MERCADO FINANCEIRO
No vermelho
A notícia de que os presidentes da França e Alemanha devem anunciar até quarta-feira um plano abrangente para solucionar a crise na zona do euro fez a Bovespa diminuir, no meio da tarde, as perdas, que ultrapassaram 2% no pior momento da sessão. O índice operou no vermelho o dia todo reagindo a outra notícia da Europa, mesmo desmentida, de que a cúpula da União Europeia marcada para esse final de semana seria adiada
Em queda
O Ibovespa, desta forma, conseguiu reter o nível de 54 mil pontos, ao fechar em queda de 1,74%, aos 54.009,98 pontos. No pior momento da sessão, recuou 2,47%, aos 53.610 pontos. Na máxima, atingiu os 54.953 pontos (-0,02%). No mês, acumula ganho de 3,22% e, no ano, perda de 22,07%. O giro financeiro totalizou R$ 5,344 bilhões.
Planos
Em comunicado conjunto, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, disseram que estão planejando um plano abrangente para solucionar a crise da dívida na zona do euro. Essa proposta deve ser aprovada em uma segunda reunião da cúpula da União Europeia, marcada para quarta-feira. O plano inclui medidas para reforçar os bancos europeus e um fundo de resgate mais poderoso e será revisado pelos líderes europeus no encontro marcado para domingo.
Para cima
O Dow Jones virou para cima e fechou em alta de 0,32%, aos 11.541,78 pontos. O S&P avançou 0,46%, aos 1.215,39 pontos, e o Nasdaq caiu 0,21%, aos 2.598,62 pontos. As bolsas europeias, que terminaram os negócios antes, caíram, ainda reagindo ao noticiário da manhã. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro, que venceu hoje, recuou 0,94%, a US$ 85,30, enquanto o contrato para dezembro terminou em baixa de 0,25%, a US$ 86,07 o barril.
Por aqui
Aqui, ontem Petrobras caiu mais que Vale. As ações ON da petrolífera recuaram 2,34% e as PN, 2,13%. Vale ON terminou com queda de 1,25% e PNA, de 1,27%.
Câmbio
O dólar à vista terminou em alta de 1,07%, a R$ 1,7930 - no maior valor desde 5 de outubro, quando encerrou em R$ 1,8360. Na sessão, caiu até a mínima pela manhã de R$ 1,7640 (-0,56%) e avançou à tarde até máxima de R$ 1,8020 (+1,58%). Na BM&F, o dólar pronto teve ganho de 0,77%, para R$ 1,7848. O giro financeiro na clearing de câmbio até 16h50 somava US$ 1,618 bilhão, dos quais US$ 1,562 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, nesse horário, o dólar novembro de 2011 avançava 0,81%, a R$ 1,7940, e já contabilizava um volume financeiro de US$ 16,954 bilhões ou 17% superior ao registrado no dia anterior. Durante a sessão, a mínima desse vencimento de dólar foi de R$ 1,7695 (-0,56%) e a máxima de R$ 1,8140 (+1,94%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (825.995 contratos) estava em 11,144%, de 11,12% no ajuste, e o DI julho de 2012, com giro relativamente alto para tal vencimento, de 165.735 contratos, passava de 10,55% para 10,60%. O DI janeiro de 2013, com 581.645 contratos, avançava a 10,50%, de 10,44% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2014 (168.935 contratos) subia a 10,75%, de 10,67%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (57.115 contratos) apontava 11,27%, de 11,13%, e o DI janeiro de 2021 (8.550 contratos) indicava 11,29%, de 11,14% no ajuste.
Incertezas
A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta quinta-feira, uma vez que a incerteza em relação às possibilidades de uma solução para a crise da dívida europeia afetou as ações de companhias exportadoras, como a Honda. O índice Nikkei 225 caiu 90,39 pontos, ou 1%, para 8.682,15 pontos.
No negativo
As Bolsas da Ásia fecharam no campo negativo nesta quinta-feira. A queda em Wall Street e a ausência de perspectiva de solução para a crise da dívida europeia influenciaram o sentimento dos investidores, que também reagiram aos fatores locais. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, influenciada ainda pelas preocupações sobre a adoção de medidas de aperto monetário na China. O índice Hang Seng perdeu 1,8% e terminou aos 17.983,10 pontos.
(Agência Estado)





