Bem comportada

Nem a espera pelo voto de confiança no governo grego nem os indicadores mais frágeis no exterior impediram a Bovespa de terminar a sessão em alta. As blue chips, sobretudo as ações da Vale, foram decisivas para o comportamento na contramão do mercado externo. O balanço da semana, no entanto, foi negativo.


Elevação

O Ibovespa terminou o dia com elevação de 0,81%, aos 58.669,92 pontos. Na mínima, registrou 57.547 pontos (-1,12%) e, na máxima, os 58.804 pontos (+1,04%). Na semana, a bolsa teve perda de 1,42%, mas, no mês, acumula alta de 0,57%. Em 2011 até hoje, tem queda de 15,34%. O giro financeiro totalizou R$ 5,288 bilhões.

Sem razão

Os especialistas não cravaram uma única razão para o desempenho da Vale, mas citaram o possível afrouxamento monetário na China, a recompra de papéis e também alguma compra por investidor estrangeiro. Vale ON subiu 2,04% e Vale PNA, +1,32%, esta última com giro de R$ 933,495 milhões, o maior do pregão.

Espalhado

Esse movimento de alta se espalhou ainda à Petrobras - ON, +0,97%, PN, +0,82% - e siderúrgicas. Gerdau PN, +1,49%, Metalúrgica Gerdau PN, +1,83%, Usiminas PNA, +2,33%, CSN ON, +3,08%. Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro subiu 0,20%, a US$ 94,26 por barril.

Destaque

Também se destacou hoje Cesp PNB (+8,07%, na maior alta do Ibovespa), com a expectativa de que as concessões de energia elétrica que vencem em 2014 e 2015 sejam renovadas pelo governo federal nos próximos 30 dias.

Ignorado

No final das contas, a Bovespa acabou ignorando os temores que prejudicaram as bolsas externas. Embora o primeiro-ministro grego, George Papandreou, tenha desistido do referendo popular para saber se a população queria ou não o acordo para a ajuda internacional, seu governo pode cair. Ele passará por um voto de confiança esta noite pelo Parlamento.

Frustração

Outra frustração ao mercado foi com o encontro do G-20. Muito se falou, mas nada se decidiu e não foi dessa vez que saiu uma solução final para a crise da dívida da zona do euro. Dos indicadores, o payroll, o dado mais aguardado do dia - e da semana - veio misto. A economia dos EUA criou 80 mil empregos em outubro, abaixo dos 100 mil esperados, mas a taxa de desemprego recuou para 9,0% e os dados dos dois meses anteriores foram revisados para cima. Na zona do euro, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto recuou para 46,5 em outubro, abaixo da estimativa de 47,2.

Em queda

As bolsas caíram na Europa e nos EUA. O Dow Jones terminou o pregão com queda de 0,51%, aos 11.983,24 pontos, o S&P recuou 0,63%, aos 1.253,23 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,44%, aos 2.686,15 pontos. Na semana, acumularam, respectivamente, retração de 2,03%, 2,48%, 1,86%.

Câmbio

O dólar à vista terminou com leve baixa de 0,11%, a R$ 1,7390 no balcão, interrompendo três dias de alta. A mínima, no início da sessão, foi de R$ 1,727 (-0,80%). Na semana, contudo, a moeda acumulou alta de 3,51%. Na BM&F, o dólar à vista terminou com leve alta de 0,03%, cotado a R$ 1,7405 (dado preliminar). O giro à vista registrado na clearing de câmbio até 16h38 somava US$ 1,353 bilhão (US$ 1,114 bilhão em D+2).

No futuro

No mercado futuro, às 16h39, o dólar dezembro tinha leve alta de 0,29%, a R$ 1,7540, após oscilar 2,01% entre a mínima de R$ 1,7375 (-0,66%) e a máxima de R$ 1,7725 (+1,34%), com um volume financeiro de US$ 16,497 bilhões.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (291.705 contratos) cedia a 10,23%, de 10,27% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 84.945 contratos, marcava 10,48%, de 10,54% de quinta-feira. Entre os longos, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2017 (12.440 contratos) recuava a 11,05%, de 11,13% na véspera, e o DI janeiro de 2021 (3.375 contratos) indicava mínima de 11,11%, ante 11,18% no ajuste.
(Agência Estado)

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