MERCADO FINANCEIRO
Impulso
A notícia de que França e Alemanha concordaram em ampliar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para 2 trilhões de euros fez com que as bolsas dos EUA e do Brasil disparassem no finalzinho da sessão, deixando para trás o resultado mais 'comedido' do PIB da China no terceiro trimestre. Até as ações da Vale, que caíam e pesavam sobre o Ibovespa, subiram e ajudaram a levá-lo de volta aos 55 mil pontos.
Elevação
O Ibovespa terminou o dia com elevação de 2,08%, aos 55.031,93 pontos. Na mínima, registrou 53.188 pontos (-1,34%) e, na máxima, os 55.225 pontos (+2,44%). No mês, acumula ganho de 5,18% e, no ano, recua 20,59%. O giro financeiro totalizou R$ 6,126 bilhões.
Adicional
A alta de 9,1% do PIB chinês de julho a setembro, abaixo da previsão de 9,2%, foi um fator adicional de pressão aos papéis da Vale, que caíram o dia todo também influenciados pela queda do preço do minério de ferro e das notícias de que estaria dando desconto nos preços para que seus clientes não adiem contratos.
De virada
À tarde, no entanto, Wall Street virou para cima - e levou consigo a Bovespa - puxado pelos papéis do setor financeiro. Os investidores se valeram dos bons números do Bank of America (BofA) para irem às compras deste segmento. Mas o que deu gás mesmo foi a notícia do The Guardian que, por enquanto, ainda não tem confirmação. De todo o modo, o Dow Jones subiu 1,58%, aos 11.577,05 pontos, o S&P avançou 2,04%, aos 1.225,38 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 1,63%, aos 2.657,43 pontos.
Na esteira
Vale virou e passou a subir com a notícia. Fechou em alta de 0,41% na ON e de 0,15% na PNA. Esta última ação movimentou R$ 916,097 milhões do pregão de hoje. Petrobras ON ficou 0,81% mais cara e a PN, 0,78%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro teve alta de 2,27%, a US$ 88,34 pontos. Só cinco ações do Ibovespa recuaram.
Câmbio
Após subir até R$ 1,7860 (+1,25%) na sessão matutina, o dólar no balcão desacelerou e caiu no início da tarde até a mínima de R$ 1,7590 (-0,79%). No fechamento, o dólar balcão recuou 0,17%, para R$ 1,7610.
Descolado
Na BM&F, o dólar pronto descolou-se do vaivém das cotações no balcão e moveu-se com sinal de alta o tempo todo ontem em meio à liquidez reduzida nesta plataforma de negociação. A moeda à vista na BM&F encerrou com ganho de 0,54%, a R$ 1,7619, com giro financeiro de cerca de US$ 172,250 milhões. Vale destacar que o giro total à vista (balcão e pronto da BM&F) registrado na clearing de câmbio até 16h37 somava US$ 1,216 bilhão, sendo US$ 1,163 bilhão em D+2.
Em alta
Do mesmo modo, a taxa Ptax, que é formada até por volta das 13h, terminou com alta, de 1,35%, a R$ 1,7724. Essa taxa resultou de quatro coletas habituais feitas no decorrer da primeira metade dos negócios - todas em alta, que foram de R$ 1,7826 (10h15); R$ 1,7706(11h10); R$ 1,7740 (12h10) e R$ 1,7624 (13h13).
Giro
Em Nova York, às 16h42, o euro valia US$ 1,3732, de US$ 1,3737 no fim da tarde de segunda-feira, e o dólar tinha queda para 76,77 ienes, de 76,83 ienes de segunda-feira, mas subia para 0,9001 franco suíço, de 0,8988 franco suíço na véspera.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (270.950 contratos) cedia a 11,14%, de 11,18% no ajuste, indicando redução de 0,55 ponto porcentual da Selic, hoje, e mais 0,5 ponto no encontro de novembro. O DI janeiro de 2013, com giro de 300.625 contratos, recuava a 10,47%, de 10,55% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2014 (74.585 contratos) estava na mínima de 10,75%, ante 10,89%. Os DIs janeiro de 2017 e de 2021 estavam, ambos, na mínima de 11,23%, ante 11,37% no ajuste de segunda-feira, com 25.775 contratos e 2.090 contratos negociados, respectivamente.
Em Tóquio
A Bolsa de Tóquio encerrou em baixa um pregão com fraco volume de negócios nesta terça-feira, ante nova incerteza sobre a crise da dívida da zona do euro e um iene mais forte, que retraiu as ações das companhias exportadoras. O índice Nikkei 225 perdeu 137,69 pontos, ou 1,6%, para 8.741,91 pontos.
(Agência Estado)





