MERCADO FINANCEIRO
Ganhos
A Bolsa de Tóquio fechou com ganhos modestos ontem, uma vez que os balanços majoritariamente sólidos divulgados nos EUA ajudaram ações específicas de tecnologia no começo do pregão. Mais tarde, a compra de ações ligadas à demanda doméstica permitiu que a Fast Retailing liderasse o mercado para um encerramento positivo. O índice Nikkei 225 adicionou 30,63 pontos, ou 0,4%, para 8.772,54 pontos.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam com altas modestas ontem, com os investidores otimistas com a possibilidade de que autoridades da União Europeia possam chegar a um acordo para resolver a crise da dívida da região.
Para cima
O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,59%, ou 1,38 ponto, para fechar em 236,71 pontos, superando dois dias de perdas. As ações saíram fortalecidas por uma reportagem do jornal britânico Guardian, divulgada no fim da terça-feira, afirmando que França e Alemanha concordaram com um plano para expandir a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para 2 trilhões de euros.
Alta
O dólar fechou em alta de 0,98% na venda ontem, a R$ 1,776, tendo intensificado a valorização no período da tarde conforme aumentava a aversão a risco nos mercados internacionais. A valorização ocorreu a poucas horas da decisão de política monetária do Banco Central (BC), prevista para depois do fechamento dos mercados. Apesar da alta no dia, em outubro a queda da moeda ainda é de 5,62%.
Positivo
O fluxo cambial é positivo em US$ 3,403 bilhões em outubro até o dia 14, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Nesse período, a conta financeira registrou ingresso líquido de US$ 1,189 bilhão, resultado de ingressos totais de US$ 14,233 bilhões e saídas de US$ 13,044 bilhões. Na conta financeira, são registradas operações como compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos.
Desempenho
Já no fluxo comercial, o mês de outubro até o dia 14 acumula entrada de US$ 2,214 bilhões. O desempenho foi gerado por exportações de US$ 10,290 bilhões, valor superior às importações de US$ 8,076 bilhões. Com esse resultado, o ano tem ingresso líquido de US$ 71,701 bilhões no fluxo cambial até 14 de outubro. O valor foi gerado por entrada de US$ 31,615 bilhões no fluxo financeiro e US$ 40,086 bilhões na via comercial.
Poupança
De janeiro a setembro deste ano, a Caixa Econômica Federal (CEF) captou em poupança R$ 7,8 bilhões, segundo informações do banco público divulgadas ontem. O valor corresponde a 82,5% de todo o volume captado em caderneta de poupança no Brasil durante o período. Com isso, ontem a poupança da Caixa registrou saldo de R$ 143,9 bilhões. Segundo o banco, mais de 40 milhões de pessoas são clientes da poupança Caixa. Desse total, a maioria é do sexo feminino (50,80%), mora na Região Sudeste do País (47,16%) e tem entre 21 e 40 anos (36%).
Exportações
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC) reafirmou ontem, por meio de nota, o aumento das exportações brasileiras, que ultrapassaram, até terça-feira, o total vendido em 2010. ''De janeiro até terça-feira, o Brasil exportou US$ 202,071 bilhões, número que supera o valor contabilizado em todo o ano de 2010 (janeiro a dezembro) e que foi recorde na série histórica do País (US$ 201,915 bilhões)'', afirma nota do Ministério.
Política fiscal
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou ontem que o governo ainda irá avaliar a condução da política fiscal em 2012, de acordo com o cenário econômico. ''Vamos avaliar 2012. Ainda é muito cedo. Por enquanto, a política é a de superavit primário cheio'', disse Augustin, após participar de reunião fechada com deputados da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
Vantagem
Os bancos brasileiros estão em melhor situação que seu pares europeus e americanos e não devem sofrer os impactos da crise europeia, avalia o presidente executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal. ''As instituições financeiras locais estão bem capitalizadas, são sólidas e rentáveis''. Portugal falou aos jornalistas após participar da abertura do 1º Congresso Internacional de Gestão de Risco.
(Das Agências)





