Agitação
Numa tarde agitada, o Ibovespa renovou sucessivamente as mínimas pontuações da sessão, puxada pela piora do humor em Wall Street. A elevação do rating do Brasil pela S&P melhorou apenas marginalmente o humor dos investidores, sem impedir que o Ibovespa fechasse nos 56 mil pontos. De quarta-feira para ontem, a Bovespa exibiu queda de mais de 1,5 mil pontos.
Doméstica
A Bolsa doméstica terminou a quinta-feira com baixa de 2,68%, aos 56.988,90 pontos, após ter subido 2,16% nos três pregões imediatamente anteriores. Na mínima, registrou 56.663 pontos (-3,24%) e, na máxima, 58.555 pontos (-0,01%). No mês, acumula perda de 2,31% e, no ano, retração de 17,77%. O giro financeiro totalizou R$ 6,915 bilhões. Os dados são preliminares.
Efeito EUA
O mercado acionário doméstico já abriu em baixa, se ajustando ao fechamento negativo dos EUA, na quarta-feira, quando aqui o índice à vista havia subido. E foi o temor de que o chamado ''supercomitê'' do Congresso dos EUA não cumpra com a missão de apresentar um plano de cortes nos gastos públicos até a próxima quarta-feira que fez com que as bolsas em Wall Street piorassem à tarde e arrastassem ainda mais a Bolsa brasileira. Se isso acontecer, vai resultar na adoção automática de um outro plano para reduzir o déficit orçamentário norte-americano
Europa
Os investidores também foram abalroados pelos leilões de títulos da Espanha e França. O Tesouro espanhol fez leilão de bônus de 10 anos no qual pagou yield máximo de 7,088%, o maior nível desde a introdução do euro. A França também fez leilão com yields maiores - mas não nesses níveis. Outra notícia ruim foi a de que a Moody's rebaixou ontem os ratings da dívida sênior e de depósito de dez bancos públicos da Alemanha (Landesbanken). Com tudo isso, os indicadores favoráveis dos EUA foram deixados de lado. O Dow Jones operava em queda de 1,69% às 18h18, o S&P recuava 2,07% e o Nasdaq caía 2,20%.
Elevação
Mas, aqui, a elevação do rating do Brasil pela S&P amenizou um pouco as perdas do Ibovespa, marginalmente. A agência elevou o rating de longo prazo do Brasil para BBB, de BBB-.
Santander
O setor bancário foi destaque de baixa no Brasil, sendo que Santander unit liderou as perdas do segmento ao cair 4,56%. O mercado reagiu mal ao anúncio de que o banco entrou com pedido na SEC (a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos) na última segunda-feira para que empresas do próprio grupo possam vender papéis do Santander Brasil.
Baixas
Vale ON, -2,70%, Vale PNA, -2,20%, Petrobras ON, -2,90%, e Petrobras PN, -2,67%. Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro amargou perda de 3,67%, a US$ 98,82 o barril.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,45%, a R$ 1,780 no balcão, ampliando a valorização acumulada em 3 dias para 2,06%. No mês, o ganho aumentou para 5,08% e, no ano, está em 6,97%. Na BM&F, o dólar à vista avançou 0,59%, para R$ 1,7821. O giro financeiro total na clearing de câmbio até 16h47 somava US$ 2,159 bilhões, sendo US$ 1,928 bilhão em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar dezembro de 2011 avançava 0,76%, para R$ 1,7910, com um giro financeiro de US$ 15,892 bilhões ou 6% superior ao de ontem.
Juros
Na BM&F, o DI janeiro de 2012 (357.015 contratos) estava em 11,00%, de 11,01% no ajuste. O DI janeiro de 2013, com giro de 276.545 contratos, marcava 9,93%, de 9,94% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2014 (146.120 contratos) indicava mínima de 10,16%, ante 10,21%. Entre os longos, a devolução de prêmios era maior. O DI janeiro de 2017 (27.755 contratos) caía a 10,77%, de 10,85% ontem, e o DI janeiro de 2021 (4.840 contratos) recuava à mínima de 10,86%, ante 10,94% no ajuste.
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam sem sinal definido nesta quinta-feira. As preocupações com a crise da dívida europeia diminuíram um pouco, mas continuaram a pesar. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda pelo terceiro dia consecutivo, seguindo as perdas de Wall Street, com as empresas financeiras e as exportadoras liderando o declínio, ainda sob influência da crise da dívida na zona do euro.

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