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O sinal negativo do mercado externo ecoou na Bovespa, onde encontrou investidores aptos a ordenarem vendas após uma semana na qual os ganhos acumulados atingiram 7,4%. Depois de passado o exercício de opções sobre ações, na primeira parte da sessão, a volatilidade diminuiu, mas a queda não: o Ibovespa caiu mais de 2% e voltou ao patamar de 53 mil pontos, puxada pelas notícias envolvendo Alemanha e Vale.

Queda

O Ibovespa terminou a sessão com queda de 2,03%, aos 53.911,33 pontos. Na mínima, registrou 53.536 pontos (-2,72%) e, na máxima, os 55.021 pontos (-0,02%). No mês, acumula elevação de 3,03% e, no ano, queda de 22,21%. O giro financeiro totalizou R$ 8,558 bilhões, dos quais R$ 3,31 bilhões referentes ao exercício de opções sobre ações.

Notícias

A realização levou em conta as notícias de que a Vale estaria dando desconto em suas vendas de minério às siderúrgicas chinesas. A ação PNA da empresa foi a que teve o maior giro individual da sessão, de R$ 801,277 milhões. Ontem, o papel fechou em baixa de 3,51%, enquanto a ON recuou 3,75%. Outra blue chip com participação importante no exercício é Petrobras, que perdeu 2,15% na ON e 1,73% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro ficou 0,48% mais barato, ao fechar a US$ 86,38 o barril.

Reação

As ações também reagiram ao noticiário sobre a problemática zona do euro. Em encontro no final de semana passado, os ministros de Finanças do G-20 haviam afirmado que garantiriam capitalização adequada aos bancos e acesso suficiente a financiamentos e que um plano abrangente para solucionar a crise da zona do euro seria anunciado na cúpula da União Europeia marcada para 23 de outubro.

Sem solução

Depois, no entanto, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, afirmou que a cúpula da próxima semana não trará uma solução para a crise. Além disso, segundo um porta-voz, a chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que ''o sonho de resolver todos os problemas na cúpula da UE'' é impossível.

Recuos

As bolsas europeias caíram e também as norte-americanas. O Dow Jones fechou em queda de 2,13%, aos 11.397,00 pontos, o S&P perdeu 1,94%, aos 1.200,86 pontos, e o Nasdaq recuou 1,98%, aos 2.614,92 pontos.

Nas máximas

O dólar à vista fechou nas máximas da sessão, em meio a um volume de negócios pequeno, cotado a R$ 1,7640 (+1,85%) no balcão e a R$ 1,7525 (+1,27%) na BM&F. O giro total registrado na clearing de câmbio até 16h52 somava cerca de US$ 1,667 bilhão, dos quais US$ 1,222 bilhão em D+2.

No futuro

No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar novembro de 2011 avançava 2,13%, para R$ 1,7770, com um volume transacionado de cerca de US$ 10,286 bilhões, de um total de US$ 10,394 bilhões movimentados com três vencimentos.

Estímulos

Mais cedo, o superavit de US$ 304 milhões da balança comercial do País na segunda semana de outubro estimulou ajustes de posições em dólar, uma vez que veio pior do que o esperado, disse o operador João Medeiros, diretor da Pionner Corretora. O dado reflete exportações de US$ 4,410 bilhões e importações de US$ 4,106 bilhões. No acumulado de outubro, com nove dias úteis, o saldo comercial é positivo em US$ 876 milhões.

Giro

Em Nova York, às 16h41, o euro recuava a US$ 1,3737, de US$ 1,3884 no fim da tarde de sexta-feira, enquanto o dólar caía a 76,8015 ienes, de 77,22 ienes. Durante a sessão, o dólar atingiu uma mínima em relação ao iene, de 76,60 ienes, diante do ceticismo dos agentes financeiros em relação a eventual medida do Banco do Japão (BoJ, o banco central do país) para conter a escalada do iene.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2012 (264.180 contratos) cedia a 11,177%, de 11,19% na sexta-feira. O DI janeiro de 2013 (326.885 contratos) estava em 10,55%, nivelado ao ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com apenas 45.515 contratos, subia a 10,89%, de 10,86%. Entre os longos, o movimento era ainda mais enxuto. O DI janeiro de 2017, com giro de 12.130 contratos, apontava 11,37%, de 11,34% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (apenas 1.020 contratos) também indicava 11,37%, de 11,34%.
(Agência Estado)

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