MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
Em um dia marcado pela liquidez reduzida, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a sessão em baixa, na esteira dos mercados internacionais. A véspera de feriado no Brasil e a ausência de indicadores de peso nos Estados Unidos esvaziaram os negócios, principalmente no período da tarde.
Em baixa
O Ibovespa encerrou com queda de 0,49%, aos 58.258,23 pontos. Na pontuação mínima do dia, registrou 58.013 pontos (-0,91%) e, na máxima, os 58.717 pontos (+0,29%). No mês, o índice acumula perda de 0,14% e, no ano, de 15,94%. O giro financeiro totalizou apenas R$ 3,79 bilhões, um volume fraco em razão da véspera do feriado de Proclamação da República, hoje.
Preocupações
As preocupações com a zona do euro seguem fortes, o que levou as bolsas europeias a fecharem em baixa: Londres recuou 0,47%, Paris caiu 1,28% e Frankfurt teve queda de 1,19%. Em Nova York, os principais índices acionários registravam baixas próximas de 1% por volta das 18 horas de ontem. Restou ao Ibovespa seguir a tendência internacional.
Ameaça
A produção nas indústrias da zona do euro caiu em setembro em seu ritmo mais rápido em dois anos e meio, colocando em evidência a ameaça da recessão no bloco dos 17 países que usam a moeda única. A produção industrial caiu 2% em setembro em relação a agosto, mais do que revertendo o ganho de 1,4% no mês anterior e marcando a maior queda desde fevereiro de 2009, segundo a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.
Ásia
As bolsas asiáticas iniciaram a semana em alta, estendendo os ganhos da sexta-feira. Os investidores ficaram animados com alguns sinais de estabilidade vindos da Europa no fim de semana - principalmente a troca de comando na Itália, que poderá colocar a crise sob controle. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, embora o volume de negociações tenha permanecido fraco, o que indica a cautela dos investidores.
Em alta
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, pois a diminuição das preocupações com a crise da dívida europeia e o resultado robusto do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, divulgado ontem (horário do Japão), estimularam os investidores a comprar ações de crescimento, como Fanuc e Fast Retailing. Já os papéis da Olympus subiram com a especulação de que talvez não sejam excluídos da bolsa. O índice Nikkei 225 fechou com alta de 89,23 pontos, ou 1,1%, aos 8.603,70 pontos.
Bancos
Os bancos foram a exceção, com ganhos ao longo do dia, em razão das medidas anunciadas na sexta-feira pelo Banco Central (BC), retirando parte das restrições ao crédito impostas pelas medidas macroprudencias adotadas no fim do ano passado. Banco do Brasil ON subiu 3,39%, Bradesco PN avançou 1,47% e Itaú Unibanco teve alta de 0,25%.
Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro subiu 0,86%, a US$ 98,14 o barril. No Brasil, Petrobras ON avançou 0,42% e Petrobras PN teve alta de 0,74%. Vale ON recuou 0,48%, Vale PNA caiu 0,43%.
Desaceleração
A desaceleração nas maiores economias do mundo deve continuar, com a atividade caindo abaixo de sua tendência de longo prazo em vários países, entre eles o Brasil, segundo a Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Econômico (OCDE). O organização, com sede em Paris, informou que o indicador antecedente da atividade econômica em seus 34 membros caiu para 100,4 em setembro, de 100,9 em agosto.
Dólar
O dólar oscilou com ganho da ordem de 1% durante grande parte do pregão de ontem, dia de fraca liquidez em antecipação ao feriado de Proclamação da República. A tônica foi ditada pelo exterior, com o quadro de insegurança prevalecendo na zona do euro e pesando sobre a moeda única europeia. No balcão, o dólar fechou com alta de 1,20%, a R$ 1,7650. Na BM&F, o dólar pronto encerrou com alta de 1,21%, em R$ 1,7651.
Juros
Às 16h30 de ontem, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 indicava 9,95%, ante 9,97% no ajuste, com 122.445 contratos negociados. O DI janeiro de 2014 sinalizava 10,25%, ante 10,24% no ajuste, com giro de 50.700 contratos. Nos longos, o contrato futuro para janeiro de 2017 (8.230 contratos) apontava 10,90%, ante 10,86% no ajuste. O DI janeiro de 2021 (1.090 contratos) indicava 11,00%, de 10,93% no ajuste.
(Agência Estado)





