilhões, considerando o período entre janeiro e a terceira semana de novembro.
Queda
Às 18h16 de ontem, Dow Jones caía 2,20%, S&P recuava 1,98%, e Nasdaq tinha baixa de 2,06%. As bolsas europeias fecharam com perdas fortes. A eleição na Espanha não encerrou a preocupação dos investidores e, para ajudar, a Moody's disse ver pressões sobre a perspectiva estável do rating triplo A da França, além de que os riscos para o sistema financeiro alemão aumentaram ''significativamente''. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro fechou em baixa de 0,77%, a US$ 96,92 o barril. Aqui, Petrobras ON caiu 0,55%, PN subiu 0,23%, Vale ON recuou 0,59% e a PNA perdeu 0,24%%.
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em queda ontem. Os problemas da dívida da Europa e dos EUA novamente estiveram no foco dos investidores da região. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong. O índice Hang Seng caiu 1,4% e encerrou aos 18.225,85 pontos.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei 225 no menor nível de encerramento do ano, uma vez que as preocupações com o iene forte e a situação da dívida soberana da Europa levaram a um renovado pessimismo em relação aos exportadores, incluindo Toyota e Sony. O índice perdeu 26,64 pontos nesta segunda-feira, ou 0,3%, para 8.348,27 pontos, o que representa uma desvalorização de 18% no ano.
Câmbio
Na BM&F, o dólar pronto terminou com ganho de 1,30%, a R$ 1,8059. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h40 de ontem somava US$ 1,780 bilhão, sendo US$ 1,540 bilhão em D+2. No mercado futuro, às 16h41, o dólar dezembro de 2011 avançava 1,23%, para R$ 1,8145, com um volume negociado de US$ 12,633 bilhões.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (54.805 contratos) estava em 10,978%, de 10,98% na sexta-feira. O DI janeiro de 2013, com giro de 114.750 contratos, subia a 9,98%, de 9,93% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (85.750 contratos) marcava 10,22%, de 10,16%. Entre os longos, a alta das taxas foi um pouco mais forte. O DI janeiro de 2017 (17.035 contratos) avançava para 10,82%, de 10,72% na sexta-feira, e o DI janeiro de 2021 (1.660 contratos) apontava 10,90%, de 10,82%.
(Agência Estado)

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