Sem fôlego
A Bovespa quase se rendeu à melhora externa, porque a euforia ficou contida ao período matutino: à tarde, o índice à vista foi perdendo o fôlego e não só não conseguiu sustentar os 58 mil pontos readquiridos logo no início dos negócios, como acabou virando para baixo na hora final. O setor financeiro foi destaque de baixa, em meio às preocupações com os desdobramentos da situação italiana.

Em queda

O Ibovespa fechou a sessão com queda de 0,40%, aos 57.321,81 pontos, menor nível desde 26 de outubro passado (57.143,79 pontos). Na mínima, registrou 57.294 pontos (-0,44%) e, na máxima, os 58.314 pontos (+1,33%). No mês, acumula perda de 1,74% e, no ano, de 17,29%. O giro financeiro totalizou R$ 4,852 bilhões. Os dados são preliminares.

Delicado

Embora a Grécia tenha escolhido seu novo primeiro-ministro (Lucas Papademos) e a Itália tenha conseguido atrair boa demanda a seu leilão de títulos ontem - e pago menos do que 7% de yield, a situação na Europa ainda é bastante delicada, o que justifica a volatilidade das ações. A expectativa é de que medidas de austeridade sejam aprovadas até sábado na Itália e que Silvio Berlusconi renuncie até domingo. De todo o modo, passado esse imbróglio, os novos dirigentes têm que se debruçar sobre soluções que tirem os países do olho do furacão e, no caso da Itália, que impeçam a crise de se espalhar para o restante do bloco.

Sem uniformidade

As bolsas europeias não tiveram um fechamento uniforme, mas a Bolsa italiana subiu (0,97%, aos 15.218,34 pontos). Nos EUA, as bolsas avançaram também sustentadas por bons indicadores. Às 18h16, o Dow Jones subia 0,83%, o S&P avançava 0,70%, e o Nasdaq operava estável. Foi registrada queda nos pedidos de auxílio-desemprego (a previsão era de alta) e redução inesperada no deficit comercial.

Movimento

Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro subiu 2,13%, a US$ 97,78 o barril. No Brasil, Vale ON, -0,60%, Vale PNA, -0,43%, Petrobras ON, +1,08%, e Petrobras PN, +0,23%. No setor financeiro, Bradesco PN, -1,89%, Itaú Unibanco PN, -1,04%, BB ON, -1,09%, e Santander unit, -0,95%.

Câmbio

O dólar à vista no balcão oscilou 1,14%, entre a mínima de R$ 1,7550 (-0,57%) e a máxima de R$ 1,7750 (+0,57%). No encerramento, exibia leve baixa de 0,23%, cotado a R$ 1,7610. Na BM&F, o dólar à vista terminou com ligeira alta, de 0,09%, a R$ 1,7635.

No futuro

No mercado futuro, por sua vez, o dólar dezembro de 2011 operou em baixa o tempo todo, ajustando-se ao fechamento ontem (a R$ 1,7890) bem acima do preço à vista (a R$ 1,7650). Às 16h41, esse vencimento de dólar recuava 1,01%, para R$ 1,7710, com giro financeiro mais fraco que o anterior, de US$ 14,352 bilhões.

Em Nova York

Em Nova York, às 16h47, o euro subia a US$ 1,3620, de US$ 1,3542 no fim da tarde de quarta-feira. O dólar caía a 77,65 ienes, de 77,80 ienes ontem, e cedia para 0,9054 franco suíço, de 0,9092 franco suíço. O dólar Index, que inclui uma cesta com seis moedas, cedia para 77,580, ante 77,96 ontem.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (233.410 contratos) subia a 10,00%, de 9,95% quarta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (86.820 contratos) apontava 10,29%, de 10,21% no ajuste. Entre os longos, a recuperação das taxas foi um pouco mais pronunciada. O DI janeiro de 2017, com giro de 20.860 contratos, avançava para 10,89%, de 10,77% na véspera, e o DI janeiro de 2021 (3.715 contratos) estava em 10,94%, de 10,84%.

Em Tóquio

A Bolsa de Tóquio caiu fortemente com as preocupações sobre os problemas da dívida soberana europeia, que puxaram para baixo grandes exportadoras japonesas, como a Fanuc, e ações financeiras, como Dai-ichi Life Insurance. O índice Nikkei 225 perdeu 254,64 pontos ontem, ou 2,9%, para 8.500,90 pontos, o nível de fechamento mais baixo desde 5 de outubro.
(Agência Estado)

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