MERCADO FINANCEIRO
Zum Zum
Nem Grécia, nem Itália. A Bovespa ignorou o zum zum zum que continua tumultuando os mercados externos e abriu a semana em alta, puxada principalmente pelas ações da Petrobras, embora Vale e siderúrgicas também tenham tido sua parcela de contribuição. O Ibovespa recuperou os 59 mil pontos e trabalhou o dia todo na contramão de Wall Street que, em novo horário, virou para cima apenas na reta final.
Em alta
A Bolsa doméstica encerrou a sessão com alta de 0,90%, aos 59.198,77 pontos. Na mínima, registrou 58.645 pontos (-0,04%) e, na máxima, 59.440 pontos (+1,31%). No mês, acumula alta de 1,48% e, no ano, queda de 14,58%. O giro financeiro foi fraco, totalizando R$ 4,952 bilhões.
Rumores
As atenções se voltaram ontem para a Itália, com rumores de que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciaria ao cargo. Ele negou a informação e avisou que pretende colocar uma revisão do orçamento de 2012 em revisão hoje. Quem deve renunciar é seu colega da Grécia. George Papandreou acertou com a oposição que abriria mão do cargo em favor de um governo de coalizão. Mas até mesmo essa formação está difícil de acontecer, já que a oposição não quer indicar nenhum de seus membros para ministérios importantes. A expectativa é que o novo premiê seja anunciado hoje.
Mista
As bolsas europeias tiveram fechamentos mistos. Nos EUA, as bolsas passaram ontem a fechar mais tarde, com o fim do horário de verão. Às 18h16, o Dow Jones subia 0,49%, o S&P avançava 0,47%, e o Nasdaq tinha alta de 0,27%. No final da tarde, o Federal Reserve informou que o crédito ao consumidor cresceu US$ 7,39 bilhões em setembro, para US$ 2,452 trilhões. Economistas consultados previam uma expansão de US$ 4,0 bilhões.
Bem comportada
No Brasil, os especialistas tiveram dificuldades em apresentar uma justificativa para o comportamento tão forte de Petrobras. A ação ON subiu 3,01% e a PN, 2,62%. Na sexta-feira, a empresa divulga o balanço trimestral. Ontem, se beneficiou da alta do petróleo no mercado externo e a notícia de que os petroleiros vão entrar em greve por tempo indeterminado acabou sendo ignorada pelos investidores. Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro subiu 1,33%, a US$ 95,52 o barril.
Movimento
Vale ON também subiu, 0,88%, e a PNA, +0,92%. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +0,45%, Metalúrgica Gerdau PN, +0,15%, CSN ON, +1,52%, Usiminas ON, +0,95%, e Usiminas PNA, exceção, -0,17%.
Câmbio
O dólar à vista fechou com alta de 0,69%, a R$ 1,7510 no balcão - maior valor desde 26 de outubro quando terminou em R$ 1,7610. No mês, a divisa apura valorização de 3,36% e, no ano, de +5,23%. Na BM&F, a moeda à vista subiu 0,53%, a R$ 1,7497. No mercado futuro, às 16h35, o dólar dezembro de 2011 estava em baixa de 0,11%, cotado a R$ 1,7630.
Nova York
Em Nova York, às 16h51, o euro caía a US$ 1,3748, ante US$ 1,3792 na sexta-feira. O dólar valia 78,06 ienes, de 78,24 ienes na sexta-feira, e avançava a 0,9028 franco suíço, de 0,8852 franco suíço.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 275.780 contratos, estava em 10,16%, de 10,23% no ajuste de sexta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (61.275 contratos) cedia a 10,38%, de 10,48%. Entre os longos, o recuo das taxas era ainda mais pronunciado. O DI janeiro de 2017 (27.725 contratos) perdia o patamar de 11%, ao marcar 10,93%, de 11,05% na sexta-feira, e o DI janeiro de 2021 (apenas 305 contratos) deslizava para a mínima de 10,99%, ante 11,11% no ajuste anterior.
No Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta segunda-feira, diante das previsões de resultados desapontadores de várias empresas, como Takeda Pharmaceutical, Asahi Glass e Mitsumi Electric. O índice Nikkei 225 baixou 34,31 pontos, ou 0,4%, para 8.767,09 pontos. O índice já abriu os negócios abaixo da linha de equilíbrio e permaneceu negativo por todo o pregão, a despeito das opiniões de alguns analistas de que o mercado ficaria mais firme depois que os principais partidos políticos da Grécia concordaram neste domingo em formar um governo de coalizão que levará o país a novas eleições depois da implementação de um acordo para redução da dívida.
(Agência Estado)





