Inflação
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) mostrou aceleração no segundo resultado do mês. O índice subiu 0,38% até a quadrissemana finalizada em 15 de novembro, após avançar 0,34% no indicador anterior, de até 7 de novembro, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na apuração, quatro das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, entre a primeira e a segunda quadrissemana de novembro.
Aceleração
A aceleração do aumento do preços dos alimentos (de 0,34% para 0,42%) impulsionou a taxa maior do IPC-S. Nesta classe de despesa, houve fim de deflação nos preços de hortaliças e legumes (de -0,55% para 1,56%) no período. Outras três classes de despesa apresentaram acréscimos em sua taxa de variação de preços. É o caso de habitação (de 0,45% para 0,51%), saúde e cuidados pessoais (de 0,33% para 0,41%) e educação, leitura e recreação (de 0,42% para 0,47%). Em contrapartida, houve desaceleração e queda de preços em dois grupos: vestuário (de 0,87% para 0,64%) e transportes (de -0,06% para -0,09%).
Petrobras
O total de investimentos a ser feito pela Petrobras ao longo de 2011 deve ficar em patamares semelhantes aos registrados no ano passado, afirmou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa. Caso a projeção se confirme, a companhia não deverá atingir o investimento previsto de R$ 84,7 bilhões para este ano. Em 2010, os aportes da companhia somaram R$ 76,4 bilhões.
Multinacionais
Empresas brasileiras que se internacionalizaram nos últimos anos investindo em ativos no exterior estão repatriando capital na forma de investimentos diretos no Brasil, o que pode ser um artifício para lucrar com os juros altos sem passar pelo pedágio da tributação aos especuladores.
Salto
O movimento foi detectado por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que estimaram um salto de US$ 5,3 bilhões no acumulado em 12 meses do Investimento Direto de Brasileiros (IDB) entre novembro de 2010 e setembro deste ano.
Câmbio
O dólar comercial operou boa parte do dia com valorização, mas inverteu a tendência e fechou a sessão com leve queda ontem. A moeda norte-americana fechou em queda de 0,07%, a R$ 1,767 na venda. Em novembro, o dólar acumula valorização de 3,76%. No ano, a alta é de 6,04%.
Europa
Os principais índices das bolsas europeias fecharam com sinais mistos ontem, após uma sessão volátil. O Banco da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês) advertiu que o panorama para o crescimento global piorou desde agosto, por causa da crise na zona do euro. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou quase estável, em alta de 0,13%, ou 0,31 pontos, em 237,34 pontos.
Na Espanha
A Espanha volta - pelo menos para o mercado financeiro - à época que ainda usava pesetas e o governo decide acelerar a transição de poder. Na terça-feira, o risco país da Espanha bateu recorde e chegou ao patamar que Portugal, Irlanda e Grécia atingiram quando tiveram de ser resgatadas pela UE e FMI.
Crise
Pressionado pelos mercados e se transformando no novo epicentro da crise europeia, o governo de Madri não vai esperar ser oficialmente derrotado nas urnas para começar a transmitir à oposição informações sobre os compromissos financeiros do país para as próximas semanas. O motivo não deixa dúvidas da profundidade da crise: na terça-feira, a Espanha emitiu bônus de dívida em condições que só encontrou quando ainda não existia o euro.
Queda
As bolsas asiáticas fecharam em queda ontem, apesar da ligeira alta em Wall Street. O aumento na rentabilidade dos títulos soberanos europeus reacendeu os temores sobre a crise da dívida do continente. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong. O índice Hang Seng caiu 387,54 pontos, ou 2%, e encerrou aos 18.960,90 pontos. Das 46 blue chips, 44 fecharam no campo negativo. Entre as seguradoras de vida, China Life tombou 5,1% e Ping An baixou 5,8%. China Overseas Land perdeu 4,6%.
Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta ontem, com o índice Nikkei 225 no nível de encerramento mais baixo das últimas seis semanas, uma vez que o euro persistentemente fraco manteve os investidores na defensiva e pressionou as ações de exportadoras, como Sony, Honda e Hitachi Construction Machinery. O índice perdeu 78,77 pontos, ou 0,9%, aos 8.463,16 pontos, nível de fechamento mais baixo desde 5 de outubro.
(Das Agências)

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