MERCADO FINANCEIRO
Desacelerada
Depois de registrar mínima de 2,39% durante a manhã, a Bovespa desacelerou o ritmo de baixa no início da tarde e fechou o último pregão do mês com desvalorização de 1,97%, fazendo uma boa defesa dos 58 mil pontos (58.338,39). Mesmo com esse desempenho negativo de ontem, a Bolsa brasileira fez bonito em outubro, acumulando ganho de 11,49% no período, de longe o melhor resultado do ano e também o melhor desde maio de 2009 (+12,49%). Contudo, no ano, o Ibovespa ainda apura queda de 15,82%. O giro financeiro foi de R$ 6,02 bilhões.
Em cena
Passado o otimismo da semana passada com o plano de resgate para a zona do euro, o pessimismo voltou à cena, agora com a Itália na mira dos investidores. Logo cedo, além das persistentes dúvidas sobre a eficácia do acordo para salvar o euro, o Japão adicionou mais uma preocupação, ao intervir no mercado de câmbio para conter a alta do iene e provocando a valorização do dólar no mercado internacional. A decisão japonesa pressionou as outras moedas e as commodities e colaborou para a queda das bolsas. Também pesou nos negócios o pedido de concordata da corretora norte-americana MF Global, que tem forte exposição à dívida soberana europeia.
Pressão
A queda das ações da Vale contribuiu para pressionar a Bovespa. Vale PNA fechou em baixa de 2,11% e a ON, -2,00%, refletindo o recuo das commodities no mercado externo. ''Considerando as notícias externas hoje (ontem), a nossa Bolsa se comportou muito bem, só não foi melhor por causa da Vale'', disse um operador, ressaltando ainda que o movimento de realização de lucro no último dia do mês é considerado normal.
Nova direção
Já os papéis da Petrobras se mantiveram em alta a maior parte do dia, mas perto do fechamento inverteram a direção. A PN caiu 1,20% e a ON, -0,20%. O movimento positivo dos papéis da petrolífera durante quase todo o pregão foi atribuído a expectativa de que a empresa terá um ''caixa melhor'' por causa do reajuste de 10% para a gasolina e de 2% para o diesel, na refinaria, anunciado na sexta-feira. Os novos preços passam a valer a partir de hoje, dia 1º. A troca de sinal dos papéis na reta final do pregão é vista como simples realização de lucros. O petróleo para dezembro caiu 1,14% e fechou a US$ 93,19 na Nymex.
Na Europa
As principais bolsas europeias fecharam nas mínimas do dia, em queda acentuada. A Bolsa de Milão, por exemplo, caiu 3,82%. Em Nova York, Dow Jones recuou 2,26%, o Nasdaq cedeu 1,93% e o S&P, -2,47%.
Câmbio
O dólar à vista encerrou em alta de 0,83%, a R$ 1,6940 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto subiu 0,73%, para R$ 1,6926. Até 16h43, o giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio somava US$ 1,610 bilhão (US$ 1,489 bilhão em D+2).
No futuro
No mercado futuro, às 16h33, o dólar dezembro de 2011, que passou a ser o mais líquido ontem, avançava 1,30%, para R$ 1,7080, com um volume financeiro de US$ 16,763 bilhões. No mesmo horário, o dólar novembro de 2011, que será liquidado hoje, valia R$ 1,6890 (+0,93%), com um giro de US$ 868 milhões.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 234.445 contratos, cedia a 10,29%, de 10,34% no ajuste de sexta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (76.565 contratos) marcava 10,60%, de 10,64%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (25.455 contratos) indicava 11,14%, de 11,21% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (5.090 contratos) recuava a 11,19%, de 11,26% na sexta-feira.
Do Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta segunda-feira, a despeito do acentuado enfraquecimento do iene que se seguiu à intervenção do governo japonês nos mercados de câmbio. Os ganhos se mostraram temporários, com os exportadores sensíveis à moeda, como Canon e Nikon, juntando-se às ações influenciadas por balanços, como Daiichi Sankyo, e pressionando para baixo os principais índices da bolsa. O índice Nikkei 225 fechou em queda de 62,08 pontos, ou 0,7%, para 8.988,39 pontos.
(Agência Estado)





