Perdas



Os mercados tiveram um dia de perdas, puxadas pela notícia de que a Grécia vai fazer um referendo para decidir se o país deve ou não continuar com as medidas de austeridade em troca de empréstimos europeus. Essas quedas, no entanto, foram reduzidas no meio da tarde com a informação, de fonte, de que o referendo não deve acontecer. As bolsas europeias, no entanto, já tinham encerrado os trabalhos e registrado perdas fortes. Brasil e EUA exibiram alguma melhora.

De início


O Ibovespa iniciou novembro com desvalorização de 1,74%, aos 57.322,75 pontos. Na máxima, registrou 58.300 pontos (-0,07%) e, na mínima, 56.099 pontos (-3,84%). No ano até ontem, acumulava queda de 17,29%. O giro financeiro totalizou R$ 6,829 bilhões.

Em vão


Segunda-feira à tarde, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou que faria a consulta popular e angariou críticas até mesmo dentro do seu partido socialista. Os líderes europeus, principalmente Angela Merkel (Alemanha) e Nicolas Sarkozy (França) também não gostaram de saber que as últimas horas de discussões para encontrar uma solução para ajudar o país teriam sido praticamente em vão. Não restou a Papandreou outra opção que não a de convocar uma reunião ministerial. No meio da tarde, uma fonte ouvida pela Dow Jones disse que o referendo estava praticamente enterrado. Mas nada oficial ainda.

Forte


As perdas na Europa foram fortes, com a Itália entre as piores baixas (-6,8%), diante das preocupações que rondam a situação do país após ter pago yield mais caro na venda de bônus na última sexta-feira. Nos EUA, o Dow Jones fechou em baixa de 2,48%, aos 11.657,96 pontos, o S&P recuou 2,79%, aos 1.218,28 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,89%, aos 2.606,96 pontos.

Índices


Os investidores também não gostaram do ISM de atividade industrial dos EUA, que caiu em outubro para 50,8, de 51,6 em setembro, contrariando a previsão de alta para 52,0, e do PMI da China, que recuou para 50,4 em outubro, comparado com 51,2 em setembro, segundo a Federação de Logística e Compra da China (CFLP, na sigla em inglês), que divulga o dado com o Escritório Nacional de Estatísticas. O PMI oficial de outubro foi mais baixo do que as previsões de 51,7.

Para baixo


A aversão a risco puxou as commodities para baixo e a bolsa brasileira sofreu. Vale ON perdeu 0,94% e Vale PNA recuou 0,98%. Petrobras ON caiu 1,43% e a PN, 0,89%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro recuou 1,07%, a US$ 92,19 o barril.

Câmbio


O dólar à vista fechou na mínima do dia, de R$ 1,730, com alta de 2,13%, após subir quase 4% e cravar R$ 1,760 no início da sessão. Na BM&F, o dólar pronto encerrou com alta de 2,53%, a R$ 1,7355. No mercado futuro, o dólar dezembro de 2011 também reduziu o ganho para 0,61%, a R$ 1,7415 às 16h35, enquanto a máxima no começo do dia foi de R$ 1,7750 (+2,54%).

Juros


Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 452.490 contratos, cedia a 10,27%, de 10,29% no ajuste e 10,19% na mínima, enquanto o DI janeiro de 2014 (139.490 contratos) estava em 10,58%, de 10,60% na véspera e 10,50% na mínima. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (36.665 contratos) indicava 11,14%, nivelado ao ajuste, e o DI janeiro de 2021 (855 contratos) marcava 11,18%, de 11,19% no ajuste.

Preocupações


A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta terça-feira, com as novas preocupações acerca dos problemas da dívida soberana da Europa e com os dados mais fracos do que o esperado da China, que derrubaram as ações de fabricantes de maquinários, como a Fanuc. O índice Nikkei 225 caiu 152,87 pontos, ou 1,7%, para 8.835,52 pontos.

No negativo


O mercado japonês abriu em baixa e ficou no território negativo por toda a sessão, diante das perdas nas bolsas mundiais, da elevação dos prêmios dos títulos soberanos da Itália, do pedido de concordata da corretora MF Global e da convocação feita pelo primeiro-ministro grego de um referendo sobre o recém-concluído acordo de socorro financeiro do país.

(Agência Estado)

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