Forte
Sem Petrobras e Vale para atrapalhar, a Bovespa exibiu forte alta ontem, na esteira do otimismo externo com uma solução iminente para a crise da UE. A aprovação de mais uma tranche da ajuda à Grécia, a agenda vazia e os balanços positivos nos EUA contribuíram para reforçar esse noticiário positivo.

Em alta

O Ibovespa terminou o dia em alta de 2,31%, aos 55.255,23 pontos. Na mínima, registrou 54.014 pontos (+0,01%) e, na máxima, 55.504 pontos (+2,77%). Na semana, acumulou alta de 0,41%. No mês, sobe 5,60% e, no ano, cai 20,27%. O giro financeiro totalizou R$ 5,023 bilhões. A notícia de que França e Alemanha estão concentrando esforços para um pacote de impacto que seja capaz de solucionar a crise europeia, conforme comunicado divulgado quinta-feira, continuou fazendo preço nesta sessão.

Recursos

Também ajudou a manter o otimismo dos negócios a decisão dos ministros de Finanças de aprovar a liberação da tranche de 8 bilhões de euros para a Grécia. Os recursos devem chegar ao País no início de novembro. Outra notícia favorável veio dos EUA, mais precisamente de sua safra de balanços. O McDonald's teve lucro de US$ 1,45 por ação no terceiro trimestre, levemente acima das expectativas do mercado de lucro de US$ 1,43 por ação.

Ganhos

O Dow Jones fechou o pregão em alta de 2,31%, aos 11.808,79 pontos, o S&P subiu 1,88%, aos 1.238,25 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,49%, aos 2.637,46 pontos. Na semana, acumularam, respectivamente, +1,41%, +1,12% e -1,14%. Na Europa, as bolsas também fecharam em alta. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro subiu 1,54%, a US$ 87,40 o barril.

Câmbio

O dólar à vista fechou em queda hoje, alinhado ao preço externo, depois de quase se descolar momentaneamente pela manhã dessa trajetória, ao atingir R$ 1,7920 (-0,06%) no balcão. A pressão inicial foi rápida e resultou de alguma compra pontual no mercado de derivativos ou para remessa financeira ao exterior, disse um operador de tesouraria de um banco.

Câmbio

Por causa dessa movimentação, o dólar novembro de 2011 subiu até R$ 1,7965 (+0,53%) na máxima da manhã. Passada essa operação, o dólar à vista ampliou a baixa, reagindo ao otimismo nos mercados com uma possível solução no curto prazo para a crise europeia e perspectivas de que o Eurogrupo aprovasse ontem a liberação da sexta parcela do primeiro pacote internacional de resgate para a Grécia, de 8 bilhões de euros - o que se confirmou à tarde.

Queda

No fechamento, o dólar à vista caiu 0,73%, para R$ 1,780 no balcão, após subir 1,82% nas duas sessões anteriores. A mínima intraday registrada por volta do meio-dia foi de R$ 1,7670 (-1,45%). Na semana, porém, a divisa apurou ganho de 2,77%. Em outubro, a queda acumulada é de 5,32%. No ano, a valorização é de 6,97% em relação ao real. Na BM&F, o dólar pronto terminou com recuo de 0,47%, a R$ 1,7765. O giro financeiro à vista às 16h42 somava cerca de US$ 1,642 bilhão (US$ 1,572 bilhão em D+2), de acordo com a clearing de câmbio da BM&F.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (68.560 contratos) estava em 11,138%, de 11,14% no ajuste. A taxa projetada pelo contrato janeiro de 2013 (189.220 contratos) apontava 10,48%, de 10,50% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 83.855 contratos, descia a 10,69%, de 10,75%. Nos vértices longos, o DI janeiro de 2017 (26.715 contratos) recuava a 11,23%, de 11,27% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (2.760 contratos) indicava 11,27%, de 11,29% ontem.

No Japão

A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa um pregão apático nesta sexta-feira, que antecedeu importantes reuniões de cúpula no fim de semana e o início do pesado fluxo de balanços das companhias japonesas, na próxima semana. As ações da Tokyo Electric Power (Tepco) e da Olympus, no entanto, caíram fortemente, mais uma vez com grande volume de negócios. O índice Nikkei 225 recuou 3,26 pontos, ou 0,04%, para 8.678,89 pontos.
(Agência Estado)

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