MERCADO FINANCEIRO
Cautela
A euforia deu lugar à cautela e a Bovespa, assim, trabalhou o dia todo em baixa, acompanhando as bolsas internacionais. Os investidores pisaram no freio à espera do resultado do encontro de cúpula da União Europeia hoje. Indicadores ruins nos EUA e balanços fracos também serviram de mote para vendas de ativos de risco. Petrobras, aqui, subiu e ajudou a conter a realização de lucros desencadeada após o Ibovespa subir mais de 5% em apenas duas sessões.
Queda
A Bolsa doméstica terminou o dia com perda de 1,07%, aos 56.285,99 pontos. Na mínima, o Ibovespa registrou 55.770 pontos (-1,97%) e, na máxima, 56.885 pontos (-0,01%). No mês, acumula ganho de 7,57% e, no ano, recua 18,78%. O giro financeiro totalizou R$ 5,664 bilhões.
Planejamento
Os investidores ficaram apreensivos com o encontro de cúpula dos chefes de Estado depois que foi adiada a reunião de ministros de Finanças (Ecodfin) que a antecederia. O adiamento foi decidido para que os ministros trabalhem no plano que deve ser adotado pela cúpula. ''O objetivo é adotar todos os elementos necessários e detalhes referentes ao pacote, o mais rapidamente possível'', disse a Polônia, que ocupa a presidência rotativa por seis meses da União Europeia, em comunicado.
Influência
Além da expectativa com o que virá hoje, também influenciou negativamente as ações a queda do lucro da 3M e os indicadores fracos como o que mostrou a queda da confiança do consumidor norte-americano para 39,8 em outubro, de 46,4 em setembro, segundo o Conference Board.
Em baixa
O Dow Jones recuou 1,74%, aos 11.706,62 pontos, o S&P perdeu 2%, aos 1.229,05 pontos, e o Nasdaq fechou com retração de 2,26%, aos 2.638,42 pontos. As bolsas europeias também recuaram.
Alta
No Brasil, as ações da Petrobras subiram e deram um pequeno respiro ao Ibovespa. Petrobras ON, +0,88%, PN, +0,76%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro subiu 2,08%, aos US$ 93,17 o barril.
Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda ontem, com o nervosismo dominando os mercados antes da reunião de hoje entre os líderes da zona do euro, que deve resultar em um plano para enfrentar a crise da dívida. O índice pan-europeu Europe 600 caiu 0,7%, para 240,29 pontos, após subir 1,3% na sessão anterior. As ações de bancos tiveram perdas, com BNP Paribas e Société Générale caindo ambos 3,8% em Paris, UniCredit recuando 3,4% em Milão e Barclays cedendo 3,6% em Londres.
Ásia
A maioria das bolsas asiáticas apresentou elevação ontem. Os mercados foram alavancados pela alta em Wall Street e ainda pelas expectativas de que a reunião de cúpula da União Europeia irá encontrar uma solução para a crise da dívida. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que também se beneficiou dos bons resultados nos mercados chineses. No terceiro pregão seguido de ganhos, o índice Hang Seng subiu 196,37 pontos, ou 1,1%, e fechou aos 18.968,20 pontos. As empresas energéticas chinesas lideraram a alta.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, pois o iene mais forte convidou à realização de lucros antes do esperado plano europeu para conter a crise da dívida da região, enquanto as notícias relacionadas aos balanços dominaram algumas ações líderes, como Daiichi Sankyo e Fanuc. O índice Nikkei 225 caiu 81,67 pontos, ou 0,9%, para 8.762,31 pontos. O mercado chegou a abrir em alta, mas entrou rapidamente no território negativo, já na sessão da manhã, antes de mergulhar mais decididamente no vermelho.
Dólar
Após descer ao patamar de R$ 1,73 no começo do dia, o dólar no mercado local devolveu as perdas ante o Real e assumiu trajetória de alta no decorrer da sessão reagindo à aversão ao risco nos mercados. No fechamento, o preço à vista teve alta de 0,63%, a R$ 1,7640 no balcão; e de 0,81%, para R$ 1,7649 na BM&F. Às 16h32 de ontem, o dólar novembro de 2011 subia 0,68%, a R$ 1,7665, com um giro de US$ 15,536 bilhões.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (254.925 contratos) apontava 10,42%, de 10,41% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de apenas 64.020 contratos, estava em 10,65%, de 10,63% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (29.040 contratos) marcava 11,24%, nivelado ao ajuste de ontem, e o DI janeiro de 2021 (7.875 contratos) indicava 11,28%, de 11,29% no ajuste.
(Agência Estado)





