Ânimo
O índice de atividade industrial da China e o otimismo com o resultado do encontro da cúpula da União Europeia, na quarta-feira, trouxeram ânimo aos investidores, que se posicionaram em ativos de risco. A Bovespa subiu quase 3%, puxada pelas ações de Vale e siderúrgicas e chegou a operar no nível de 57 mil pontos em várias ocasiões durante o dia.
Ganhos
O Ibovespa terminou a sessão com ganho de 2,96%, aos 56.891,9 pontos, maior nível desde os 57.102,78 pontos de 19 de setembro. Na mínima, registrou 55.259 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 57.226 pontos (+3,57%). No mês, os ganhos foram elevados a 8,73% e, no ano, a queda diminuiu a 17,91%. O giro financeiro totalizou R$ 6,85 bilhões.
Em alta
O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) HSBC preliminar de outubro subiu para 51,1, de 49,9 em setembro na China. A alta do HSBC PMI foi a primeira desde agosto e o primeiro registro de expansão da atividade desde junho. Como a China é o principal comprador de matérias-primas do mundo e um dos principais clientes da Vale, fez com que os papéis tivessem um dia de ganhos. O ON subiu 5,92% e o PN, 5,94%.
Para cima
No setor siderúrgico, Gerdau PN, +4,07%, Metalúrgica Gerdau PN, +5,06%, Usiminas PNA, +4,44%, e CSN ON, +6,33%. Petrobras ON, +2,38%, e PN, +2,65%. Na Nymex, o contrato para novembro teve forte ganho, de 4,43%, aos US$ 91,27 o barril.
Recapitalização
No encontro de ontem na UE, foi acertada, segundo relatos, a recapitalização dos bancos em mais de 100 bilhões de euros. A Europa também deve pedir ajuda internacional para financiar sua crise da dívida. E, segundo os parlamentares alemães, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF) deve ser alavancada para além de 440 bilhões de euros, podendo chegar a 1 trilhão de euros.
Dow Jones
Dos EUA, o balanço favorável da Caterpillar ajudou a impulsionar as bolsas. O Dow Jones terminou em alta de 0,89%, aos 11.913,62 pontos, o S&P avançou 1,29%, aos 1.254,19 pontos, o Nasdaq recuou 2,35%, aos 2.699,44 pontos.
Câmbio
Na BM&F, o dólar pronto terminou na mínima do dia, com baixa de 1,45%, a R$ 1,7508. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h43 somava US$ 1,439 bilhão (US$ 1,374 bilhão em D+2).
Dólar
O dólar novembro de 2011 no mercado futuro, às 16h41, caía 1,29%, para R$ 1,7565, com um giro de US$ 13,424 bilhões. No total, US$ 13,673 bilhões foram movimentados com três vencimentos, todos em baixa. Durante a manhã, o dólar à vista subiu até R$ 1,7850 (+0,28%) no balcão, pressionado por compras de um agente financeiro no mercado futuro, onde o dólar novembro de 2011 avançou até R$ 1,7890 (+0,53%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (179.630 contratos) cedia a 10,41%, de 10,48% na sexta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 64.275 contratos, recuava para 10,63%, de 10,69%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (15.850 contratos) indicava 11,24%, de 11,23% no ajuste de sexta-feira, e o DI janeiro de 2021 (1.710 contratos) marcava 11,29%, de 11,27%.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta ontem, impulsionados por notícias de que os líderes da zona do euro estavam avançando na tomada de decisões para enfrentar a crise da dívida soberana.
Elevação
As Bolsas da Ásia apresentaram um forte desempenho ontem. O rali foi estimulado pela forte alta em Wall Street, ocorrida na sexta-feira, e pelas expectativas de que o encontro de cúpula da União Europeia irá encontrar uma solução para a crise da dívida europeia.
Avanço
Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, também alavancada pela redução das preocupações sobre o crescimento econômico da China, após a divulgação dos bons números de setembro sobre a indústria manufatureira. O índice Hang Seng disparou 746,10 pontos, ou 4,1%, e fechou aos 18.771,82 pontos. Todas as 46 blue chips fecharam no campo positivo. Entre as imobiliárias, China Overseas Land avançou 9%, enquanto China Resources Land teve rali de 10%.
(Agência Estado)

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