MERCADO FINANCEIRO
De carona
A Bovespa pegou carona no bom humor externo e retornou do feriado de Finados em alta e de volta aos 58 mil pontos.
Os gregos
A possibilidade de a Grécia abandonar a consulta popular para decidir se aceita ou não os termos do acordo de ajuda da União Europeia deu o tom do otimismo, embora, oficialmente, nada ainda esteja certo.
Giro
O Ibovespa terminou o pregão em alta de 1,52%, aos 58.196,30 pontos. Na mínima, registrou 57.327 pontos (+0,01%) e, na máxima, 58.481 pontos (+2,02%). No mês, acumula perda de 0,24% e, no ano, de 16,03%. O giro financeiro totalizou R$ 6,7 bilhões.
Socorro
O governo grego convocou, na segunda-feira, o referendo, mas, ontem, sinalizou que ele deixaria de existir se houvesse um acordo com a oposição para aprovar o plano de socorro.
Papandreou
No Congresso, entretanto, a situação de Papandreou não é boa: a oposição abandonou a Casa ontem, durante um debate, e avisou que vai rechaçar o voto de confiança ao governo do primeiro-ministro, que deve ir à apreciação hoje.
Maré de alta
As bolsas, no entanto, subiram com a expectativa de que não haverá mesmo o referendo e também com o corte surpresa dos juros pelo Banco Central Europeu, na estreia de Mario Draghi no comando da instituição. Na Europa, Paris, +2,73%, Frankfurt, +2,81%, e Londres, +1,12%.
Ferramentas
Nos EUA, as bolsas subiram também com a ajuda de alguns dados positivos e de declarações de Ben Bernanke, que ontem prometeu usar mais ferramentas para sustentar a atividade do país caso a crise na zona do euro se agrave. O Dow Jones fechou com ganho de 1,76%, aos 12.044,47 pontos, o S&P avançou 1,88%, aos 1.261,15 pontos, e o Nasdaq terminou com elevação de 2,20%, aos 2.697,97 pontos.
Blue chips
No Brasil, as blue chips tiveram ganhos consistentes. Vale ON, +3,21%, PNA, +3,22%, Petrobras ON, +4,04%, PN, +3,74%. Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro subiu 1,69%, a US$ 94,07 o barril.
Recuperação
Após descer no começo do dia até R$ 1,716 (-0,81%), o dólar à vista recuperou-se e fechou na máxima, com alta de 0,64%, valendo R$ 1,7410 no balcão. Na BM&F, o dólar à vista também encerrou na cotação mais alta da sessão, de R$ 1,740 (+0,26%), após registrar mínima de R$ 1,7174 pela manhã. O giro financeiro à vista na clearing de câmbio até 16h37 somava US$ 2,863 bilhões - 15% acima do registrado na terça-feira.
Euro
Em Nova York, às 16h50, o euro valia US$ 1,3821, de US$ US$ 1,3748 no fim da tarde de ontem. O dólar estava em 78,02 ienes, de 78,05 ienes ontem.
Nivelado
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (296.555 contratos) estava em 10,27%, nivelado ao ajuste de terça-feira, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 123.195 contratos, marcava 10,54%, de 10,58%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (29.190 contratos) indicava 11,13%, de 11,14% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (1.130 contratos) apontava 10,18%, igual ao ajuste de terça-feira.
Na Ásia
As preocupações com a crise da dívida da Grécia pautaram os investidores nas bolsas asiáticas. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, com os investidores cautelosos sobre a crise europeia.
Aperto
O índice Hang Seng perdeu 491,21 pontos, ou 2,5%, e fechou aos 19.242,50 pontos, devolvendo todos os ganhos obtidos na véspera, com as expectativas de que Pequim irá reduzir a política de aperto monetário.
Só a China
Já as Bolsas da China encerraram em ligeira alta devido aos crescentes sinais de que as autoridades podem estar reduzindo seus controles monetários, embora o declínio nos mercados regionais tenha limitado os ganhos. O índice Xangai Composto subiu 0,2% e terminou aos 2.508,09 pontos. O indice Shenzhen Composto ganhou 0,5% e encerrou aos 1.064,62 pontos.
(Agência Estado)





