MERCADO FINANCEIRO
Realizada
Depois de três dias em alta, a Bovespa 'cansou' e passou por uma realização de lucros, puxada pelas blue chips. O principal índice à vista, assim, trabalhou na contramão das bolsas internacionais, sobretudo as europeias, já que as norte-americanas também ficaram boa parte do dia no vermelho. A queda do Ibovespa, no entanto, diminuiu e chegou a ser apagada momentaneamente com a notícia de que Silvio Berlusconi vai renunciar na Itália. Mas a realização foi mais forte e se sobrepôs.
Em baixa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,29%, aos 59.026,13 pontos. Na mínima, registrou 58.505 pontos (-1,17%) e, na máxima, os 59.616 pontos (+0,71%). No mês, acumula alta de 1,18% e, no ano, queda de 14,83%. O giro financeiro totalizou R$ 5,307 bilhões.
De saída
Berlusconi conseguiu, ontem, aprovar no Congresso da Itália o orçamento do País. Mas a votação significou a perda da maioria que detinha na casa, já que foram obtidos 308 votos favoráveis, enquanto 321 outros se abstiveram de votar. O premiê, assim, não teve outra alternativa a não ser negociar sua saída. Ela deve acontecer após a votação da Lei de Estabilidade, prevista para a próxima semana.
Reflexos
As bolsas europeias já anteviram o movimento de saída do premiê e fecharam em alta, uma vez que o fim da era Berlusconi significa espaço para medidas mais austeras de controle das finanças do país. Nos EUA, a notícia fez as bolsas virarem para cima. Às 18h15, o Dow Jones avançava 0,73%, o S&P subia 0,99%, e o Nasdaq tinha ganho de 1,05%.
Oscilação
No Brasil, as blue chips passaram a oscilar após a notícia, mas fecharam em baixa. Petrobras ON, -0,89%, OPN, -1,19%, Vale ON, -0,63%, Vale PNA, -0,45%. Na Nymex, o contrato do petróleo subiu 1,34%, a US$ 96,80 o barril.
Câmbio
Após pisar em terreno positivo no começo do dia, o dólar à vista alinhou-se à queda da moeda dos EUA em relação a seus principais pares no mercado internacional. A volatilidade prevaleceu em meio às incertezas geradas pela crise política e de dívida da Itália e da Grécia.
Em baixa
O dólar à vista fechou em queda de 0,51%, a R$ 1,7420 no balcão. No mês, contudo, a divisa acumula alta de 2,83% e, no ano, de +4,69%. Na BM&F, o dólar à vista terminou com baixa de 0,57%, cotado a R$ 1,7397. ÀS 16h47, o giro financeiro total à vista na clearing de câmbio somava US$ 1,768 bilhão, dos quais US$ 1,484 bilhão em D+2. No mercado futuro, às 16h48, o dólar dezembro de 2011 recuava 0,37%, para R$ 1,7515, com um volume negociado de US$ 12,534 bilhões.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (224.785 contratos) cedia a 10,12%, de 10,16% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 131.895 contratos, estava em 10,33%, de 10,38% na véspera. Entre os longos, a queda das taxas foi, novamente, mas forte, refletindo o ambiente instável lá fora. O DI janeiro de 2017 (38.010 contratos) caía a 10,84%, de 10,93% na segunda-feira, e o DI janeiro de 2021 (5.550 contratos) recuava a 10,90%, de 10,99% no ajuste.
No Japão
Uma forte queda nas ações da fabricante de máquinas fotográficas Olympus se refletiu em toda a Bolsa de Tóquio, que fechou em baixa nesta terça-feira, afetada também pelas perspectivas sombrias divulgadas por empresas do setor de chips de memória. O índice Nikkei 225 perdeu 111,58 pontos, ou 1,3%, para 8.655,51 pontos.
Na China
As Bolsas da China apresentaram ligeira queda devido à contínua realização de lucros. O índice Xangai Composto caiu 0,2% e fechou aos 2.503,84 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1% e terminou aos 1.054,73 pontos. Entre as tecnológicas, Shanghai Baosight Software recuou 4,9%, enquanto Guangzhou Hongli Opto-electronic baixou 5,6%.
(Agência Estado)





