Euforia
Ainda faltam detalhes e, principalmente, saber se vai funcionar. Mas o anúncio das linhas básicas do plano para pôr fim à crise da zona do euro fez os investidores comprarem por conta, proporcionando um dia de euforia nas bolsas de valores. Na Bovespa, o entusiasmo, sobretudo dos estrangeiros, levou o índice para bem perto dos 60 mil pontos, nível registrado pela última vez há três meses - período no qual ficou se arrastando ora lá ora cá.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 3,72%, aos 59.270,13 pontos, maior nível desde 26 de julho (59.339,90 pontos). Na mínima do dia, registrou 57.146 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 59.901 pontos (+4,83%). Com o resultado de ontem, a alta acumulada no mês subiu a 13,28%. Em 2011, a Bolsa ainda tem perda, de 14,48%. O giro financeiro totalizou R$ 10,113 bilhões, um dos maiores do ano.
Vale
Petrobras, que mostra uma defasagem de preços, subiu mais que Vale na sessão. A ação PN da Petrobras avançou 4,49% e a PN, 4,28%. Vale ON, +2,70%, e PNA, +2,36%. A Vale divulgou quarta-feira seu balanço trimestral, no qual exibiu lucro líquido de US$ 4,935 bilhões de julho a setembro. O resultado foi 18,3% menor do que o auferido no mesmo trimestre do ano passado.
Impulso
Os papéis na Bovespa foram impulsionados pela notícia de que os chefes de Estados europeus, em reunião que adentrou a madrugada de ontem, anunciaram um plano para solucionar a crise da região.
Plano
O plano tem três pontos principais: perdão de metade da dívida grega, ajuda em mais 100 bilhões de euros ao país e reforço de 30 bilhões de euros para financiamento de garantias; ampliação, em quatro ou cinco vezes, da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), o fundo de resgate europeu, que pode chegar a 1 trilhão de euros; e recapitalização dos bancos europeus, cujo necessidade de capital é estimada em 106 bilhões de euros. Os detalhes não foram divulgados, principalmente quanto à fonte de todos esses recursos.
Alta
As bolsas europeias tiveram altas fortes e foram seguidas pelas norte-americanas, mas estas subiram menos. O Dow Jones avançou 2,86%, aos 12.208,55 pontos, o S&P subiu 3,43%, aos 1.284,59 pontos, e o Nasdaq ganhou 3,32%, aos 2.738,63 pontos. Foi divulgado nos EUA hoje o resultado do PIB trimestral, que cresceu 2,5%, ligeiramente abaixo das previsões de +2,7%.
Ásia
As bolsas da Ásia voltaram a fechar no campo positivo ontem. O plano da União Europeia para resgatar a dívida da Grécia, fechado na madrugada de ontem, teve bom impacto sobre a maioria dos mercados da região. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong. No quinto pregão seguido de ganhos, o índice Hang Seng subiu 3% e encerrou aos 19.630,78 pontos.
Tóquio
A bolsa de Tóquio fechou com ganhos fortes ontem, em um rali de alívio depois que os líderes europeus chegaram a um acordo para reduzir a dívida da Grécia, o que ajudou ações de bancos e financeiras, como Nomura Holdings, enquanto um euro mais alto também empurrou para cima as grandes exportadoras, como Sony e Honda. O índice Nikkei 225 fechou na máxima intraday, com um ganho de 178,07 pontos, ou 2%, para 8.926,54 pontos.
Câmbio
O dólar à vista fechou com queda de 3,24%, para R$ 1,704 no balcão - menor valor desde 9 de setembro (quando fechou em R$ 1,6810). Na BM&F, a moeda à vista terminou na mínima do dia, de R$ 1,708, em baixa de 2,77%. O resultado ampliou a desvalorização acumulada pela divisa ante o real para 9,36% em outubro. No ano, por sua vez, a alta acumulada pelo dólar diminuiu para 2,40%. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h56 somava US$ 2,345 bilhões - 13% acima do anterior.
Mercado futuro
No mercado futuro, às 16h36, o dólar novembro de 2011 valia R$ 1,706, com baixa de 3,07%, e concentrava a liquidez, com giro de US$ 22,179 bilhões (30% superior ao de ontem). No total, foram movimentados US$ 22,857 bilhões, com cinco vencimentos de dólar - todos em queda, segundo a assessoria da Bolsa.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (583.165 contratos) estava em 10,39%, de 10,33% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 148.605 contratos, subia a 10,70%, de 10,53%. Entre os longos, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2017 (38.360 contratos) avançava para 11,29%, na máxima, ante 11,14% de quarta-feira.

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