MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
Na semana em que esteve descolada dos mercados internacionais em três de cinco pregões, a Bovespa redirecionou o foco ao exterior ontem para conseguir encerrar o período praticamente estável, surfando na irrequieta maré europeia. Ontem, a Bolsa garantiu uma alta em torno de 2%, reavendo o nível dos 58 mil pontos e acompanhando a melhora do humor dos investidores com os avanços políticos na Itália e na Grécia. Agora, fica a expectativa pelos números trimestrais da Petrobras, que serão divulgados após o fechamento.
Com ganhos
O Ibovespa operou no terreno positivo desde a abertura da sessão e oscilou entre uma pontuação mínima, aos 57.325 pontos (+0,01%), e uma máxima aos 58.747 pontos (+2,49%), para encerrar com ganhos de 2,14%, aos 58.546,97 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 4,95 bilhões. Entre a última sexta-feira e ontem, o índice à vista exibiu ligeira baixa de 0,21%, segurando alta de 0,36% em novembro, mas acumulando perdas de 15,52% no ano.
Lá fora
No exterior, foi bem recebida a aprovação, pelo Senado da Itália, da lei que inclui novas medidas de austeridade fiscal no país. Amanhã, é a vez da Câmara dos Deputados apreciar a matéria. Já na Grécia, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos tomou posse para liderar um novo governo de coalizão.
Em alta
Otimistas com o noticiário da região, as principais bolsas europeias fecharam em forte alta ontem. A Bolsa de Milão subiu 3,68% e ganhou 2,82% na semana. A Bolsa de Paris terminou em alta de 2,76%, a Bolsa da Alemanha avançou 3,22% e a Bolsa de Londres cresceu 1,85%. Na contramão, a Bolsa de Atenas recuou 0,86%.
Sentimento positivo
Em Nova York, às 18h11 de ontem, o índice Dow Jones tinha alta de 2,01%, o S&P 500 avançava 1,75% e o índice Nasdaq 100 subia 1,86%. De lá, também contribuiu para sustentar o sentimento positivo dos mercados o aumento acima do esperado na leitura preliminar deste mês do índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Universidade de Michigan - para 64,2, ante previsão de 62,0 e de 60,9 no fim de outubro.
Ásia
As Bolsas da Ásia encerraram a semana em alta. Após a forte baixa registrada na quinta-feira, em virtude do aprofundamento da crise da dívida europeia com os temores sobre a Itália, os investidores voltaram às compras ontem, com a redução das preocupações sobre a zona do euro. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que seguiu o embalo de Wall Street e apresentou recuperação técnica.
Perspectivas
A Bolsa de Tóquio teve um modesto rali nesta sexta-feira, em meio à leve diminuição das preocupações com as perspectivas para as economias da zona do euro e dos EUA. A caça às pechinchas em pesos pesados específicos, como Sony e Fast Retailing, compensou o impacto da queda da Toyota para uma mínima de 15 anos. O índice Nikkei 225 avançou 13,67 pontos, ou 0,2%, para 8.514,47 pontos.
Perdas e ganhos
Na Bolsa, apenas sete ações das mais de 60 que compõem o Ibovespa encerraram o dia no terreno negativo. As perdas foram, de longe, lideradas pelas ações ON da B2W, com -5,02%. Na outra ponta, as ações do Marfrig dispararam 16,67%, encabeçando os ganhos.
Petrobras
Já entre as blue chips, é grande a expectativa pelo resultado do terceiro trimestre da Petrobras. À espera dos números, as ações ON e PN da estatal petrolífera avançaram 1,49% e 2,09%, ajudando a dar ritmo à Bolsa. No entanto, o balanço da companhia pode trazer números preocupantes.
Câmbio
O dólar à vista fechou em baixa de 0,97%, a R$ 1,7440 no balcão. Na semana, acumulou alta de 0,29%; no mês sobe 2,95% e, no ano, +4,81%. Na BM&F, o dólar pronto terminou com baixa de 1,11%, a R$ 1,7440. O giro em D+2 registrado na clearing de câmbio até 16h30 somava US$ 1,147 bilhão e era 60% inferior ao da véspera. No mercado futuro, às 16h32, o dólar dezembro também recuava 0,99%, a R$ 1,7530, com volume negociado de US$ 7,623 bilhões ou 55% menor que o anterior.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (148.730 contratos) cedia para a mínima de 9,97%, de 10,00% no ajuste e retomando o patamar de um dígito. O DI janeiro de 2014, com giro de 54.345 contratos, estava em 10,24%, de 10,29% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (7.545 contratos) recuava a 10,86%, de 10,89% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (apenas 945 contratos) apontava 10,93%, de 10,94%.
(Agência Estado)





