MERCADO FINANCEIRO
No azul
A Bovespa teve um pregão bastante volátil nesta sexta-feira, mas, no final, acabou se rendendo aos ganhos no mercado externo e se fixou no azul, registrando elevação em todas as sessões nesta semana. Esse comportamento gerou um resultado positivo acumulado no período de mais de 7%, a primeira alta semanal desde o intervalo encerrado em 16 de setembro.
Avanços
O Ibovespa avançou 0,79% ontem, para 55.030,45 pontos. Na mínima, registrou 54.447 pontos (-0,28%) e, na máxima, os 55.179 pontos (+1,06%). Na semana, avançou 7,39% e, no mês, acumula ganho de 5,17%. No ano, recua 20,60%. O giro financeiro totalizou R$ 5,873 bilhões.
Exagerada
Segundo profissionais, o vencimento do Ibovespa futuro de quinta-feira acabou distorcendo o mercado doméstico em relação ao exterior e a alta da Bovespa acabou sendo exagerada. Essa é uma das justificativas para o principal índice à vista ter comportamento mais tímido nesta sessão. O vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira também influenciou.
Na esteira
O desempenho da Bolsa ontem seguiu a alta das bolsas internacionais, onde os investidores foram às compras estimulados por mais uma onda de otimismo, agora com o resultado da reunião dos ministros de Finanças do G-20, que termina hoje em Paris. Indicadores e balanços positivos também deram gás aos negócios ontem.
Em alta
O Dow Jones fechou com elevação de 1,45%, aos 11.644,49 pontos. O S&P subiu 1,74%, aos 1.224,58 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,82%, aos 2.667,85 pontos. Na semana, os índices acumularam, respectivamente, ganho de 4,88%, 5,98% e 7,60%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro ficou 3,05% mais caro, a US$ 86,80 o barril. No Brasil, Petrobras ON subiu 1,76% e a PN, 1,29%. Vale ON, +0,16%, Vale PNA, +0,56%.
Câmbio
No mercado à vista, o dólar fechou em baixa pelo terceiro dia consecutivo no balcão e de volta ao patamar de R$ 1,73 - registrado pela última vez no dia 16 de setembro. A cotação de encerramento no balcão foi de R$ 1,7320, em queda de 1,09%. Na semana, a divisa norte-americana contabilizou baixa de 1,93%, que ampliou as perdas no mês para 7,87%. No ano, a valorização acumulada é de 4,09%. Na BM&F, o dólar pronto terminou com declínio de 1,14%, a R$ 1,7305. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h40 somava cerca de US$ 1,544 bilhão, sendo US$ 1,186 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar novembro de 2011 recuava 1,25%, para R$ 1,7380, com um volume financeiro de US$ 15,003 bilhões. No total até esse horário foram transacionados três vencimentos de dólar, com um giro de US$ 15,070 bilhões.
Giro
Em Nova York, às 16h32, o euro valia US$ 1,3880, de US$ 1,3781 no fim da tarde de quinta-feira. O dólar subia a 77,218 ienes, de 76,90 ienes qiunta-feira, e cedia para 0,8933 franco suíço, de 0,8980 franco suíço na véspera. A moeda japonesa recuou ontem, pressionada pelo alerta do governo japonês sobre a possibilidade de uma nova rodada de medidas contra a persistente valorização do iene na próxima semana.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (331.440 contratos) estava na máxima de 10,55%, ante 10,45% no ajuste de quinta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 144.870 contratos, avançava para 10,86%, também na máxima, de 10,74% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (33.480 contratos) subia a 11,34%, de 11,19%, e o DI janeiro de 2021 (3.780 contratos) marcava 11,34%, de 11,21% no ajuste.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira, puxados por ganhos em mineradoras, ações de tecnologia e fabricantes de automóveis. Os avanços ocorreram mesmo com perdas em alguns bancos, após uma série de rebaixamentos e advertências por agências de classificação de risco e brokers. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,84%, ou 1,98 ponto, para fechar em 238,51 pontos, enquanto ministros das Finanças do G-20 se reuniam em Paris para conversas dominadas pela crise da dívida na zona do euro. Na semana, o Stoxx 600 teve alta de 2,81%.
(Agência Estado)





